Caio se tornou outra pessoa, terminou tudo e a fez até de empregada, alegando que ela não o amava, usando de justificativa que ela quis desmarcar a festa.
No pior momento de sua vida, Kamile encontra uma luz, alguém especial que a salva de tudo e muda o seu destino para sempre. Layla é uma mulher espontânea, animada, de classe média alta, casada com um advogado de gênio difícil, que carrega o apelido de Jinn, "não como a bebida, mas sim como o demônio".
Esse homem se põe contra a amizade das duas logo de começo. Ele é sócio do Caio e não quer a Kamile por perto, mas ela cativa a amizade sincera de Layla, vai morar com eles, virando a babá, e é envolvida em uma sequência de acontecimentos fortes, que deveriam dizer respeito só à família.
Layla está doente e quer garantir o futuro de sua pequena filha Amara, uma menina mimada que não aceita ninguém novo em sua vida e atormenta as babás incansavelmente, e, ainda assim, cativa o amor de Kamile, eleita pela pequena "a melhor babá de todas".
Em busca da luz...
Eu nunca estive sozinha, estamos todos interligados por uma linha invisível do amor divino, juntos somos muito mais fortes.
Minha vida sempre teve um propósito!
Maktub é uma das mais belas palavras da língua árabe, significa (estava escrito / tinha que acontecer).
Não existe palavra melhor para definir essa história.
Como eu poderia evitar amar você, se nossos corações estavam destinados a se encontrarem e dividirem tudo de mais belo que tínhamos?
Capítulo 1
Seria difícil começar sem falar o quanto eu sempre fui feliz. Não existiam dias cinzas ou perturbações em minha pacata vida, o máximo que acontecia era alguma irritação minha por algo que me negavam, mas eu logo conseguia sem muito esforço. Meus pais sempre me amaram muito e acredito que, por isso, não sabiam impor limites. Festas exageradas desde criança, muitos presentes fora de época, coisas de marca, as melhores escolas e passeios, tudo regado a muito carinho e proteção. Sempre confiei completamente neles e amava imensamente minha família.
A vida toda eu tive muitos amigos, sempre como eu, de classe média alta, sem muitas responsabilidades. Quando crianças fazíamos festas e, ao crescermos, começamos com as viagens. A primeira foi aos quinze anos, para uma praia maravilhosa com a escola. Quase perdi minha virgindade lá, mas não rolou. Eu já namorava com um amigo de infância e foi tudo traumático, nós não tínhamos malícia para aquilo. Logo o namoro se acabou e continuamos amigos.
Sempre fui tranquila, não era de sair aprontar, respeitava muito meus pais. Eu tinha o que muitas pessoas queriam ter e me acostumei a achar que eu era digna e merecedora de absolutamente tudo. Meu pai, diretor de uma multinacional, sempre compensou a ausência dele em casa com bens materiais, eu adorava isso. Minha mãe negou a paixão dela por moda, costura e trabalho para se dedicar a ser mãe e dona de casa, sempre escondida à sombra de meu pai. Eles eram daqueles casais que davam até orgulho de se ver, super companheiros, dedicados ao casamento, muito apaixonados um pelo outro desde a adolescência. Tinham mais de trinta anos de casados e nunca brigavam por nada.
Eu nunca gostei muito de estudar, também nunca precisei trabalhar, então a minha vida era diversão garantida. Depois de terminar o colegial, comecei alguns cursos e abandonei a maioria. No meu dia a dia eu ia nadar, tomar sol quase sempre, ficava assistindo TV, dormia tarde e acordava tarde, ia à academia e ficar com as minhas amigas à toa, e à noite sempre ia namorar, todos os dias.
Eu estava noiva do Caio, que era advogado, um fofo que só conseguia mostrar para mim esse lado dele. Nos conhecemos em uma festa da empresa. Ele não tirou os olhos de mim a noite toda e me adicionou nas redes sociais. Por semanas só ficou curtindo minhas fotos e, quando eu curti uma dele, no dia seguinte recebi uma rosa vermelha na porta de casa, com um convite para jantar, escrito à mão.
Ele falou que gostou de mim e que queria me conhecer melhor. Quem entregou foi o motoboy da empresa. Eu fiquei surpresa, o Caio não me passou o telefone e nem falou comigo para saber se eu iria. A data e o horário eram para o dia seguinte.
Conversei com a minha mãe e fui. Ela mesma me levou, ficou animada, achou engraçado. Fui com um vestido vermelho colado ao corpo, cabelo solto com cachos, salto alto preto elegante de bico fino, super maquiada. Fiquei intrigada, curiosa.
Quando entrei, logo o vi se levantando com cara de bobo. Envergonhada, fui até ele. Nos cumprimentamos com beijo no rosto, ele se apresentou, puxou a cadeira para mim, perguntou se eu estava com fome, foi tomando iniciativa, pedindo o cardápio. Quis saber quais eram as minhas preferências de comida e se eu bebia.
Fiquei encantada com a segurança dele. Eu não tinha costume de me envolver com homens já feitos, eu só ficava mais com jovens da minha idade.
Conversamos por horas, rimos bastante. Na hora de pedir a sobremesa, ele gentilmente me serviu a dele na boca. Era um camafeu com ganache. Ele derrubou em mim, sujou meu vestido. Eu tive uma crise de risos e o deixei super constrangido quando falei que o vestido era novo, comprado especialmente para sair com ele.
Ao sair do restaurante, falei que ia chamar minha mãe para me buscar. Ele disse que poderia me levar. Preguei uma peça nele, falando que eu queria dirigir seu carro. Todo sem jeito e sem gostar, ele falou que tudo bem, me deu as chaves. Fomos indo para o carro, comecei a rir e falei que não sabia dirigir coisa nenhuma. Ele ficou aliviado, mas disse que poderia me ensinar um dia, talvez em um próximo encontro.