Livros e Histórias de Annypen
A Armação do Marido, a Justiça Feroz da Esposa
Meu marido, Arthur Montenegro, era o promotor estrela de São Paulo, o homem que me salvou de um passado sombrio. Pelo menos, era o que eu pensava. Ele foi o homem que me mandou para a prisão, me incriminando por um crime que não cometi para proteger sua ex-namorada, Catarina. Meus três anos na Penitenciária Feminina de Santana foram um borrão de concreto e uniformes cinzas. A mulher que entrou lá, uma designer gráfica de sucesso que amava o marido, morreu ali dentro. Quando finalmente fui solta, esperava vê-lo, mas ele mandou um assistente para "limpar minha energia ruim". Então eu os vi: Arthur e Catarina, dando uma festa de "boas-vindas" para mim, a mulher que eles colocaram atrás das grades. Eles me exibiram como um troféu, forçando-me a beber espumante até eu ter uma hemorragia interna por uma úlcera perfurada. Arthur, sempre o protetor devotado, correu para o lado de Catarina, me deixando sangrando no chão. Ele até falsificou meu laudo médico, culpando o álcool pela minha condição. Deitada naquela cama de hospital, os últimos resquícios de esperança murcharam e morreram. Eu não conseguia chorar. O sentimento era profundo demais para lágrimas. Eu apenas ri, um som selvagem e descontrolado. Eu queria destruí-lo. Não a cadeia. Eu queria que ele perdesse tudo. Sua carreira. Sua reputação. Sua preciosa Catarina. Eu queria que ele sentisse o que eu senti.
A Esposa Indesejada do Rei da Máfia Brilha
Meu marido me ordenou que virasse de frente para o altar. Ele abriu a fivela de seu cinto de couro pesado, seus olhos gelados e desprovidos de misericórdia. "Você precisa aprender a ter respeito", Dante cuspiu as palavras. Ele me açoitou na capela da família até minhas costas virarem uma massa de carne viva e sangue. Tudo porque a amante dele, Sofia, me incriminou por quebrar a urna do avô dele. Ele não perguntou a verdade. Ele não hesitou. Ele só queria punir a esposa que considerava um fardo. Enquanto o cinto rasgava minha pele, eu não gritei. Apenas contei as memórias morrendo. Ele não sabia que fui eu quem mergulhou no lago congelado para salvá-lo no ensino médio. Ele não sabia que fui eu quem levou uma facada por ele durante a emboscada. Ele acreditou nas mentiras de Sofia, de que ela era sua salvadora. Eu o amei por dez anos. Eu sangrei por ele. E em troca, ele me marcou permanentemente por um crime que não cometi. Naquela noite, não cuidei das minhas feridas. Fiz minhas malas, assinei os papéis do divórcio e jurei pelo Código da Omertà nunca mais amá-lo. Três anos depois, Dante encontrou meu antigo diário escondido sob o assoalho. Ele leu a verdade sobre quem realmente o salvou e percebeu que havia torturado seu anjo da guarda. Ele me encontrou em Paris, caiu de joelhos no saguão lotado de um hotel e implorou por perdão com lágrimas nos olhos. Eu olhei para o homem que me quebrou e sorri. "Então deita e morre, Dante", eu disse suavemente. "Porque eu tenho uma vida pra viver."
Cordas Quebradas: A Saída da Esposa da Máfia
Eu estava sangrando até a morte no escuro, amarrada a uma cadeira, quando ouvi meu marido dizer a outra mulher que ele queimaria o mundo por ela. Dante Moretti não sabia que eu estava do outro lado da parede fina como papel. Ele não sabia que, dez anos atrás, fui eu a garota que salvou sua vida em uma gruta gelada na Serra Catarinense, e não sua amante, Sofia. Sofia tinha roubado minha história, e agora estava roubando minha vida. Quando tentei deixá-lo, Dante me acorrentou em seu porão e me açoitou até eu desmaiar, alegando que estava "disciplinando" sua esposa. Quando Sofia usou cordas de aço de violoncelo para cortar meus dedos, destruindo minha capacidade de tocar para sempre, ele simplesmente desviou o olhar. Ele até escolheu salvá-la em vez de mim quando caímos no mar gelado, deixando-me para afogar porque "Sofia é a minha alma". Naquela noite, eu finalmente parei de lutar por um homem que não existia. Liguei para meu irmão, o Don do Rio de Janeiro. "A aliança acabou", sussurrei ao telefone. "Me leve para casa." Dante levou três meses para descobrir a verdade. Para ver os registros médicos provando que fui eu quem o arrastou daquela gruta. Ele queimou seu próprio barco para nos prender em uma ilha em Angra, implorando por uma segunda chance. "Eu posso consertar isso", ele suplicou, lágrimas escorrendo por seu rosto enquanto tocava minhas mãos cheias de cicatrizes, arruinadas. Eu olhei para ele, depois para o homem parado atrás dele com um fuzil — o homem que realmente me amava. "Você não pode consertar um vaso quebrado, Dante", eu disse. Então, observei meu novo protetor puxar o gatilho.
Sua Esposa Indesejada, Seu Coração Vingativo
Para salvar meu pai e a galeria de arte da nossa família, fui forçada a me casar com o impiedoso Caio Almeida. Ele me tratava como uma mercadoria, seu coração pertencia apenas a outra mulher, Eva. Quando meu pai precisou de uma cirurgia de vida ou morte, Caio me fez uma oferta cruel. Para conseguir o dinheiro, eu teria que beber um licor ao qual eu era mortalmente alérgica durante um jogo de pôquer de apostas altíssimas. Eu bebi e quase morri. Acordei no hospital e descobri que o dinheiro nunca foi enviado. Meu pai estava morto. Caio me abandonou para ir atrás de Eva e, mais tarde, me trocou com um juiz lascivo como se eu fosse um objeto. Minha vida, a vida do meu pai... tudo valia menos que a obsessão dele. Mas então eu encontrei a prova. A mãe dele havia orquestrado tudo: a ruína da minha família, o assassinato do meu pai. Minha dor se transformou em gelo. Das sombras, comecei a transmitir para o mundo cada um dos crimes da família Almeida.
