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Loretta

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Loretta

Promessa Que Virou Pesadelo

Promessa Que Virou Pesadelo

5.0

Sofia cresceu em um mundinho pequeno e seguro, entre o açougue do pai e a horta da mãe, e seu amor de infância, Lucas, prometia tirá-la dali para um futuro juntos. Mas, na noite em que a promessa de Lucas de voltar para buscá-la parecia se concretizar, algo inexplicável aconteceu, rasgando o tecido de sua vida. Com as próprias mãos, Sofia tirou a vida de seus pais, o açougueiro João e a horticultora Maria, manchando a toalha da ceia com um sangue que parecia gritar pura insanidade. Atordoada, algemada, observada por olhos que antes viam nela a doçura e agora só enxergavam um monstro, Sofia se via jogada em uma cela imunda, incapaz de entender o porquê de tudo aquilo. Enquanto a cidade a condenava, e Lucas, agora promotor, a abandonava por uma nova noiva, Isabela, a verdade se contorcia nas sombras, esperando o momento certo para revelar a terrível teia de segredos e sacrifícios que a aprisionava.

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O Sétimo Aniversário Que Virou Adeus

O Sétimo Aniversário Que Virou Adeus

5.0

Era o nosso sétimo aniversário de casamento, e também Dia dos Namorados. Eu tinha reservado o restaurante aéreo mais caro da cidade, um lugar com vista para os sonhos que Pedro e eu construímos juntos. Esperei por ele por três longas horas. O restaurante estava prestes a fechar, mas Pedro não apareceu. Voltei para casa sozinha, para o lar que antes parecia um santuário. As luzes estavam apagadas, e o silêncio era profundo, quase sufocante. Foi então que a porta finalmente se abriu, revelando não apenas Pedro, mas também sua assistente, Ana. O cheiro do perfume dela, misturado com álcool, invadiu o ambiente, rasgando a fina camada de negação que eu ainda mantinha. Era o mesmo perfume que Pedro me deu de presente, um que eu nunca tive coragem de usar. Pedro ligou a luz, e seus olhos me encontraram no sofá. Ele parecia surpreso, mas logo a expressão de falsa normalidade retornou ao seu rosto. "Juliana, por que você está sentada no escuro? Quase me assustou." Sua voz, antes tão familiar, agora soava estranha. Ana, atrás dele, parecia nervosa, murmurando desculpas sobre tê-lo trazido para casa. Uma calma estranha tomou conta de mim, um tipo de entorpecimento. Eu não gritei, não questionei, apenas os despachei. Pedro franziu a testa, irritado com a minha indiferença, quase exigindo que eu agradecesse a Ana por invadir nosso espaço. Eu sorri, um sorriso frio e distante. "Eu agradeci. Ou você quer que eu me curve para ela?" O rosto dele escureceu, e a ameaça de um confronto se instalou no ar. Ana, com sua falsa fragilidade, interveio, parecendo a vítima inocente, enquanto eu era a vilã. Mas eu já conhecia esse truque, e ele não me afetava mais. Naquela noite, deitada sozinha na nossa cama, percebi que meu coração, antes dolorido, agora estava completamente entorpecido. Não havia mais raiva, apenas uma decisão fria e calculista. É a hora de acabar com isso. No dia seguinte, peguei meu telefone e disquei um número que não ligava há muito tempo. "Marcos." A voz dele, do outro lado da linha, estava cheia de surpresa. "Você conhece algum bom advogado de divórcio?"

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A Noiva Abandonada e a Justiça Que Se Fez

