Livros e Histórias de Mu Xiao Ai
Vingança da Sacerdotisa Renascida
Eu era Luna, a última sacerdotisa da Ordem Mística, prestes a conduzir o Ritual de Ligação Espiritual que escolheria o próximo Imperador. No entanto, meu coração não batia de esperança, mas de um trauma que queimava mais que qualquer fogo, uma traição de uma vida passada que transformou meu amor tolo e cego pelo Príncipe Kael em cinzas. Eu o havia colocado no trono, torcendo o destino e traindo meu juramento, e em troca, ele me arrancou de meu posto, despojou-me da honra, massacrou minha ordem e me jogou nas masmorras, transformando-me em um fantoche amaldiçoado. Como fui tão cega? Como pude acreditar em suas palavras e não enxergar o monstro que se escondia sob sua beleza e carisma, levando o reino à tirania e minha alma à ruína? Mas os deuses, ou o próprio destino, me deram uma segunda chance, e eu acordei de novo aos dezoito anos, no dia fatídico do ritual, com uma certeza fria: desta vez, não haveria amor, apenas dever, e Kael pagaria por tudo.
O Preço da Ingenuidade no Amor
A vida me sorria: arquiteta talentosa, um noivo apaixonado, uma família unida. Até que, num fatídico acidente de carro, minha ingenuidade me custou caro. Ao salvar a poderosa Dona Regina, tornei-me a "heroína", mas minha própria irmã, Isabella, e meus pais, orquestraram a mais vil das traições, roubando meu mérito, minha carreira e meu noivo, Marcos. Confinada a um leito de hospital, observei-os festejar minha desgraça, enquanto suas mãos se encontravam sob o lençol. A dor da traição era excruciante, superando qualquer ferimento físico. Meus próprios pais, insensíveis, sacrificaram-me por sua filha adotiva, e o fim chegou, não por acidente, mas por um "erro médico" orquestrado, deixando-me morrer sozinha, desonrada. Como pude ser tão cega? Como eles puderam ser tão cruéis? O desespero beirava a loucura. Mas o universo tinha outros planos: abri os olhos no dia do acidente, meu corpo inteiro, minha alma ardendo em fúria, com a sabedoria fria de uma vida de traição. Desta vez, não serei a vítima, serei a arquiteta da minha própria vingança.
O Sangue Que Faltou
O som áspero do telemóvel na minha mão ecoou no silêncio mortal do corredor do hospital. O Dr. Almeida acabara de sair do quarto do meu pai, o seu rosto, uma máscara de pesar profissional. As palavras "Lamento, Sra. Sofia. Fizemos tudo o que podíamos" não pareciam reais. O meu pai estava morto. Morto porque a transfusão de sangue de que ele desperatemente precisava – tipo O negativo, o sangue raro que corria nas veias do meu marido, Miguel – nunca chegou. E porquê? Miguel estava com a Clara. "Ela teve um ataque de pânico terrível, coitada. Viu uma aranha e desabou," ele disse. Uma aranha. O meu mundo inteiro ruiu e o motivo pelo qual Miguel não estava ao meu lado era uma aranha. A raiva gelada encheu-me o estômago. Ele não ligou, nenhuma mensagem. Quando o confrontei, defendeu-se, dizendo que "tinha de fazer uma escolha." No funeral, ele trouxe-a. Clara, a viúva frágil, lágrimas falsas, o braço no dele. O auge da afronta. Mais tarde, no velório, Miguel tentou justificar-se com uma história trágica. Mas o que ele me disse a seguir foi monstruoso: "O teu pai já era velho e estava doente. A morte dele era inevitável. A situação da Clara era mais urgente." O meu pai, reduzido a uma inconveniência na agenda de salvamento de Miguel e Clara. Todas as emoções evaporaram. Olhei para o homem com quem partilhei a minha vida e não senti nada. Apenas um vazio vasto e absoluto. "Sai da minha casa," disse eu, a minha voz firme. "O meu advogado vai contactar-te sobre o divórcio." É a minha vez de fazer uma escolha. A escolha de ser livre.
