Livros e Histórias de Shi Hua Tu
Ela e a Vingança Tecnológica
Eu, Ana Lúcia, era a estrela da TechNova, a programadora que todos admiravam, meu orgulho e talento inquestionáveis. Mas, de repente, Patrícia, minha irmã "ovelha negra", entrou na empresa e, na apresentação do meu Projeto Fênix, me humilhou publicamente com um projeto "dela" que superava o meu em tudo. Fui rebaixada e tratada como alguém do passado, enquanto Patrícia subia, exibindo um talento incompreensível, roubando minhas ideias e me isolando até o ponto de um colapso. Como uma estagiária sem experiência pôde, da noite para o dia, se tornar uma gênia e destruir minha carreira construída com tanto suor? Algo não se encaixava, havia um segredo, uma farsa por trás de tanto "sucesso" . No auge do meu desespero, em um sonho febril, a verdade veio à tona: Patrícia não era uma gênia, mas sim uma fraude, usando um software de plágio que gerava o código por ela, e agora, sabendo disso, eu tinha um novo propósito: reconstruir e desmascará-la.
Vingança em Melodia
A escuridão da masmorra era o meu fim. Fria e úmida, com cheiro de mofo e desespero, ela selava o destino de Maria, a cantora que outrora brilhava, agora caída. Minha irmã Joana, vestida de seda e sorrisos falsos, pairava sobre mim com André, meu ex-noivo, ao seu lado. "Por quê?", sussurrei, a voz irreconhecível. "Porque eu merecia tudo isso", ela devolveu, sem titubear. Lembrei do escândalo, das acusações plantadas por ela no meu álbum, me transformando em herege. A gravadora rompeu o contrato, os fãs me abandonaram, e minha vida foi destruída num piscar de olhos. Confiei a ela a mixagem final, e ela me apunhalou. "Você me destruiu", as lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto sujo, enquanto uma lâmina fria encerrava meu sofrimento. Meu último suspiro foi um desejo ardente, um anseio louco por uma segunda chance, para fazer tudo diferente. E de repente, a dor sumiu, o frio desapareceu. Abri os olhos. Eu estava de volta, no salão da mansão dos meus pais, no dia do lançamento do meu álbum. Eu era jovem, radiante, e a inocência ainda preenchia meus olhos. Um calafrio me percorreu: não era um sonho. Foi então que a vi: Joana, segurando a unidade de áudio, pronta para a sabotagem. Desta vez, não haveria ingenuidade, nem confiança cega. Desta vez, a única ruína seria a dela. Eu voltei, e meu inferno se tornaria o dela.
Sem Espaço Para o Remorso Deles
A porta da mansão dos Silva se abriu, e um ar frio de ar-condicionado me atingiu. Meus pais biológicos e minha irmã Patrícia me aguardavam, cheios de uma culpa e curiosidade que me virava o estômago. Patrícia, a influenciadora perfeita, me abraçou para as câmeras, e seus olhos me desnudaram, avaliando minhas roupas simples. Eles esperavam que eu, a garota pobre recém-descoberta, fizesse um pedido grandioso, uma lista de desejos. Mas, ao invés disso, eu só tinha uma coisa em mente, uma obsessão que me manteve viva por anos. "Eu só quero estudar." A confusão nos rostos deles foi palpável; uma chef? A herdeira de um império do café queria trabalhar em uma cozinha? No jantar, Patrícia se aproximou, me acusando de querer roubar seu lugar. "Eu não quero o seu lugar", eu disse, a voz monótona. Rodrigo, meu irmão, me empurrou, me chamando de caipira e zombando da minha ambição. Para eles, eu era só uma estranha, uma anomalia em seu mundo de aparências. Na manhã seguinte, pedi dinheiro para meus estudos, e eles me olharam como se a palavra fosse estranha. Ainda zombando, Rodrigo alertou o pai para não me dar muito dinheiro. Eu não estava pedindo, eu estava informando: o prazo de matrícula para o curso intensivo terminava no dia seguinte. Eu me levantei e saí, deixando-os para trás em seu silêncio chocado. Eu era um banco, e eles, um recurso para meu único propósito: me tornar uma chef. "Júlia, querida. Bem-vinda ao seu lar."