A Noiva Abandonada e a Justiça Que Se Fez

5.0

O médico disse que a minha perna teria de ser amputada. Em segundos, o meu mundo desabou, e com ele, a promessa de um futuro perfeito. A cirurgia de emergência tinha acabado, mas o cheiro a antissético e a traição pairava no ar. Liguei ao meu noivo, o Diogo, para lhe dar a notícia. Ele atendeu com impaciência, falando sobre o "caos da cidade" quando eu precisava dele ao meu lado. Enquanto o ouvia, percebi vozes familiares ao fundo – a da minha melhor amiga, Sofia, a choramingar por ter perdido o seu gato, o Mimo, e a do pai do Diogo a consolá-la. O Diogo, o homem que ia casar comigo, disse-me: "Não vês o caos que está na cidade? Nem tive tempo para almoçar!" A minha mãe, ao meu lado, tinha os olhos inchados de chorar, mas o choque estava só a começar. Quando revelei que ia terminar o noivado, a raiva dele explodiu. "Não podes querer acabar tudo só por causa disto, pois não? Não tens um pingo de compaixão? Sabes como a vida da Sofia tem sido difícil, ela sente-se tão sozinha!" Ele continuou a gritar, perguntando quem me iria querer agora, amputada, e se eu queria passar o resto da vida sozinha. Depois, desligou-me na cara. Eu tinha acabado de perder uma perna. O meu noivo, o homem com quem ia casar em três meses, tinha-me abandonado ensanguentada na estrada para ir procurar um gato de outra mulher. Não era só a perna que eu tinha perdido; era a minha dignidade, o meu futuro, a minha fé. Será que ele não pensou em mim? Ou o nosso amor valia menos do que um gato? Nesse abismo de dor e desespero, recebi uma ligação do meu padrinho. Ele revelou uma verdade chocante: o pai do Diogo, o Senhor Alves, tinha arruinado o meu próprio pai anos atrás, usando táticas de traição semelhantes. Aquele casamento não era amor, era uma vingança familiar. A minha vingança estava apenas a começar.

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Tarde Demais, Miguel: Meu Filho, Minha Escolha

Tarde Demais, Miguel: Meu Filho, Minha Escolha

5.0

Estava grávida de oito meses, mas a minha paz era constantemente perturbada pela presença da amiga de infância do meu marido, Sofia. Miguel, o meu marido, colocava sempre as "emergências" dela acima de tudo, ignorando-me. Quando as dores de parto prematuro começaram, ele ignorou os meus apelos. Escolheu ir ajudar Sofia por uma chave partida na fechadura, um falso alarme. Cheguei ao hospital sozinha, com a alma em pedaços e o coração a gritar por um divórcio. O médico avisou que o stress poderia induzir outro parto prematuro, mas Sofia não parou. Uma semana depois, um telefonema dela, cheio de malícia, provocou as segundas e verdadeiras contrações. Miguel novamente me abandonou, correndo para um suposto incêndio no prédio de Sofia. Dei à luz sozinha, apenas com a minha mãe ao meu lado, a dor maior era a da sua ausência. Quando Miguel finalmente chegou ao hospital, a enfermeira desmascarou a sua mentira. O "incêndio dramático" não passava de uma torrada queimada. Ali, com o nosso filho nos meus braços, a sua completa falta de caráter ficou exposta. Foi o ponto final. Eu não queria mais um homem que escolhia as fantasias de uma amiga em vez da sua família. Decidi que era a altura de levantar-me das cinzas, proteger o meu filho, Tiago, e a mim mesma. O divórcio não seria o fim, mas sim um novo começo, uma catarse.

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MISTÉRIOS SOMBRIOS

MISTÉRIOS SOMBRIOS

5.0

Está presente nessa edição Histórias em capítulos, que mesclam desde o macabro ao suspense, ao horror à imaginação. Nos capítulos, temos Léo Bargom explorando a Imaginação e todas as suas facetas. Cada capítulo o leitor vai descobrir mistérios, perceberá que existe um mundo sombrio em sua volta, e quando completar a leitura estará envolvido em todos os Mistérios Sombrios que existe no Sobrenatural.

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ILHA ERHA

ILHA ERHA

5.0

O que era para ser simplesmente um verão de férias na ilha, fica algo completamente complexo onde adolescentes estão em busca de lazer. A Ilha ERHA esconde fatos que incomodam a qualquer um além de causar uma grande curiosidade. AUTORES: MÉRITO DARK & JAMES NUNGO

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Corações Unidos Pela Vingança

