Livros e Histórias de Barbara
O Retorno de Sofia
Eu estava morta, mas minha alma decidiu que a morte não era o fim, especialmente quando meu ex-marido, Pedro, parecia seguir em frente tão facilmente com sua nova amante, Juliana. Flutuando invisível em sua mansão, testemunhei a frieza de Pedro, suas novas paixões e o desprezo por uma receita de sopa que um dia criei só para ele. Mas a verdadeira punhalada foi descobrir que meu pequeno Miguel, nosso anjinho, não morreu em um acidente. Ele foi vítima de negligência orquestrada pela própria Juliana, sob as ordens de "Pedro", que ele assinou inconscientemente. A dor da traição se transformou em fúria quando percebi que Pedro, o homem que ele me fez acreditar que me amava, não só falhou em me proteger, mas tinha orquestrado a ruína da minha família anos atrás. Então, em um capricho cruel do destino, um ritual de "exorcismo" de Juliana deu errado, e minha alma, arrancada da mansão, encontrou um novo lar no corpo de Beatriz, uma jovem designer à beira da morte em um acidente de carro. Agora, de volta à carne e osso, com meu antigo rosto surpreendentemente refletido no de Beatriz, eu tinha uma segunda chance para a vingança. Pedro, cego pela culpa e pela semelhança, me acolheu como sua Sofia ressuscitada. Juliana, a víbora que me envenenou e destruiu minha vida, pagaria o preço. E Pedro, ah, Pedro… ele descobriria que a morte nem sempre é o fim, mas sim um novo começo para a justiça. Eu não era mais a frágil Sofia; eu era Beatriz, e meu renascimento era a sua perdição.
Laura: Renascida das Cinzas
O cheiro de tinta a óleo agora era só uma lembrança distante, afinal, fazia cinco anos que eu, Laura, a pintora promissora, trocara meus pincéis pela sombra do sucesso de Marcos, meu então namorado. Ele, um arquiteto ambicioso, retornava sempre tarde para nossa mansão, sua voz, antes melodia, agora apenas um ruído de fundo na minha cozinha, onde eu preparava jantares que ele mal notava. Naquela noite, meu mundo virou de cabeça para baixo quando vi o camafeu de safira da minha avó, minha única herança de valor, não no meu peito, mas pendurado no pescoço de Clara, a "amiga" órfã que ele acolhera em nossa casa. Marcos admitiu ter recomprado e dado o colar a ela, alegando que Clara, em sua fragilidade, o lembrava de mim em nossos tempos difíceis, e que por ela, ele conseguia fazer o que não fez por mim no passado. A dor e a humilhação me dilaceraram quando ele, ao ver meu tornozelo quebrado por um tombo "acidental" causado por Clara, se preocupou mais com o bolo de quinhentos reais do que comigo, e me levou a um pronto-socorro barato, reclamando do custo da bota ortopédica, tudo isso enquanto gastava uma fortuna em joias para ela. Eu não era mais sua parceira, eu era seu alicerce, enterrada, esquecida e substituída, e a cruel verdade me atingiu: para ele, eu não tinha valor algum. Mas aquela noite, enquanto Marcos e Clara riam e tramavam minha remoção, uma decisão se formou em mim, fria e dura como um diamante: ele não me reconhecia mais? Bom. Porque eu também não me reconhecia, e estava na hora de encontrar a mulher que ele e Clara haviam tentado enterrar.
O Jardim e o Girassol
"Eu vou trancar a faculdade", Lucas jogou as palavras no ar como se fossem nada, enquanto eu arrumava meus livros para o vestibular, a um mês de distância. Ele, um gênio da engenharia na melhor universidade, meu namorado e meu futuro, acabava de me dar a notícia mais surreal da minha vida. E por quê? Para "ajudar" Sofia, a caloura deslumbrante que ele jurava ter "potencial incrível" e que, subitamente, consumia todo o seu tempo livre. Eu o amava, apoiei cada passo dele, mas vê-lo descartar anos de esforço por essa distração me sufocava, e ele ainda me chamava de "âncora" por não entender sua "grandeza". A dor se misturou com bile na garganta quando ele afirmou que um semestre não faria diferença para um "gênio" como ele, e então, com uma calma que me surpreendeu, eu disse "tudo bem" e saí daquele apartamento que já não era mais meu. Corri sem rumo, as lágrimas embaçando minha visão, até que um grito e o som de freios me jogaram no chão, um acidente que me apresentou a Pedro, um estranho gentil que, ao contrário de Lucas, parecia realmente se importar. Foi então que a notificação do Instagram chegou: "Projeto Futuro. Tudo por você, meu girassol. 🌻 @SofiaAlves". Meu girassol. E eu, que dei a ele meu jardim inteiro, era apenas uma âncora descartável. Eu não era nem um obstáculo, era uma piada. Mas uma nova chama se acendeu, não de raiva, mas de determinação: o jogo estava virando.