Quando o Amor Vira Armadilha: A Virada da Destino
Na sala de reuniões da minha própria empresa, o ar estava gélido. O Pedro, meu marido, sentou-se à minha frente com uma frieza cortante, ladeado pela "irmã adotiva", Sofia, cujo sorriso vitorioso me trespassava. "Eva, já assinei o acordo de divórcio. Só falta a tua assinatura." A voz dele, tão gelada quanto o mármore da mesa, me cortou o coração. Os papéis exigiam que eu entregasse todas as minhas ações da empresa, a herança do meu pai, ao Pedro, sem compensação. A empresa que o meu pai construiu, agora levada ao fundo por mim, dizia ele. "Eva, a empresa está à beira da falência por tua causa. Estou apenas a tomar o que é meu por direito." "O teu por direito? Eu confiei em ti. Dei-te a gestão porque disseste que me amavas." A risada suave da Sofia confirmou o inevitável: "Ele só queria o teu dinheiro e a tua empresa. Porque haveria de precisar de ti agora?" Ele desviou o olhar, o silêncio mais devastador que qualquer palavra. O meu filho Leo, apenas cinco anos? "Vais deixá-lo crescer sem pai?" "O Leo vai ficar comigo. Tu não tens dinheiro, nem casa, nem emprego. Ele vai ter uma vida melhor com a Sofia como sua nova mãe." "Nova mãe?!" Um grito de fúria e desespero. Um estalo. A mão do Pedro agarrou-me com força bruta. "Pede desculpa agora!" "Nunca." Ele expulsou-me. "Estás proibida de ver o Leo. Vou certificar-me disso." Enquanto a chuva me encharcava, uma chamada do hospital: "A sua mãe sofreu um ataque cardíaco. Está em estado crítico. Precisa de uma cirurgia de emergência de 50.000 euros. Pagamento adiantado." Cinquenta mil euros que eu não tinha, pois o Pedro congelara as minhas contas. Vendi o meu anel de noivado por uma bagatela, implorei a amigos que me viraram as costas. Então, o telefone tocou. Era ele. "Eu posso pagar a cirurgia dela. Com uma condição: assina os papéis do divórcio, desiste das ações e desaparece da nossa vida para sempre." A vida da minha mãe ou o meu filho. Uma escolha impossível, cruel, desumana! "Eu assino." Foi a minha voz, mas a decisão parecia rasgar a minha alma. Teria mesmo perdido tudo? Será que a minha dor me tornaria refém para sempre? Não! Eu tinha de lutar. Pelo meu filho, pelo legado do meu pai, pela minha própria dignidade. Havia de haver uma maneira de o Pedro pagar pelo que me fez.
Semente de Amendoim, Colheita de Ódio
O meu filho, Lucas, morreu no seu sexto aniversário. Ele morreu de uma reação alérgica a amendoins. O seu pai, o meu marido Miguel, deu-lhe o bolo que o matou. Naquele dia, recebi uma chamada de Miguel, a sua voz cheia de pânico, a descrever os lábios azuis do nosso filho, que não conseguia respirar. Corri para casa, mas quando cheguei ao hospital, era tarde demais. O meu mundo desabou quando o médico disse as palavras que nenhuma mãe quer ouvir. Miguel sentou-se em silêncio ao lado do corpo sem vida do Lucas. "Foi a minha mãe", murmurou ele, "Ela trouxe o bolo. Ela não sabia." A mãe dele, Clara, a mulher que sempre desdenhou as alergias do Lucas, chamando-lhes "frescura". O meu marido, a defendê-la, mesmo em frente ao caixão do nosso filho. Será que ele não via? Será que ele não percebia que, por trás daquele sorriso falso, havia algo mais sinistro? Como podia a sua lealdade à mãe ser mais forte que a dor pela perda do nosso filho? E a polícia? Disseram-me que as mãos deles estavam atadas, que era apenas um "acidente trágico". Mas um sussurro de uma amiga, "Ela disse que ia ver se a 'frescura' era real", congelou-me o sangue. Não foi um acidente. Foi intencional. E eu ia descobrir até onde ia a sua maldade, mesmo que isso significasse desenterrar segredos do passado da sua família. A Clara ia pagar.
