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Ying Ju

3 Livros Publicados

Livros e Histórias de Ying Ju

Sufocada Pelo Amor Materno

Sufocada Pelo Amor Materno

5.0

A cerimônia de formatura do ensino médio deveria ser um momento de celebração, mas para mim, Sofia, era o último prego no caixão da minha individualidade. Enquanto meu nome era chamado para receber o prêmio de melhor aluna de design, senti o familiar aperto no estômago, o olhar frio da minha mãe, Helena, e o nervosismo da minha irmã gêmea, Clara, ao meu lado. "Parabéns, Sofia. Um talento excepcional," disse o diretor, me entregando o troféu, mas o aceno quase imperceptível da minha mãe para Clara já me sentenciava: não brilhe demais. Minha vida inteira foi uma performance forçada de mediocridade, tudo em nome da "justiça" da minha mãe, uma estilista renomada, obcecada pela igualdade absoluta entre suas filhas. Lembro-me de quando tínhamos dez anos e ganhei um concurso de desenho; Helena não hesitou em jogar meu troféu no fogo da lareira, dizendo que "isso não é justo com a sua irmã." Naquela noite, meu talento não era um dom, era um crime, e a partir daquele dia, comecei a me sabotar, a errar deliberadamente, a me anular para manter a "harmonia" familiar. A ansiedade se instalou em mim como uma sombra, e meu pai, Ricardo, me levou a um psicólogo às escondidas, cujo diagnóstico de transtorno de ansiedade e depressão foi ignorado pela minha mãe como "drama de adolescente." Para Helena, minha doença mental era mais uma prova da minha "injustiça", um desequilíbrio em sua equação perfeita, e fui punida por ser competente, por ser eu. O troféu da formatura pesava como uma sentença, confirmando que a questão das faculdades seria o novo campo de batalha. Minha mãe sugeriu que eu cedesse minha vaga na melhor universidade de moda e entregasse meus melhores desenhos para Clara, que mal tinha notas para uma faculdade comunitária. "Não," eu disse, a faísca de rebelião acendendo-se, "É o meu trabalho. É o meu futuro. Não é justo que eu tenha que sacrificar tudo por ela." A fúria gelada de Helena explodiu, culminando com ela me arrastando para uma estrada deserta no meio da noite e me abandonando. "Volte para casa a pé. Pense sobre o que é realmente 'injusto'," ela sibilou enquanto me puxava do carro e fugia. Eu caminhei por horas, imunda, exausta, quebrada, e ao chegar em casa, Helena apenas perguntou: "Aprendeu sua lição?" Silenciosamente, assenti, e no dia seguinte, entreguei meus melhores trabalhos para Clara, aceitando que meu futuro não me pertencia, resignada. A vida na faculdade tornou-se uma extensão do inferno, dividindo o mesmo dormitório, as mesmas aulas, e as ligações noturnas de Helena garantiam que a "justiça" fosse servida. Clara, agora, exigia minha dependência, transformando-a em direito adquirido, e pediu que eu fraudasse uma prova para ela. "Você está louca? Clara, isso pode nos expulsar da faculdade!" Mas ela chantageou, usando a obsessão da minha mãe: "Se eu reprovar, a mamãe vai ficar furiosa. Vai sobrar pra você de qualquer jeito." Sem dormir, me senti encurralada: a sobrevivência falou mais alto que a integridade, e eu fiz a prova, sentindo cada palavra escrita como algo sujo. Quando Helena, exultante, celebrou nossas notas quase idênticas, elogiando aquela mentira e me enviando dinheiro, senti o ponto de ruptura. Naquela noite, enquanto Clara dormia, fiz pequenos cortes em meu antebraço, desesperada para que minha dor invisível se tornasse inegável, para que Helena me visse. Mas ela apenas ordenou: "Sofia, cubra esse braço. É falta de apetite", ignorando completamente o que aquelas marcas significavam. "Mãe... eu não estou bem." "Clara parece ótima. Talvez você devesse aprender com ela a ser mais resiliente." Meu grito de ajuda foi recebido com indiferença, e pouco depois, um colapso na faculdade me levou ao diagnóstico de transtorno de personalidade borderline. O psiquiatra me revelou: "Sua necessidade de agradar e se anular para manter uma 'paz' artificial está literalmente te adoecendo." Ali, sob as luzes fluorescentes do consultório, percebi: minha doença não era fraqueza, era uma ferida infligida dia após dia, ano após ano, pela "justiça" da minha mãe. No exame final do curso avançado de Design de Moda, obtive a nota máxima, enquanto Clara foi reprovada, e Helena me encarou sem rodeios. "Como você deixou isso acontecer? Você vai ceder o seu lugar para a Clara." Minha voz embargou ao gritar: "NÃO! Você não entende? Eu estou doente! É por sua causa! Você me destruiu!" Em sua fúria, Helena derramou café quente em minha mão, a dor da queimadura misturada com o choque de sua violência implacável. Clara, em vez de me defender, olhou para minha mão e, com um sorriso presunçoso, disse: "Viu o que você fez? Você sempre deixa a mamãe nervosa." Naquele instante, a última gota de esperança ou amor filial se evaporou. Levantei-me, saí do café e, ignorando dezenas de chamadas de Helena, liguei para meu pai: "Pai… você pode vir me buscar?" Vaguei pela cidade, a dor da queimadura um farol na névoa, até chegar a uma ponte alta, onde a escuridão do rio era sedutora. Uma colega, Beatriz, notou minha dor: "Você não tem que pular dessa ponte, Sofia. Você só tem que atravessá-la. Ir para o outro lado e não olhar para trás." Seu conselho, vindo de alguém que entendia minha dor, foi uma âncora, me lembrando do ciclo de abuso que Helena impunha. "Sofia, sua irmã está preocupada. Volte para o dormitório agora. Precisamos resolver isso," recebi uma mensagem da minha mãe, que eu sabia ser uma manipulação. Bloqueei o número dela, e no ônibus, enquanto me afastava, enviei uma última mensagem: "Não me procure mais." Meu pai me abraçou: "Apenas seja feliz, filha. É tudo o que eu sempre quis." Eu era livre.