Amor Inesperado: Irmão do Noivo
Finalmente livre das cicatrizes que me assombravam há dois anos, voltei para casa com o coração transbordando de alegria, pronta para o meu noivado e para uma nova vida com José. Mas o que encontrei não foi um lar, e sim um campo de batalha para a minha alma. No que deveria ser nosso quarto, ouvi vozes, risos e gemidos: José estava com Clara, a cuidadora que meu pai contratou para me ajudar na recuperação. Eles não só me traíam em nossa cama, como Clara ainda zombava das minhas cicatrizes. O pior veio depois: Clara se vangloriava de estar grávida de José, e eles planejavam me drogar e me descartar assim que colocassem as mãos na minha herança, revelando o nojo que José sentia de mim. Como pude ser tão cega? O homem por quem sacrifiquei meu corpo e minha vida me via como um objeto, uma fonte de dinheiro e uma desculpa para sua fraqueza. Cheia de uma fúria gélida, decidi que o jogo mudaria drasticamente. Naquela noite, enviei uma mensagem ao meu pai: "Não vou me casar com José. Vou me casar com o irmão mais velho dele, João."
Ele a Descartou, Ela o Destruiu
Eu dei a ele meus melhores anos, sacrificando tudo para que Mateus, o homem que eu amava, alcançasse seus sonhos políticos. Ele me prometeu o mundo, sussurrando que eu seria sua rainha assim que ele vencesse. Mas quando a carreira dele estava em risco, fui eu quem assumiu a culpa por um desvio de dinheiro, fui eu que, para tornar a história convincente, sofri um "acidente" que me deixou com uma cicatriz medonha no rosto e uma mão aleijada. Mateus me prometeu que nunca esqueceria meu sacrifício, que me compensaria por tudo; eu, na minha ingenuidade, acreditei. Hoje, vendo-o tomar posse como deputado federal na TV, ele anunciou sua noiva: uma mulher linda, sem cicatrizes. Ele me descartou como lixo, me humilhou publicamente na festa, me chamando de "criatura" com "problemas mentais", e jogou dinheiro no chão para que eu sumisse. Eu estava quebrada, mas uma brasa de raiva acendeu. Decidi que voltaria para o sertão, para o lugar de onde vim, para o esquecimento. Quando Mateus invadiu meu apartamento, ele revelou seu verdadeiro eu: um monstro que me via como sua propriedade, sua maldição. Ele me disse que me manteria como empregada de sua noiva, para me lembrar do meu "lugar". A dor e a humilhação eram insuportáveis, mas eu não seria sua escrava. No auge do meu desespero, quando a violência dele me derrubou, um homem misterioso e seus capangas surgiram, mudando o rumo da minha noite e me oferecendo uma chance inesperada de salvação e, talvez, de justiça.
Amor Roubado, Liberdade Encontrada
Numa noite de bar com as amigas, um vídeo da mãe de Gabriel, meu namorado de anos, virou meu mundo do avesso. "Laura, querida, Gabriel está aí com você? Ele não atende o celular, estou preocupada." Minha resposta sincera de "Não, tia, ele disse que estaria com os amigos da faculdade" foi recebida com um perturbador "Ah, é mesmo? Ele me disse que estaria com você." A dúvida se instalou, seguida de um frio na espinha quando vi Patrícia, minha amiga, apontar para a entrada. Lá estava ele, Gabriel, o homem que eu amei desde a infância, de braços dados com uma loira deslumbrante, rindo e agindo como um casal apaixonado. O ar sumiu dos meus pulmões, o barulho do local se silenciou, e o mundo se resumiu àquela cena dolorosa. E então, o celular vibrou com a mensagem dele: "Amor, desculpa não poder te ver hoje. A reunião com o pessoal da faculdade está demorando mais do que eu pensava. Te amo." A mentira descarada me atingiu como um soco, tirando o chão dos meus pés. Minhas amigas me abraçaram enquanto eu tremia, incapaz de chorar ou gritar, sentindo a traição me consumir. A dor era física, um tsunami que ameaçava me afogar em arrependimento e humilhação. Como pude ser tão cega? Como permiti que ele me transformasse em uma sombra, enquanto ele me descartava como um fardo? Mas essa dor, essa raiva de mim mesma, acendeu uma chama. Eu não seria mais a vítima. Levantei-me, lavei o rosto e dirigi até a casa dele, sabendo que precisava encará-lo e ouvir a verdade. Eu buscaria as respostas, não por ele, mas por mim.
