Livros e Histórias de He Shuyao
O Preço da Traição
Sofia, arquiteta brilhante, dedicou cinco anos de sua vida e alma à construtora R&S, erguida tijolo por tijolo ao lado de Ricardo, seu noivo. Mas um dia, um depósito de metade do seu salário habitual, acompanhado de uma mensagem fria de Ricardo, desmoronou sua realidade: "A empresa está em dificuldades. Fiz cortes." A "compreensão" que ele pediu se transformou em uma facada gelada ao ver Lúcia, a assistente de Ricardo, estacionar um carro de luxo, um "presente pessoal" dele, e ouvir sussurros sobre seu "bônus generoso". Por que Ricardo, o homem que ela amava e com quem construiu um império, a trairia de forma tão cruel e pública? Naquele instante de humilhação e dor, Sofia soube: ela não faria uma cena, não derramaria uma lágrima. Ela se levantaria, organizaria seus arquivos, e sairia daquele lugar, não como uma vítima, mas como a arquiteta de seu próprio renascimento, pronta para reconstruir sua vida, tijolo por tijolo.
Traída Pelo Marido, Salva Pela Mãe: Minha Jornada
A cirurgia de transplante, onde a minha mãe me doou um rim, tinha acabado. Estava a recuperar na cama do hospital, mal conseguindo ignorar a dor. Liguei ao meu marido, Leo, para partilhar a boa notícia, mas a sua voz soou irritada e distante. Ele estava a "salvar" a Clara e o gato dela de um incêndio, ignorando as minhas 18 chamadas perdidas. Pior, no telefone, a voz de Clara agradecia a "Leo, Diogo" por a terem salvado. Em choque, ouvi o meu sogro justificar o abandono do meu marido. Percebi que era a minha vez de pedir o divórcio. A resposta dele foi um ataque furioso, acusando-me de egoísmo por me querer divorciar. Ele desligou na minha cara e bloqueou o meu número. Como podia o homem que jurei amar ser tão cruel, tão indiferente à minha dor e à grande cirurgia da minha mãe? A minha mãe, recém-operada, defendeu-me ferozmente perante o meu sogro, que me chamava mimada. O divórcio foi protocolado rapidamente, e recebi uma nota fria de Leo. Mas a maior revelação veio quando fui buscar as minhas coisas ao apartamento. Encontrei um diário dele que, página a página, expôs a sua traição contínua com a Clara e como a minha doença era a sua "desculpa" para ser um mártir. E, claro, a prova irrefutável da sua infertilidade, transformando a gravidez de Clara numa fraude chocante. Como pude ser tão cega? Como alguém pode usar a doença da própria esposa para construir uma teia de mentiras e uma nova vida com outra mulher? Saí de lá não mais como uma vítima, mas com a raiva fria e a clareza de quem tinha as suas "armas silenciosas" carregadas. O passado tinha que ser confrontado, para que eu pudesse finalmente, e para sempre, ser livre.
