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Suzana é Capa de Revista

Suzana é Capa de Revista

5.0
10 Capítulo
1 Leituras
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Suzana é uma mulher sonhadora, alegre e cheia de sonhos. Sua infância nunca foi fácil porque foi órfã de pais, mas mesmo assim, nunca perdera a esperança de um dia ter uma família. Patrick, é um homem frio, possessivo, calculista, dominador, devasso e sem sentimentos. Desde um ocorrido em sua infância, perdera o gosto da vida. Suas vidas hão de cruzar-se no dia que ela decidir ser capa de revista. E a partir desse momento, suas vidas já não serão as mesmas. O amor pode tudo e Suzana vai provar isso com essa história emocionante, divertida, e repleta de Paixão e romance ardente. Não perca, e venha conhecer a Suzana! 😍✨

Índice

Suzana é Capa de Revista Capítulo 1 Uma parte da minha história

Minha vida nunca foi fácil, não só porque não cresci com pais por perto e sim porque cresci na companhia de uma senhora na qual eu chamo de "tia"

Ela e sua filha Samantha nunca gostaram de mim. E até hoje não entendo porquê, já que sempre fui uma menina obediente, que nunca ousou entrar em briga.

Quando eu era mais nova, minha tia Gorete, nunca comprava roupas para mim. Maior parte das roupas que usava eram de doações das vizinhas que sentiam pena de mim e quando uma das roupas agradava minha prima, elas me recebiam do pouco que tinha.

Passamos por muitas dificuldades e já chegamos até ao ponto de viver na rua, quando não tínhamos comida suficiente para comer, minha tia comprava pra ela e sua filha e eu só comia os restos da comida que elas deixavam no prato.

Sempre que o dinheiro não era suficiente para manter nós duas na escola, ela me deixava em casa para cuidar da loja de roupas que tínhamos em casa, enquanto que sua filha estudava.

Os anos foram passando e cresci. Com o tempo, percebi que o dinheiro que minha tia ganhava com as roupas que vendia na loja, também era suficiente para me pagarem os estudos! E para não crescer analfabeta, sempre que minha tia não estava em casa, eu fugia e visitava Seu José!( O meu pai por afinidade). Naquela época, ele tinha uma espaço onde dava aulas a mim e muitos meninos que viviam e ainda vivem na Favela Tavares Bastos, mais conhecida como o morro da Paz, do Rio de Janeiro.

E minha infância foi resumida em: De Manhã estudar escondido e de noite aguentar os maus tratos da minha tia.

O dia que ela descobriu que eu fechava a loja de roupas para ir estudar, ela me bateu tanto que fiquei com o pé esquerdo torcido, roxo e inchado.

Os vizinhos ficaram horrorizados quando souberam. E como ficaram a saber?

Aconteceu quando Seu José, percebeu que eu não ia mais a explicação e os meninos não me viam mais na rua brincando e vendendo as roupas. Então ele veio em casa sem avisar e encontrou-me no quarto, deitada no chão- porque não tinha cama. Fiquei durante duas semanas sem comer e sem beber água porque estava de castigo. Meu corpo estava cheio de hematomas e estava roxo, e minha perna inflamada. Quando ele soube me levou para sua casa e cuidou de mim como sua filha. E foi assim que comecei a viver com Seu José.

Ele lutou no tribunal pela minha guarda e provou-se os maus tratos da minha tia. Primeiro quiseram me botar no orfanato, mas por um motivo que desconheço, o juiz acabou passando a guarda definitiva pro Seu José.

Ele sempre foi como um Pai que Deus deu para mim. Não tínhamos muito, mas o pouco que tínhamos partilhávamos com muito amor.

Um idoso de 60 anos, cuidando de uma menina de 10 anos, não foi fácil, Porque depois eu cuidei dele, e não que esteja reclamando, eu sempre cuidaria com muito amor. E não foi fácil, porque eu era uma menina e não sabia como cuidar de um adulto doente, Seu José tem problemas no pulmão e há anos que sofre com isso.

Hoje estou com 19 anos de idade e com o médio concluído. Infelizmente seu José está doente e não temos dinheiro para levá-lo a uma clínica para os doutores cuidarem de sua ferida no pulmão. Tudo que aprendi até hoje, foi graças a esse Senhor maravilhoso, graças a ele só depois de 9 anos da minha vida sofrendo humilhações e violência doméstica sou feliz.

Seu José é meu herói e por isso todos dias da minha vida acordo e Oro para que Deus nunca tire ele de mim, bom, pelo menos não agora. Não sei se aguentaria viver sem ele.

Sou uma mulher alegre, sorridente e cheia de energia. Não me importo em vender na rua bolo, salgadinho, bolachinha para conseguir trazer comida em casa. Sou negra achocolatada, de 1.70, de olhos castanhos e um cabelo crespo e volumoso. Meu corpo é do tipo que qualquer mulher procura em ginásios, pernas grossas( não muito exageradas), seios fartos. Uma bunda invejável, e possuo as chamadas "curvas de sereia".

Não é fácil viver no Morro, porque todos dias sofro assédio desses carinhas daqui armados em donos da Favela, sabe aquela gente que não tem nada de útil para fazer na vida e por isso inferniza todo mundo?

Mas eu mando todo mundo Pastar! Eles sabem muito bem que não podem me incomodar, se não vou atingi-los com minha voadora - Um revolver sem bala que tirei de Seu José.

