Livros e Histórias de Xiao Ziyi
A Vingança da Noiva Renascida
Na sala de estar da mansão Silva, parecia um dia como outro qualquer. Mas a Sra. Menezes, mãe de João Pedro, estava ajoelhada no chão, suplicando-me com lágrimas que pareciam falsas para salvar seu filho. Eu, Ana Paula, via nela e em seu marido os pais do homem que havia destruído minha vida inteira em meu passado. Naquela vida, cega de amor e ingenuidade, convenci meu pai a sacrificar nossa propriedade mais valiosa para "salvar" João Pedro. Casei-me com ele, mas a noite de núpcias foi o início do inferno: ele me enviou a um bordel de luxo. Voltei humilhada, apenas para ouvi-lo rir e justificar sua crueldade, dizendo que era o preço pela saída de Juliana de sua vida. Três meses depois, meu pai foi acusado de fraude, perdemos tudo, e ele morreu em meus braços, com o coração partido. Eu tinha renascido, de volta ao dia em que tudo começou, e desta vez, eu não cairia na armadilha. Minha vingança começaria agora, e João Pedro pagaria por cada lágrima e cada segundo de sofrimento.
Além da Maldição
Meu pai, um cientista renomado, e minha mãe, uma pesquisadora que abandonou a carreira devido a uma doença degenerativa familiar, vivíamos uma rotina de amor e silêncio. Um dia, minha mãe, geralmente apática, me alertou: "O tempo está se esgotando." Horas depois, meu pai desapareceu, deixando apenas um bilhete enigmático sobre uma "fórmula", uma "maldição" e um aviso sinistro: "Não confie em ninguém. Nem mesmo na família." A polícia ignorou minhas súplicas, classificando o caso como desaparecimento voluntário. Minha mãe, em seu estado de saúde frágil, apenas me deu uma única pista: a palavra "Raízes". Em meio à nossa dor, Lucas, um colega do meu pai, tornou-se meu porto seguro, prometendo me ajudar. Contudo, em um jantar de família, minha mãe sussurrou algo para Lucas, que empalideceu e, pouco depois, sofreu um acidente de carro, com os freios sabotados. Meu tio Ricardo, irmão do meu pai, surgiu de repente na TV, anunciando que iria a "Raízes" para "revelar a verdade" sobre a pesquisa "perigosa" do meu pai. Minha mãe, em um raro momento de lucidez, ligou-me, avisando: "Não vá, Sofia, é uma armadilha. Ricardo... ele não é..." A ligação foi abruptamente cortada por um baque, e minutos depois, a notícia: minha mãe foi encontrada morta, "suicídio". Minhas ligações e os avisos de minha mãe foram ignorados, e a traição de Ricardo se revelou: por inveja do pai, ele estava por trás de tudo. A "maldição" não era uma doença, mas a ganância de meu tio Ricardo, que manipulou minha mãe para orquestrar sua morte, tudo para me usar como "catalisador" em uma fórmula de "aprimoramento genético". Mas meu pai me ensinou a sempre estar um passo à frente. Gravei a confissão de Ricardo e a transmiti ao vivo para a polícia. As sirenes ecoaram na pequena cidade, e enquanto Ricardo era levado preso, percebi que a verdadeira maldição havia sido quebrada. Agora, a busca pela verdade se transformou em uma jornada para honrar o legado dos meus pais e transformar o sofrimento em esperança para um futuro de cura.
A Vingança de Miguel
Na sala de reuniões do hospital, um futuro brilhante acenava para Miguel, a única vaga de estudo no exterior, uma oportunidade que muitos cobiçavam. Mas o brilho se desfez quando ele recusou, sua voz calma escondendo a tempestade que se formava: Sofia, sua irmã de dez anos, jazia em coma, vítima de um acidente abafado pela influência de Ricardo Vargas. A justiça se recusava a aparecer, a polícia lavava as mãos e os advogados viravam as costas, enquanto capangas batiam nele repetidamente, deixando claro que ninguém deveria se intrometer. Seu mundo desmoronou: o legado de herói de seu pai parecia uma piada cruel, e o futuro como médico não significava nada quando ele não podia proteger sua própria família. Para piorar, vindo em sua direção, ele vislumbrou sua noiva Isabela e Larissa, a órfã adotada que todos pareciam amar mais do que ele. Elas riam, despreocupadas, enquanto o mundo de Miguel desmoronava. A dor se aprofundou quando Larissa, com lágrimas falsas, se fez de vítima, e Isabela, com quem ele esperava luto e apoio, o acusou de egoísmo. O colar de coração que ele havia dado a Isabela, símbolo de um amor que ele pensava ser eterno, agora parecia zombar dele. Rasgando a corrente, ele o jogou no chão, observando-o rolar para uma poça de água suja. Nenhum pedido de desculpas, apenas um passo para longe do passado, um passo incerto em direção a um futuro que ele percorreria sozinho. Em casa, a farsa continuava: Larissa, a eterna vítima, reinava, enquanto ele, o filho biológico, era tratado com indiferença e desprezo. Até seu padrasto, em um acesso de raiva, o esbofeteou, as palavras de sua mãe o acusando de arruinar a família. Ali, naquele porão mofado, algo dentro de Miguel se quebrou, a última centelha de amor por aquela família se extinguindo. Ele os deixou, sem olhar para trás, jurando que encontraria sua própria justiça. No turbilhão de pesadelos e memórias, ele viu seu pai, Isabela e Larissa, todos se afastando, deixando-o em um abismo sem fundo. Ainda em meio ao caos, a intervenção de Lívia, a única pessoa que o via como um igual, reacendeu uma pequena esperança. Mas o reencontro com Isabela, anos depois, trouxe de volta as feridas, e ele a confrontou, sentindo que os laços de um passado distante estavam para sempre rompidos, agora que o garoto que a amava havia morrido.