Corações Unidos Pela Vingança

5.0

O cheiro de antisséptico ainda grudava na minha garganta, um lembrete constante do que aconteceu com Bia. Minha irmã gêmea estava na cama do hospital, pálida, com os pulsos enfaixados, vítima do bullying implacável que ninguém fez questão de parar. Mas a situação escalou quando Carol, a líder da seita de agressores, entrou no quarto com os pais, desdenhando da dor alheia e culpando Bia por ser "sensível demais". O diretor da escola e a Professora Lúcia, cúmplices em sua negligência, negaram qualquer responsabilidade, alegando falta de "provas concretas", enquanto a mãe de Carol sorria vitoriosa, declarando que minha irmã só queria chamar atenção. Naquela noite, algo dentro de mim se quebrou e, ao mesmo tempo, se fortaleceu. O sistema falhou com a gente, mas eu não falharia com a Bia. Cortei meu cabelo, me transformando em um reflexo idêntico dela, e naquele momento, a Ana se foi, e Bia, ou melhor, a nova "Bia" renasceu para a guerra. Eu iria para a escola, não para aprender, mas para caçar. Eles não sabiam com quem estavam se metendo. Eles não sabiam que a escuridão da nossa família, que meus pais sempre acharam que a bondade de Bia controlaria, estava faminta. Eles iriam se arrepender de terem nascido.

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Pesadelo Conjugal: O Despertar

Pesadelo Conjugal: O Despertar

5.0

João Silva encontrou um panfleto perturbador na gaveta da cozinha, anunciando uma "escola de reabilitação comportamental" para crianças. Seu filho Pedro, de apenas seis anos, não precisava de reabilitação, mas a voz gélida de sua esposa Maria confirmou que ela havia matriculado o menino por ter quebrado o relógio caro do amigo dela, Miguel. O mundo de João desabou ao chegar à "escola": um prédio cinzento e cercado por arame farpado. Ele invadiu o local, encontrando Pedro inerte, pálido, com fios conectados à cabeça e braços, e uma máquina de eletrochoque ao lado da cama. Seu filho estava em coma. Um enfermeiro gaguejou desculpas, mencionando "protocolo de contenção" e "dosagem alta demais". Em meio ao desespero, João ligou para Maria, mas só obteve sua caixa postal. Ao ligar para Miguel, ouviu a risada de Maria ao fundo. "Diz que eu não posso falar, amor. Estamos comemorando", sussurrou ela. No mesmo instante, uma mensagem de Maria para um grupo de amigas, que o incluiu por engano, mostrava uma foto dela sorrindo, abraçada a Miguel, com a mão na barriga e a legenda: "Finalmente vamos ter nossa própria família! Grávida do homem da minha vida!" João caiu de joelhos, segurando a mão de seu filho em coma. A traição brutal e a destruição de sua família o afogaram em uma dor indescritível e em um profundo sentimento de injustiça. Naquele momento, uma fúria fria começou a borbulhar, substituindo a dor avassaladora. João sabia o que precisava fazer. Ele tiraria seu filho dali, acabaria com seu casamento e garantiria que Maria e Miguel pagassem por tudo que haviam feito.

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Após a minha morte, minha filha costurou meu cadáver com as próprias mãos

Após a minha morte, minha filha costurou meu cadáver com as próprias mãos

5.0

Quando fui brutalmente assassinado, ela estava preparando o jantar para a sogra. Suas últimas palavras para mim foram: "Você não sabe que hoje é o dia da alta da mamãe?! Não traga má sorte em um dia tão bom!" Um dia depois, o hospital delas recebeu um cadáver mutilado que precisava de reconstrução. O que minha filha não sabia era o seguinte: O corpo que ela havia costurado com as próprias mãos Pertencia à mãe que ela mais detestava.

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Sufocada Pelo Amor Perverso

Sufocada Pelo Amor Perverso

5.0

O cheiro do trem é uma mistura nauseante de metal velho e suor, um presságio familiar do inferno. Fecho os olhos com força, e uma memória me atinge como um soco: o mesmo vagão, o mesmo assento, o mesmo sol poeirento. Da outra vez, eu era Sofia, uma estudante de psicologia ingênua voltando para casa, feliz por ter economizado na passagem. Lembro da mão áspera de Dona Lúcia, do sorriso babado de João, do copo d' água… Lembro do porão úmido e escuro. A tontura. O medo. E o cheiro de mofo e desespero. Abri os olhos de repente, o coração martelando. Estou de volta. No mesmo dia, no mesmo trem. Lá está ela. Dona Lúcia, o Pedrinho e o João. A mesma família, o mesmo plano. Ela me vê. O sorriso de caçadora se forma em seu rosto enrugado. "Com licença, minha jovem", ela diz, a voz trêmula e doce. "Será que você se importaria de nos ajudar?" A mesma desculpa. A mesma mentira. Da outra vez, eu sorri e disse "Claro". Desta vez, eu a encaro. "Não", digo, a palavra fria e dura. O sorriso dela vacila. O coração martela. A raiva ferve. Ela não sabe com quem está lidando. A estudante de psicologia ingênua morreu naquele porão. Quem voltou foi outra pessoa. Alguém que não sentiria mais pena.