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Um Coração Despedaçado Renasce

Um Coração Despedaçado Renasce

5.0

Durante cinco anos, Ricardo Alves dedicou sua vida e talento para construir a "Costa Alimentos", o império de sua esposa, Paula. Ele sonhava em fazê-la a mulher mais feliz e bem-sucedida do mundo, mas na noite de seu aniversário de casamento, a realidade desabou. Enquanto preparava um jantar especial, sua assistente revelou que Paula havia saído da reunião com Lucas Pereira, o ex-namorado de infância. Um frio perfurou seu estômago e a certeza em sua voz foi falsa. Horas se arrastaram, a comida esfriou e o silêncio da casa luxuosa tornou-se ensurdecedor. À meia-noite, ele jogou o banquete intocado no lixo, sentindo apenas um vazio gelado. Paula chegou às sete da manhã, sem culpa, apenas cansada. "Eu reencontrei o Lucas", ela disse. "Acho que devemos nos divorciar." Sua indiferença o atingiu mais do que qualquer grito. Ricardo não gritou, não questionou. Apenas assentiu, com uma calma assustadora. Um divórcio não era o suficiente. Ele queria desaparecer, apagar cada vestígio de sua existência da vida que ele construiu para ela. E ele sabia exatamente como faria isso. Ele orquestrou sua própria morte, garantindo que Paula estivesse lá para testemunhar sua tragédia. Enterrado em seu próprio "túmulo", ele observou seu império desmoronar. Agora, ele está de volta. Não para ela, mas por sua própria justiça.