Meus melhores amigos são Ruben, e Louise. Eles é que me fazem companhia nos bailes funks e nas noites solitárias da minha vida.

Quando não se tem muito dinheiro, é necessário viver sempre sorrindo na companhia de quem amamos, eu evito pensar muito em coisas ruins, porque não me levarão a lado nenhum.

Pelo tamanho da boca que tenho -sou rabugenta demais - muita gente pensa que já dormi com metade de Rio de Janeiro, mas a verdade é que sou virgem e sonho tirar com um homem respeitoso que me ame. Estou pouco me importando com o que os arrombados pensam de mim! Os meus sabem quem sou de verdade!

"E aí gata!?" Ouço um Filho dos infernos dizendo enquanto ando com a sacola de pão e ovos na mão.

"Gatinha o carai! Abre mais a boca para ver se não enfio esse seu pão no seu..." não termino a frase e já ouço sua gargalhada "Eu em..." Como havia dito, minha boca é de sacola. Uma coisa que sempre tenho são "respostas na ponta da língua" dificilmente deixo me intimidarem.

Depois de responder esse homem parvo, ouço assobios e risos dos rapazes que estavam junto dele.

Era só que me faltava. - penso.

Hoje tem baile funk, então pego meu celular para confirmar com Louise, fui!

"Tá na linha louca!" Fala gritando porque o som da música abafava sua voz.

"Você só pode tá de brincadeira? Como começou a curtir sem mim? Eu não quero papo de falsa não!" Falo fingindo estar brava, na verdade não consigo ficar brava com Louise.

"Desculpe more, eu encontrei boleia para camarim VIP, vem aqui e liberam a entrada!"

"Não me diga que você deu pro cara!" exclamo rindo.

"Só fiz olhinhos bonitos e sussurrei pra ele que hoje a noite vai ser longa"

"UE, Mentira" solto uma gargalhada "eu só vou fazer a janta do Seu José e vou aí, OK?"

"Tá bom. Beijocas" fala e encerro a chamada

Conheci Louise quando tinha apenas 14 anos de idade. Ajudava Seu José a vender umas ferramentas e nunca foi por obrigação. Seu José estava ficando mais velho ainda e perdendo o jeitinho de atrair clientela. Então, Louise queria comprar uns parafusos para arranjarem a porta de sua casa. Ela não tinha dinheiro suficiente, e dei pra ela sem me importar com o que faltava. Claro que precisava que ela me pagasse tudo, mas não aguentei negar porque estavam precisando para fechadura de sua casa.

Desde então, ela sentiu que estava em dívida comigo e começou a me ajudar a vender as ferramentas e foi assim que surgiu nossa amizade.

Ando mais um pouco pela rua e em passos largos porque já é de noite.

Estava quase chegando, quando vejo Pedro, mais conhecido como Corvo. Ele tem um grupo de assaltantes ou sei lá o que são! Mas coisa boa eu garanto que não fazem.

Eu e Pedro não somos amigos, não temos nada de íntimo, mas ele sempre me quis, só que eu não tou pra ser mais uma de suas putinhas!

O desgraçado já me prometeu fundos e mundos, e mesmo assim neguei. Sinceramente, sou mais clichê e sonho com um homem de verdade e não esse Ogro! Desculpe, é uma ofensa para Fiona! Ele é bem pior que um Ogro!

Primeiro ele tentou me ameaçar, ser agressivo, usando força, mas viu que comigo isso não funciona, um dia até me humilhou na frente de todos porque neguei sair com ele.

"Quem você pensa que é!? Ah? Sua vagabunda!" Estávamos próximos da lanchonete mais famosa do morro e aos poucos as pessoas se aproximavam.

"Você tem razão! Não sou ninguém! Sou uma vagabunda! A vagubunda que você tá de quatro!" Falo gritando e as pessoas sussurravam enquanto observavam-nos.

"Você me paga!" Ele fala com ódio, pega sua arma e dispara no ar assustando a todo mundo.

Nesse dia eu quase morri. E claro que sofri consequências! O covarde mandou seu grupinho lá em casa e desarrumaram tudo! Estragaram o pouco de móveis que temos. Seu José estava lá, ele tentou brigar e pedir que eles não destruíssem seu lar e levou um murro deles que deixou-o inconsciente. Muita covardia vindo dessa gente!

Me senti culpada por alguns dias porque quando cheguei em casa, encontrei tudo desarrumado e Seu José inconsciente no chão, com sangue escorrendo pela cabeça.

"Posso saber o que você está fazendo aqui!?" Pergunto séria olhando bem no fundo de seus olhos.

"Vim te ver gatinha... me dá uma chance" Ele fala com cara de cachorrinho molhado.

"Ah! Agora não!" falo sem paciência" Supera Cara!

"Como? Se todos dias sofro em vê-la se exibindo por todo morro?" ele dá um passo pra frente, ficando mais próximo de mim

"Coloque na cabeça que eu nunca vou ficar com você!" Digo passando por ele e ele me pega pelo braço e me puxa unindo nossos corpos.

"Porquê você não me aceita!? Eu sou lindo, sou gostoso, tenho dinheiro, o que mais você quer, ah vadia!?"

"Quero respeito!! Algo que você nunca vai conseguir me dar! " Puxo meu braço, piso duro e entro na minha casa furiosa" Nem com respeito eu ficaria com você!" Falo resmungando enquanto entro em casa.

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