Inferno de Laca Branca
O cheiro de laca branca e o sorriso sem emoção de Sofia eram o prenúncio. Um acordo me forçava a ceder meu marido, João, se ele me abandonasse por Sofia nove vezes. A primeira prova veio em uma noite de tempestade: ele me deixou sozinha em um evento de gala para "socorrer" Sofia, enviando uma foto dela em seu roupão, no nosso sofá, se deleitando na minha dor. As humilhações se seguiram, cada desculpa de João mais patética, culminando com ele faltando à inauguração da minha primeira loja para viajar com ela, enquanto eu recebia os papéis do divórcio preenchidos. A manipulação era óbvia, mas eu, no meu desespero, só via a humilhação pública. A gota d'água? Uma festa onde Sofia revelou ter orquestrado meu casamento e distorcido as provas de "amor" de João por mim, mostrando que eu era apenas uma farsa. Meu passado, meu futuro, tudo parecia uma mentira orquestrada por ela. Mas a verdade veio à tona, brutalmente. Num instante congelado, o vaso pesado de Sofia voou em minha direção; João se jogou para proteger ela, não eu. Eu caí, minha perna quebrada, em uma poça de meu próprio sangue, vendo ele consolá-la. No hospital, ele veio, com desculpas esfarrapadas, para então enviar uma selfie com Sofia, os dois sorrindo de sua "vitória". Aquele foi o despertar. A dor física não se comparava à clareza que me atingiu: ele nunca me amou. Com uma calma assustadora, anunciei o divórcio. Enquanto ele lutava para entender, eu comecei a empacotar minha vida, jogando fora o álbum de casamento, os presentes vazios. Meu telefone tocou: uma confirmação de corrida, em nome de Sofia. João estava arriscando a vida por ela, por um capricho, e eu entendi que sua cegueira seria sua ruína. Dez capítulos de uma farsa se desenrolaram, e agora, eu estava pronta para reescrever o meu próprio final, longe de João e Sofia.
Os Segredos da Família Patterson
O médico acabara de me dar a melhor notícia: o resultado da biópsia era benigno. O meu coração, apertado por uma semana de medo de cancro, finalmente relaxou. Quis logo partilhar a alegria com o meu marido, Pedro, mas uma mensagem da minha sogra, Sofia, mudou tudo. Ela pedia 50.000 euros das nossas poupanças para uma cirurgia de emergência do meu sogro, que precisava de ser feita "agora". Estranhei, já que Pedro me dissera que tinha sido adiada. Algo não batia certo. Liguei para o consultório do "Dr. Alves", o médico dado como ausente para a cirurgia, e descobri uma mentira: ele estava de férias, não numa emergência familiar. O meu sangue gelou. Corri para o hospital. O que encontrei lá na ala de ginecologia, com o meu marido de mãos dadas com a prima dele, Lúcia, e um folheto de "Cuidados Pós-Aborto" na mesa de cabeceira, desabou o meu mundo. Os 50.000 euros não eram para salvar ninguém, mas para encobrir um aborto clandestino! E a criança? Era do meu marido, Pedro, com a nossa prima. Há um ano. A traição foi um golpe físico. A minha sogra sabia de tudo e encobria-os. Como pude ser tão cega? Como a família que jurei amar pôde ser tão cruel? Agarrei no telefone, a mágoa e a raiva a arder dentro de mim. O divórcio era apenas o começo. Eles iriam pagar por cada mentira, por cada euro roubado, por cada pedaço da minha vida que destruíram.
Quando o Silêncio Esconde a Verdade
No dia em que meu filho faria um mês, recebi uma ordem de restrição. Entregue pelo meu ex-marido Lucas e a nova namorada dele, Sofia. Pareciam um casal feliz, enquanto Lucas me dizia para assinar e sumir. "Ele está morto. A vida continua", Lucas cuspiu, indiferente. Mas para mim, a vida tinha parado. Há um mês, grávida de nove meses, sofri um acidente de carro. Liguei para Lucas mais de vinte vezes, sangrando, lutando pela vida. Ele nunca atendeu. Soube depois que estava com Sofia no hospital, consolando-a por uma "crise de ansiedade". Enquanto meu filho morria e eu quase morria, ele estava com outra mulher. Acordei na UTI, sozinha, com a notícia do meu divórcio nos jornais. Ele alegou "crueldade emocional", que minha "negligência" causou a morte do nosso filho. Agora, ele jogou fora a caixa com as primeiras roupas do nosso bebê, chamando-as de "coisas inúteis". Isso foi apenas o começo. A ordem me impedia de ir ao trabalho, ao meu café favorito. Minha carreira foi destruída por mentiras, minha sanidade questionada. Eu vomitei a amargura, me vendo pálida e sem vida no espelho. Como ele podia me fazer passar por tudo isso? Que tipo de pessoa ele se tornou? Mas a raiva ascendeu, e eu sabia que não o deixaria me destruir. Liguei para Clara, minha amiga advogada, decidida a lutar. Eu não perderia a mim mesma.