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O Silêncio da Dor, o Grito da Verdade

O Silêncio da Dor, o Grito da Verdade

5.0

No terceiro aniversário do meu filho Lucas, ele morreu. No meu colo, o seu corpo ficou gradualmente frio. Eu pedia ajuda ao meu marido, Pedro, mas ele não atendeu. Ele estava numa festa, celebrando a filha do chefe, a rir e cantar. Quando finalmente o contactei, a sua voz foi de irritação e desdém. "Não me incomodes com coisas sem importância," disse ele, enquanto Lucas vomitava e tremia. "Dá-lhe um remédio para a febre. Crianças ficam doentes o tempo todo." Ele escolheu a sua carreira, a festa, a filha do chefe em vez do filho que morria. Ninguém quis vir. Ninguém se importou. Apenas eu e o Lucas. No hospital, disseram-nos que se tivéssemos chegado uma hora mais cedo, ele podia ter sobrevivido. Uma hora. O tempo que Pedro dedicou à sua irresponsabilidade, não ao nosso filho. Quando ele finalmente apareceu, cheirava a champanhe, mais preocupado com a minha presença no chão do que com o nosso tragédia. A dor dele era uma farsa. A minha decisão foi imediata: "Vamos divorciar-nos." Ele e a sua mãe, a minha sogra, tentaram esmagar-me com acusações e mentiras, pintando-me como a mãe fria e culpada. Pedro ofereceu dinheiro, silêncio, tentou esconder a sua monstruosidade. Mas eu não tinha mais nada a perder. Eu não iria mais calar-me. A sua colega de trabalho, Ana, sabia a verdade. E essa verdade estava prestes a destruir tudo o que ele prezava. Porque, desta vez, eu não me curvaria.

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Lia Scussel acaba de levar um pé na bunda do namorado, que terminou o romance por telefone. Determinada a superá-lo, a jovem universitária se arruma e vai para uma noite de balada com sua melhor amiga. É nesta noite que conhece um homem mais velho, sedutor e que a trata como mulher, não uma garotinha. E ela adora isso. Ela ama isso! O que Lia não esperava, no entanto, é que após se entregar ao homem perfeito, ele fosse desaparecer e não mais responder suas mensagens. Como se não fosse o bastante, ao iniciar mais um semestre na faculdade, ela descobre que o amante fujão é seu mais novo professor de filosofia... mas este é apenas o início de uma história cheia de reviravoltas! Consumida por uma paixão voraz, Lia não consegue lidar com a rejeição e se fecha completamente para o amor... mas durante um intercâmbio na Austrália ela conhece um diplomata encantador e mais do que disposto a ter sua chance de conquistá-la. Será que Lia está pronta para se render a um novo amor, ou ser rejeitada pelo professor teria deixado cicatrizes irrecuperáveis em seu coração?

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Elizabeth Fabbri não esperava que sua vida fosse virar de cabeça para baixo na primeira vez em que botou os pés em uma balada após terminar um relacionamento sem perspectivas de futuro. Em meio a tantas pessoas, ela conseguiu atrair a atenção de Louis, um homem que jamais recebeu um não, ainda mais de uma garota bêbada. Louis não é apenas um homem atraente curtindo uma noitada, ele é um Don da máfia que não mede esforços para ter o que quer. De passagem pelo Brasil a fim de resolver alguns assuntos, ele se sente desafiado pela garota que lhe disse não, tanto que não resiste à tentação de colocá-la para jogar o seu jogo. Contudo, as coisas começam a tomar um rumo diferente e o perigo espreita por todos os lados. Será que Elizabeth está preparada para dançar com o próprio demônio? AVISO: Este é um romance Dark contemporâneo, nada tradicional. Ele contém assuntos polêmicos, incluindo temas de consentimento questionável, agressão física e verbal, linguagem imprópria e conteúdo sexual gráfico. Esta é uma obra de ficção destinada a maiores de 18 anos. A autora não apóia e nem tolera esse tipo de comportamento. Não leia se não se sente confortável com isso. Se você quer um príncipe encantado, essa leitura não é para você.

