Livros e Histórias de Violet
Grávida e Abandonada
Meu mundo desabou no dia em que Marcos, meu noivo, confessou sem rodeios: "Isabella está grávida, e o filho é meu." Cada palavra dele foi um golpe físico, e o ar foi arrancado dos meus pulmões. Ele falou em responsabilidade para com Isabella, sua ex-namorada, mas não hesitou em me descartar, escolhendo protegê-la e ao "filho deles" em detrimento do nosso casamento, que estava a apenas um mês. A injustiça me sufocava, mas o golpe mais cruel ainda estava por vir. No meio da nossa discussão, revelei que também estava grávida. Sua reação? Uma risada fria e acusadora, chamando minha gravidez de "mentira desesperada" e "um caso meu", como se a vida que crescia em mim fosse uma farsa. Minha dor física se intensificou, mas para ele, era apenas "atuação". O silêncio de Marcos, seu descaso e a cumplicidade de Isabella me rasgaram por dentro. Assisti-o me abandonar novamente, desta vez por completo, por uma mulher que se regozijava em me ver humilhada e desacreditada. A dor de perder meu bebê, de ter a verdade nua e crua da minha gravidez ignorada e caluniada por quem eu amava, era insuportável. A única certeza que me restou foi: não havia mais nada a fazer, senão partir. Com o coração em pedaços e a dignidade estraçalhada, decidi deixar para trás o homem que me destruiu e a vida que ele transformou em um pesadelo. Adeus, Marcos. Minha nova vida começa agora.
A Dívida do Pai
Minha vida era um inferno: dívidas do meu pai por jogos, o cheiro de mofo no nosso apartamento minúsculo, e Clara, minha irmã, definhando lentamente, presa a uma cama por uma doença rara. A ligação do cobrador, ameaçando meu irmão, me forçou a encarar a proposta mais vil: casar-me com Sofia Ribeiro, a herdeira de um magnata, em coma. Por dinheiro, eu venderia minha alma para salvar minha família. Eu recusei com nojo, mas a respiração fraca de Clara me empurrou para o abismo, entregando-me àquele pesadelo. Mas então, um recorte de jornal antigo me abriu os olhos para uma verdade sombria: a doença de Clara - a doença que esgotava a vida dela, que me arrastava para este casamento infame - não era um acidente. Foi causada pelo homem que agora acenava com sua fortuna, o Sr. Ribeiro, meu futuro sogro, o causador do acidente que feriu minha irmã e abafou o caso com seu poder. Como pude ser tão cego? A salvação que me foi oferecida era, na verdade, a armadilha do meu carrasco, um acordo selado com o sangue da minha própria irmã. A raiva me consumiu, transformando o desespero em um propósito gélido: não me casaria por dinheiro, mas para me infiltrar. Eu entraria na fortaleza do inimigo, e de lá de dentro, destruiria o Sr. Ribeiro, a família Ribeiro, e tudo o que eles representavam. Eles iriam pagar por Clara, e eu usaria a filha deles como minha arma. Que o jogo comece.