Rejeitada Pela Família, Encontrada Pelo Magnata
No funeral da minha mãe, com a chuva a bater na janela da capela, a minha vida desmoronou-se. O meu chefe ligou-me nesse mesmo dia para me despedir. Dei por mim na miséria, a segurar o telemóvel onde acabava de perder o meu emprego, sozinha, perante o caixão simples da minha mãe. Foi então que o meu ex-namorado, Pedro, me ligou, furioso. "Lia, para de me ligar! Recebi cinco chamadas tuas!" ele gritava. Eu não tinha ligado. Mal tive tempo de pensar, a voz suave da minha prima, Eva, surgiu no fundo. "A tua mãe acabou de falecer, eu entendo que estejas triste, mas o Pedro não te pode ajudar." Eles estavam juntos. A minha prima, a "doce e frágil" Eva, que a minha mãe me pedia para cuidar, tinha-me apunhalado pelas costas. A humilhação era insuportável. Decidi vender a única coisa de valor que me restava: a casa da minha mãe. Foi aí que a fúria deles explodiu. "Não podes fazer isso! Essa casa pertence à minha família! A tua mãe prometeu à minha mãe que a Eva podia ficar lá!" Acusaram-me de ser egoísta, um monstro sem coração, "igual ao meu pai" . Não compreendiam, nem queriam compreender, que a tragédia era a minha, não a deles. Os olhos desesperados do meu ex, as palavras venenosas da minha tia quando Eva encenou uma alegada tentativa de suicídio para me prender. Como pude ser tão ingénua? Porque é que a minha própria família me odiava tanto? Por uma promessa que a minha mãe já não podia cumprir, viram-se contra mim como abutres. Quando pensei que estava completamente sozinha e sem saída, a vender a minha casa a um estranho, um homem misterioso e poderoso apareceu. E disse algo que mudaria tudo. "Eu fiz uma promessa à sua mãe. E eu cumpro sempre as minhas promessas."
Entre a Dor e a Luta: O Renascer de Sofia
Minha filha, Bia, estava em estado terminal no hospital. Os médicos disseram que não havia mais nada a fazer; iriam desligar as máquinas. Liguei para o Pedro, meu marido, implorando para que viesse e me apoiasse neste momento de desespero. Ele recusou, argumentando que precisava cuidar do nosso filho Léo, que "tinha febre" . Sua voz era fria, irritada, e a da minha sogra, Dona Elvira, ao fundo, ainda mais cortante. "Você não consegue resolver isso sozinha, Sofia?" Enquanto eu presenciava a última respiração de Bia, assistida apenas pelos médicos e pela minha própria dor, meu marido e minha sogra me abandonaram. "A Bia já se foi. O Léo ainda precisa de um pai" , disse ele, antes de desligar na minha cara. Voltei para casa para enfrentar um Pedro apático, que só conseguiu dizer "Ok" diante da morte da nossa filha. Minha sogra, Dona Elvira, lançou-me um olhar de desprezo e disse que Bia "só queria atenção" . Eles não só me deixaram sozinha na minha maior dor, como manipularam nosso filho Léo com mentiras sobre mim. Como eu podia estar casada com um homem que escolheu uma "febre ligeira" em vez do último adeus à nossa filha? Ele fugiu da dor, da responsabilidade, de mim. Acusaram-me de ser egoísta, histérica, e tentaram tirar-me Léo, alegando que eu era um perigo para ele. Mas a verdade estava prestes a ser revelada. Não era apenas cobardia; era traição descarada. Eu não podia mais viver naquela mentira. Agora, eu lutaria. Lutaria pela verdade de Bia, por Léo e pela minha própria sanidade.
O Dossiê da Traição: O Fim do Meu Marido
Grávida de oito meses, a vida parecia perfeita. Estava à espera do meu filho Lucas, preparando um futuro feliz. Mas tudo desabou numa tarde, quando o nosso carro capotou. Meu mundo virou ao contrário, o meu irmão Leo inconsciente ao meu lado. Liguei desesperada ao meu marido, Miguel. Ele atendeu, zangado, com a voz da sua amante, Sofia, no fundo. Implorei por ajuda, a dor na minha barriga era insuportável. Mas ele, preocupado com o tornozelo torcido de Sofia, abandonou-nos à beira da estrada. "Chama tu a ambulância," disse, e desligou. O meu filho Lucas não sobreviveu. No hospital, Miguel e os seus pais só se importavam com a reputação. Ele chamou o abandono de "sorte" para a amante. A dor era avassaladora, a injustiça queimava. "Sem o bebé, não és nada," cuspiu Miguel. Senti-me vazia, destruída, mas no fundo, algo acendeu. Quando o meu irmão Leo acordou e revelou a traição contínua de Miguel, vi a verdade. Não foi um acidente. Foi uma escolha. Essa revelação transformou a minha dor em fúria. Ele tirou-me tudo, menos uma coisa: o medo. Agora, sem nada a perder, eu seria perigosa. Eles iriam pagar por cada lágrima.