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Uma menina mais com ações de mulher, ela sempre soube o que queria, e os seus sentimentos nunca foram confusos, muito menos em relação ao amor da sua vida. ''Eu era muito nova sem dúvida, mas meus sentimentos não, eu estava apaixonada, eu o amava e o desejava. Eu o teria para mim, custe o que custar.'' - Helena Whitley Um homem decidido, e sozinho. Sua vida se definia em sua profissão, e em sua única amiga, ela era sua família e seu tudo. Sua inocência o encantava, e suas brincadeiras o transformavam de um médico, para uma criança até ela se transformar e virar o amor da sua vida. ''Ela era apenas uma adolescente, não deveria saber o que sentia, eu sim sabia. Eu a desejava e não sei por quanto tempo me controlaria.'' - Jake Wolf Eles viviam um dilema, até que ele fez uma escolha. Isso os afastou por tempo suficiente para eles não saberem mas se ainda eram amigos. O amor corria pelos seus corações, mais uma dúvida os perseguia. Será que a distancia teria quebrado mas do que a amizade dos dois? Será que a Máfia Cambridge os deteria outra vez?

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Na minha vida passada, eu era a garota prodígio, o orgulho da escola, destinada à melhor universidade do país. Mas de repente, tudo desmoronou: minhas notas foram magicamente trocadas, e eu fui publicamente acusada de trapacear, virando a aluna exemplar em uma fraude. Quem me acusou? Minha suposta melhor amiga, Sofia, e meu namorado, Pedro - as duas pessoas em quem eu mais confiava no mundo. Lembro-me do olhar de desprezo e da humilhação, com suas palavras cruéis cortando mais fundo do que qualquer lâmina. Meu mundo acabou naquele dia. Correndo cega pelas lágrimas e pela dor da traição, não vi o carro que vinha em alta velocidade. Por que eles fariam isso comigo? Como puderam me trair de forma tão cruel? O que estava realmente acontecendo? Foi quando o som estridente da buzina, o barulho do metal se contorcendo e a escuridão dominaram, pondo fim à minha primeira vida. Mas, inexplicavelmente, abri os olhos novamente, vendo o teto do meu quarto e pegando meu celular: a data era 15 de março de 2023, exatamente um ano antes da minha morte. Eu estava viva e havia voltado no tempo - e, desta vez, a vingança seria minha.'}]

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A sirene da ambulância rasgava a noite, mas para mim, Ricardo, era só o som do fim. Caído no asfalto molhado, com a cabeça latejando e gosto de sangue na boca, eu via as luzes vermelhas e azuis dançarem, enquanto minha vida brilhante, antes cheia de promessas, se esvaía de forma patética e injusta. Tudo desabou rápido demais. De aluno exemplar de engenharia, orgulho do meu pai, tornei-me um pária, um criminoso. A falsa acusação de Alice, que eu tentei ajudar, envenenou minha vida. A universidade me suspendeu, amigos se afastaram. O golpe final foi a morte do meu pai, um homem trabalhador que sacrificou tudo por mim. Libertado por falta de provas, mas não de suspeitas, eu era um fantasma, sem diploma, sem honra. E ali, no chão, meu último pensamento foi um lamento: se eu pudesse voltar, se tivesse uma segunda chance... De repente, a dor sumiu. A escuridão se dissipou. O cheiro de café fresco e pão na chapa invadiu minhas narinas. Abri os olhos. Eu estava no meu quarto, na casa do meu pai. "Ricardo! Filho, você vai se atrasar pra aula! O café tá na mesa!" Era a voz dele. Viva, quente. Peguei o celular. A data: três anos atrás. O dia em que tudo começou. Não era sonho. De alguma forma impossível, eu havia retornado. As lágrimas que escorreram não eram de tristeza, mas de alívio, fúria e determinação. Eu lembrei do desprezo de Alice, da arrogância de Bruno, da dor do meu pai. E lembrei de tudo. Naquela vida, naquele exato dia, eu veria Alice sendo importunada por Bruno e interviria, selando meu destino. Mas não desta vez. O garoto ingênuo morreu naquela calçada fria. O homem que acordava nesta cama era mais cauteloso, astuto e perigoso. Eu não interviria diretamente. Usaria minha inteligência, minha memória do futuro, para orquestrar uma justiça muito mais devastadora. Eu não apenas limparia meu nome. Eu destruiria aqueles que me destruíram. Eu honraria a memória do meu pai. Desta vez, eu não seria a vítima. Eu seria o caçador.

