Livros e Histórias de Loretta
Promessa Que Virou Pesadelo
Sofia cresceu em um mundinho pequeno e seguro, entre o açougue do pai e a horta da mãe, e seu amor de infância, Lucas, prometia tirá-la dali para um futuro juntos. Mas, na noite em que a promessa de Lucas de voltar para buscá-la parecia se concretizar, algo inexplicável aconteceu, rasgando o tecido de sua vida. Com as próprias mãos, Sofia tirou a vida de seus pais, o açougueiro João e a horticultora Maria, manchando a toalha da ceia com um sangue que parecia gritar pura insanidade. Atordoada, algemada, observada por olhos que antes viam nela a doçura e agora só enxergavam um monstro, Sofia se via jogada em uma cela imunda, incapaz de entender o porquê de tudo aquilo. Enquanto a cidade a condenava, e Lucas, agora promotor, a abandonava por uma nova noiva, Isabela, a verdade se contorcia nas sombras, esperando o momento certo para revelar a terrível teia de segredos e sacrifícios que a aprisionava.
O Sétimo Aniversário Que Virou Adeus
Era o nosso sétimo aniversário de casamento, e também Dia dos Namorados. Eu tinha reservado o restaurante aéreo mais caro da cidade, um lugar com vista para os sonhos que Pedro e eu construímos juntos. Esperei por ele por três longas horas. O restaurante estava prestes a fechar, mas Pedro não apareceu. Voltei para casa sozinha, para o lar que antes parecia um santuário. As luzes estavam apagadas, e o silêncio era profundo, quase sufocante. Foi então que a porta finalmente se abriu, revelando não apenas Pedro, mas também sua assistente, Ana. O cheiro do perfume dela, misturado com álcool, invadiu o ambiente, rasgando a fina camada de negação que eu ainda mantinha. Era o mesmo perfume que Pedro me deu de presente, um que eu nunca tive coragem de usar. Pedro ligou a luz, e seus olhos me encontraram no sofá. Ele parecia surpreso, mas logo a expressão de falsa normalidade retornou ao seu rosto. "Juliana, por que você está sentada no escuro? Quase me assustou." Sua voz, antes tão familiar, agora soava estranha. Ana, atrás dele, parecia nervosa, murmurando desculpas sobre tê-lo trazido para casa. Uma calma estranha tomou conta de mim, um tipo de entorpecimento. Eu não gritei, não questionei, apenas os despachei. Pedro franziu a testa, irritado com a minha indiferença, quase exigindo que eu agradecesse a Ana por invadir nosso espaço. Eu sorri, um sorriso frio e distante. "Eu agradeci. Ou você quer que eu me curve para ela?" O rosto dele escureceu, e a ameaça de um confronto se instalou no ar. Ana, com sua falsa fragilidade, interveio, parecendo a vítima inocente, enquanto eu era a vilã. Mas eu já conhecia esse truque, e ele não me afetava mais. Naquela noite, deitada sozinha na nossa cama, percebi que meu coração, antes dolorido, agora estava completamente entorpecido. Não havia mais raiva, apenas uma decisão fria e calculista. É a hora de acabar com isso. No dia seguinte, peguei meu telefone e disquei um número que não ligava há muito tempo. "Marcos." A voz dele, do outro lado da linha, estava cheia de surpresa. "Você conhece algum bom advogado de divórcio?"
A Noiva Abandonada e a Justiça Que Se Fez
O médico disse que a minha perna teria de ser amputada. Em segundos, o meu mundo desabou, e com ele, a promessa de um futuro perfeito. A cirurgia de emergência tinha acabado, mas o cheiro a antissético e a traição pairava no ar. Liguei ao meu noivo, o Diogo, para lhe dar a notícia. Ele atendeu com impaciência, falando sobre o "caos da cidade" quando eu precisava dele ao meu lado. Enquanto o ouvia, percebi vozes familiares ao fundo – a da minha melhor amiga, Sofia, a choramingar por ter perdido o seu gato, o Mimo, e a do pai do Diogo a consolá-la. O Diogo, o homem que ia casar comigo, disse-me: "Não vês o caos que está na cidade? Nem tive tempo para almoçar!" A minha mãe, ao meu lado, tinha os olhos inchados de chorar, mas o choque estava só a começar. Quando revelei que ia terminar o noivado, a raiva dele explodiu. "Não podes querer acabar tudo só por causa disto, pois não? Não tens um pingo de compaixão? Sabes como a vida da Sofia tem sido difícil, ela sente-se tão sozinha!" Ele continuou a gritar, perguntando quem me iria querer agora, amputada, e se eu queria passar o resto da vida sozinha. Depois, desligou-me na cara. Eu tinha acabado de perder uma perna. O meu noivo, o homem com quem ia casar em três meses, tinha-me abandonado ensanguentada na estrada para ir procurar um gato de outra mulher. Não era só a perna que eu tinha perdido; era a minha dignidade, o meu futuro, a minha fé. Será que ele não pensou em mim? Ou o nosso amor valia menos do que um gato? Nesse abismo de dor e desespero, recebi uma ligação do meu padrinho. Ele revelou uma verdade chocante: o pai do Diogo, o Senhor Alves, tinha arruinado o meu próprio pai anos atrás, usando táticas de traição semelhantes. Aquele casamento não era amor, era uma vingança familiar. A minha vingança estava apenas a começar.
Tarde Demais, Miguel: Meu Filho, Minha Escolha
Estava grávida de oito meses, mas a minha paz era constantemente perturbada pela presença da amiga de infância do meu marido, Sofia. Miguel, o meu marido, colocava sempre as "emergências" dela acima de tudo, ignorando-me. Quando as dores de parto prematuro começaram, ele ignorou os meus apelos. Escolheu ir ajudar Sofia por uma chave partida na fechadura, um falso alarme. Cheguei ao hospital sozinha, com a alma em pedaços e o coração a gritar por um divórcio. O médico avisou que o stress poderia induzir outro parto prematuro, mas Sofia não parou. Uma semana depois, um telefonema dela, cheio de malícia, provocou as segundas e verdadeiras contrações. Miguel novamente me abandonou, correndo para um suposto incêndio no prédio de Sofia. Dei à luz sozinha, apenas com a minha mãe ao meu lado, a dor maior era a da sua ausência. Quando Miguel finalmente chegou ao hospital, a enfermeira desmascarou a sua mentira. O "incêndio dramático" não passava de uma torrada queimada. Ali, com o nosso filho nos meus braços, a sua completa falta de caráter ficou exposta. Foi o ponto final. Eu não queria mais um homem que escolhia as fantasias de uma amiga em vez da sua família. Decidi que era a altura de levantar-me das cinzas, proteger o meu filho, Tiago, e a mim mesma. O divórcio não seria o fim, mas sim um novo começo, uma catarse.
