Livros e Histórias de Callista
O Retorno da Ex-Namorada Vingativa
A umidade fria da manhã ainda me arrepiava, um calafrio que vinha da memória vívida e aterrorizante da queda. Do vento gritando em meus ouvidos, da dor excruciante quando meu corpo se chocou contra o chão. Mas então, abri os olhos e reconheci o teto familiar do meu quarto de adolescente: eu tinha voltado no tempo, três meses antes do vestibular. Na minha vida anterior, Lucas e Camila, meu namorado de infância e sua nova parceira, armaram para que eu perdesse a vaga na universidade de design, me empurraram para o trabalho forçado e, anos depois, de um telhado. A raiva me impulsionava, mas uma calma estranha me dominava. Na escola, vi Lucas e Camila. Ele, exibindo um buquê de 99 rosas para Camila. "Camila, meu amor! Cada uma destas 99 rosas representa a eternidade do meu amor por você!" Um brilho de ódio e triunfo nos olhos de Lucas quando me viu confirmou: eles também haviam renascido. A humilhação que me impuseram na vida passada foi apenas o começo. Desta vez, a armadilha do Lucas para me tirar da jogada foi a bebida batizada, que me causou uma dor de cabeça terrível e me fez reprovar na prova. Minhas unhas se cravaram na palma da minha mão. A ideia de reviver a mesma tortura era apavorante. "Obrigada pelo conselho, Lucas. Vou me lembrar disso", eu disse. A raiva era uma chama fria dentro de mim. Ele não era apenas um traidor manipulador, ele era estúpido. Achar que a mesma artimanha funcionaria duas vezes? Desta vez, eu estava pronta. Minha vingança seria metódica, silenciosa e absoluta.
O Retorno da Vingadora
Eu morri. Fui assassinada por uma multidão furiosa, incitada pelos filhos que eu amava mais que a minha própria vida. A dor lancinante e o frio do asfalto foram a última coisa que senti antes da escuridão. Mas então, abri os olhos novamente, na segurança da minha cama, um ano antes do inferno começar, com o cheiro de café na cozinha. Lá fora, os filhos que adotei e dediquei minha vida, Pedro e Paulo, cresciam para se tornar os monstros que destruiriam tudo. Eles me acusariam de algo hediondo, virando o mundo contra mim e Ricardo, meu marido, que os amava. Nossa vida virou um pesadelo de calúnias, humilhação pública e ostracismo, culminando em uma morte brutal nas mãos de uma turba enfurecida. Como pude ser tão cega? Como eles puderam me trair de forma tão cruel? O que havia por trás de tanta maldade? Desta vez, não serei a vítima. Com cada memória dolorosa da minha vida passada, eu jurei que as coisas seriam diferentes. Eu seria a caçadora.
Laura: Renascida da Dor
Eu ia casar-me. A minha família, à beira da falência, forçava-me a desposar um herdeiro em coma. Meu único consolo? O meu guarda-costas, Thiago, o homem que eu secretamente amava. Um dia, ouvi-o ao telefone. Não estava a falar de mim. "Sofia é um anjo," ele confessou. "A Laura? Uma pirralha mimada e cruel!" A paixão que eu cultivara por anos desmoronou-se. Ele amava a minha meia-irmã manipuladora. Humilhações públicas seguiram-se. Ele comprou uma boutique inteira para Sofia diante dos meus olhos. Protegeu-a de um jaguar, virando-me as costas. Depois, mandou-me torturar, uma lição brutal. Marcara o nome dela na sua pele, símbolo da devoção cega. A dor e a raiva corroíam-me. Sofia, sempre a roubar-me tudo, até o único homem que eu desejava. E a sua risada cruel ao mencionar a morte da minha mãe: "Será que... será que ela gritou?" Naquele momento, algo dentro de mim morreu. E um novo capítulo nasceu: o da minha vingança. Eu partiria, mas não antes que ele e o seu anjo caíssem. De repente, o meu noivo milagrosamente acordou e Thiago, consumido pelo arrependimento, veio atrás de mim. Será tarde demais?
Almas Gêmeas, Destinos Cruzados
Eu flutuo no ar frio da velha mansão, um fantasma da minha própria tragédia. Três anos se passaram desde que morri aqui, jogada no poço. Para o mundo, sou Luana, a garota que tirou a própria vida, uma história barata para assustar turistas. Mas esta noite, minha família está aqui, e eles não vieram rezar pela minha alma. Eles vieram para me expor, para humilhar minha memória publicamente em uma transmissão ao vivo. Minha mãe e Sofia, minha irmã adotiva, encenam uma farsa diante das câmeras, me acusando de tudo que é mal. Meu pai e meu irmão me chamam de "desprezível" , desejando que eu estivesse "morta de verdade" para acabar com o sofrimento deles. Mal sabem eles que o desejo cruel de meu pai já foi atendido. Enquanto Zé Coragem, um caçador de mitos da internet, vasculha o poço onde supostamente me suicidei, minha família inventa acusações bizarras de feitiçaria e roubo para justificar sua crueldade. Eles querem me transformar em um monstro para apagar qualquer vestígio da verdade. Eu observo tudo, uma espectadora silenciosa da minha própria difamação, sentindo a injustiça que me corrói. Eu queria gritar, queria dizer a eles que a vítima sempre fui eu. Mas fantasmas não têm voz. No entanto, eles não sabem que o sótão guarda um segredo, um refúgio da minha infância repleto de memórias. Minha antiga boneca, Aurora, esconde a verdade que todos ignoraram, com gravações da minha voz revelando a doçura e a inocência que eles suprimiram. E agora, era a hora de mudar tudo.
O Despertar da Leoa
Acordei no hospital, depois de um terrível acidente de carro. Havia perdido o meu filho, Leo. O meu mundo desabou quando a médica confirmou a perda do bebé. Agarrei-me à esperança no meu marido, Pedro, mas ele não estava lá. Liguei-lhe, a voz embargada pela dor, a contar o inconcebível. A sua resposta fria e impaciente ecoou: "Já me disseram. A Clara deslocou o ombro, precisa de mim. Não sejas egoísta." Egoísta? Ele ignorou a morte do nosso filho e a minha agonia para consolar a irmã com um ferimento superficial. A raiva gelou o meu luto. Quando tive alta, a família dele estava à minha espera, não para me apoiar, mas para me humilhar. Chamaram-me louca, egoísta, e disseram que a casa em que vivíamos não era minha. Pedro desviou o olhar, concordando com a mãe. Eu não era esposa; era um inconveniente descartável. Como puderam ser tão cruéis? Como pôde o homem que eu amei permitir isto? Será que o meu sofrimento não significava nada? Mas a verdade é sempre mais sombria do que a imaginação. O relatório policial do acidente e o testemunho de uma enfermeira revelaram que Pedro me abandonou a sangrar para acudir Clara. E o mais chocante: o acidente não foi um acaso. Foi Clara, por ciúmes, que puxou o volante propositadamente, atirando-nos para o abismo, tirando-me o meu Leo. Não era apenas divórcio. Era justiça. Pelo meu filho, pelo meu futuro, por mim. Eles iriam pagar caro por tudo o que tiraram de mim.