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Vingança Silenciosa

Vingança Silenciosa

5.0

Clara estava sentada na beirada da cama, sua vida uma prisão de luxo imposta por Heitor, seu tutor e algoz. Após retornar da "escola de reeducação", um inferno disfarçado, ela reaprendeu a não sentir. A chegada de Sofia, a noiva de Heitor, transformou sua existência em um pesadelo ainda maior. Um "acidente" armado por Sofia, que derrubou suco em Clara - evocando memórias aterrorizantes de torturas com água gelada na instituição - foi o estopim. Heitor, cegado pela manipulação de Sofia, a puniu cruelmente, enviando-a de volta ao que ele chamava de "escola", um lugar onde ela quase não saiu viva da última vez. Semanas de tormento transformaram Clara em uma casca vazia, submissa, seu espírito esmagado. No entanto, uma pontinha de esperança nasceu: ela começou a guardar cada centavo para fugir. Sofia, percebendo seu plano, a encurralou na noite de uma festa, ameaçando revelar tudo a Heitor se Clara não colaborasse. Presa, humilhada e sem voz para se defender, Clara foi forçada a encenar a família feliz, culminando em uma farsa pública onde a manipulação de Sofia a colocou, mais uma vez, sob a ira de Heitor. As agressões e humilhações se tornaram a sua rotina, mas a cereja do bolo foi a descoberta da perda da voz, tirada por uma cirurgia orquestrada por Sofia. Naquela noite, depois de mais uma cena de manipulação por Sofia, Heitor, cego de fúria, a arrastou para fora da mansão e a jogou na rua como lixo. Desesperada e sem esperança, Clara caminhou em direção a uma ponte, onde a dor finalmente a libertaria. Sua morte brutal, no entanto, foi o catalisador para uma verdade ainda mais devastadora: Heitor descobriu que Clara foi estuprada, teve seu útero removido e deu à luz um filho seu, roubado por Sofia. A fúria de Heitor não conheceu limites. Impulsionado por uma culpa avassaladora e um desejo ardente de vingança, ele desvendou os segredos sombrios de Sofia e da instituição de reeducação. Agora, Heitor está determinado a pagar por sua cegueira e trazer Clara de volta, mesmo que para isso ele tenha que sentir toda a dor que ela suportou. Será que o preço da redenção será a sua própria destruição?

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Sua Obsessão Cruel, a Agonia Dela

Sua Obsessão Cruel, a Agonia Dela

5.0

Meu irmão mais novo, Ernesto, estava amarrado a uma cadeira de metal, convulsionando, seu rosto um azul fantasmagórico. Eu estava de joelhos, implorando a Caio Alcântara, o homem que um dia amei, para parar. Ele olhou para mim de cima, seu rosto bonito uma máscara de fria indiferença, e me ofereceu uma escolha: cem chibatadas para mim, ou Ernesto tomaria o meu lugar. Ele disse que Isabela, a mulher que era a minha cópia e por quem ele agora estava obcecado, precisava ser acalmada. Ele a chamava de sua "terapia", alegando que minha desobediência a perturbava. Eu o lembrei que Ernesto tinha fibrose cística, seu corpo já tão fraco, mas Caio zombou, dizendo que a dor dele era muito maior. Ernesto, mal consciente, sussurrou: "Não... não faça isso por mim." Mas eu concordei com o chicote, apenas pela medicação dele. A expressão de Caio se suavizou, me puxando para uma cruel ilusão de segurança. Então, seu sorriso desapareceu. "Você entendeu errado", ele sussurrou, seus olhos brilhando. "Você não escolhe quem leva a punição. Você só concorda com ela." Ele apontou para Ernesto. "Ele vai levar as chibatadas por você." Eu gritei, lutando para proteger meu irmão, mas Caio me segurou com força, pressionando meu rosto contra seu peito. Eu não podia ver, mas ouvi tudo: o estalo agudo do chicote, o baque surdo e doentio, o gemido sufocado de Ernesto. De novo e de novo. O homem que eu amava era um monstro, encontrando prazer na minha dor.