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Entre os corredores sombrios da máfia, em que a lealdade é forjada no fogo e segredos são a moeda de troca, nasce um romance que desafia o destino e transcende as expectativas. Mia foi prometida em casamento ao Dominic desde que era apenas uma jovem, uma união que deveria selar alianças e garantir o poder às duas máfias. Ela é uma alma rebelde, treinada nas sombras para ser forte, contrastando com a imagem de fragilidade que muitos esperam. Por trás de sua fachada de futura esposa obediente, ela esconde anseios que a levam a questionar seu papel em um mundo dominado por intrigas e poder. Dominic Walsh, o líder inflexível da Blood Skull, foi treinado e moldado para liderar. A violência é um eco constante e o treinamento para liderar, uma herança entrelaçada em sua própria essência. Sua família é sua âncora em meio ao caos, uma fortaleza erguida para mantê-lo. Mas quando se trata de Mia, sua agora noiva, o controle escapa por entre seus dedos. No entanto, o que começa como um relacionamento carregado de ressentimento, logo se transforma em um sentimento intenso que nenhum deles consegue controlar. À medida que a atração entre os dois se intensifica, Mia e Dominic enfrentam um dilema: seguir os caminhos pré-determinados para o bem das máfias e daqueles que amam, ou seguir seus corações e lutar contra as expectativas impostas a eles. Em meio às revelações e segredos, o sentimento entre Dominic e Mia será forte o suficiente para romper as amarras do destino e construir um futuro próprio?

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A audição para a Escola Nacional de Dança estava a três dias, e eu vivia para cada passo. Sofia, minha prima, e Pedro, meu namorado, eram meu mundo, meu maior apoio. Ou assim eu pensava. Uma velha misteriosa me parou, sussurrando um alerta sinistro: "A inveja usa o rosto de um amigo, e a traição se esconde no beijo de um amante. Seu sonho será roubado por quem você mais ama." Ignorei, mas a semente da dúvida foi plantada, uma inquietação fria no meu peito. Dois dias depois, voltei ao estúdio e ouvi vozes: Sofia e Pedro, tramando minha ruína. Pedro mudaria minhas partituras, me faria dançar a coreografia errada, garantindo que eu fosse humilhada e expulsa. A vaga seria deles, a minha seria roubada. O beijo deles selou o meu inferno. Meu mundo desabou, o ar sugado dos meus pulmões. Memórias estranhas martelaram minha mente: a sapatilha rasgada, o suco no figurino, as "palavras de apoio" que minavam minha confiança. Tudo, uma conspiração cruel e longa. Humilhação, dor e raiva me afogavam, lágrimas cegando minha visão enquanto eu corria, sem rumo, de volta àquela rua. A velha me esperava, sem surpresa: "Eles te traíram, não foi?" . Eu só conseguia assentir, soluços rasgando minha garganta. Ela me ofereceu uma maneira de reverter o azar e a humilhação, um amuleto que absorveria minha dor e a devolveria aos corações cheios de maldade. O preço? Dor. Desesperada, eu não hesitei. Passei pelo ritual mais doloroso da minha vida, revivendo cada traição enquanto meu sangue pingava no amuleto. Quando a audição foi um desastre planejado, meu sonho feito em pedaços, Sofia veio com sua falsidade, e me prenderam num labirinto escuro no teatro. Ferida e exausta, escapei, mas a fúria em mim só cresceu. Isso não tinha acabado. Estava apenas começando. Em casa, a maior crueldade: Pedro e Sofia, com suas mentiras, fizeram minha avó ter um ataque cardíaco. A culpa me corroía. Meu nome seria desqualificado, o deles anunciado. No palco, Mestre Moreau lia os nomes, Sofia com uma "aceitação condicional". Meu celular vibrou. Uma voz familiar, Mestre Moreau, mas ao telefone, oferecendo uma bolsa-integral na Academia Real de Ballet de Paris. Eles viram através da sabotagem, viram meu talento. De repente, eu era uma sensação no mundo da dança.

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