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Almas Gêmeas, Destinos Cruzados

Almas Gêmeas, Destinos Cruzados

5.0

Eu flutuo no ar frio da velha mansão, um fantasma da minha própria tragédia. Três anos se passaram desde que morri aqui, jogada no poço. Para o mundo, sou Luana, a garota que tirou a própria vida, uma história barata para assustar turistas. Mas esta noite, minha família está aqui, e eles não vieram rezar pela minha alma. Eles vieram para me expor, para humilhar minha memória publicamente em uma transmissão ao vivo. Minha mãe e Sofia, minha irmã adotiva, encenam uma farsa diante das câmeras, me acusando de tudo que é mal. Meu pai e meu irmão me chamam de "desprezível" , desejando que eu estivesse "morta de verdade" para acabar com o sofrimento deles. Mal sabem eles que o desejo cruel de meu pai já foi atendido. Enquanto Zé Coragem, um caçador de mitos da internet, vasculha o poço onde supostamente me suicidei, minha família inventa acusações bizarras de feitiçaria e roubo para justificar sua crueldade. Eles querem me transformar em um monstro para apagar qualquer vestígio da verdade. Eu observo tudo, uma espectadora silenciosa da minha própria difamação, sentindo a injustiça que me corrói. Eu queria gritar, queria dizer a eles que a vítima sempre fui eu. Mas fantasmas não têm voz. No entanto, eles não sabem que o sótão guarda um segredo, um refúgio da minha infância repleto de memórias. Minha antiga boneca, Aurora, esconde a verdade que todos ignoraram, com gravações da minha voz revelando a doçura e a inocência que eles suprimiram. E agora, era a hora de mudar tudo.

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A Dor da Mulher Traída

A Dor da Mulher Traída

5.0

Na sala fria do hospital, um sorriso de satisfação moldava o rosto de João. A cirurgia de Clara, sua filha e de sua amante Sofia, era um sucesso. Mas o Dr. Ricardo, seu cúmplice, tinha os olhos cheios de medo. "O que fizemos é monstruoso, João! Usamos sua esposa e seu filho como... peças de reposição!" Minha mente não conseguia processar. Maria? Pedro? Peças de reposição?! Ele riu, um som seco e arrogante. "Maria me ama. Acredita em tudo que digo. Vai pensar que foi um milagre que todos sobreviveram ao 'acidente'." Meu mundo desabou ao ouvir cada palavra, minha dor física eclipsada pela dor avassaladora da traição. Como fui tão cega? O monstro dormia ao meu lado todas as noites. Pedro, meu filho de sete anos, tremia ao meu lado, seus olhos inocentes arregalados em um terror quebrado. "Sofia, meu amor," ouvi João dizer ao telefone, a voz cheia de um carinho falso. "Clara está salva. Vocês duas podem voltar para casa. Para a nossa casa." Recuei, puxando Pedro comigo. Eu tinha que esconder a verdade em meus olhos, para que ele não soubesse que eu sabia. Quando ele nos viu, o pânico brilhou em seus olhos por um segundo. "O que vocês ouviram?" Tive que mentir, a voz surpreendentemente firme. "Nós só… só viemos te procurar. Eu estava tonta." Ele nem suspeitava. "Com a melhora da Clara, pensei que talvez fosse uma boa hora para elas virem ficar conosco por um tempo." A audácia dele queimou em mim, mas minha máscara permaneceu calma. Pedro se encolheu atrás de mim. "Claro," eu disse, sem emoção. "Por que não?" Ele sorriu, completamente alheio à tempestade que eu estava me preparando para liberar. As lágrimas finalmente escorreram quando ele se afastou. "Mãe, não chora", Pedro sussurrou, suas pequenas mãos me apertando. "Nós vamos embora, não vamos?" "Sim, meu amor", prometi. "Para bem longe daqui." Naquela noite, Pedro rasgou todas as fotos do pai de seu diário. "Papai mentiu. Não teve acidente. Ele me machucou. Ele machucou a mamãe. Eu odeio ele. Eu não tenho mais um pai." Ver a dor do meu filho solidificou minha decisão. Não era mais sobre ir embora. Era sobre justiça. "Nós vamos embora, Pedro", eu disse, minha voz dura como aço. "E ele vai pagar por cada lágrima que você derramou."

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