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A Submissa do Sheik

A Submissa do Sheik

5.0
48 Capítulo
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Sinopse

Índice

Morgana Aguiar é um colírio para os olhos de todos os homens. Filha de um importantíssimo empresário, é sequestrada enquanto desfilava nas passarelas como modelo. Zayn Al-Abadi, um Sheik milionário e muito temido, fica indignado como ser humano ao descobrir que uma "suposta" adolescente foi sequestrada e estava sendo vendida. Temeroso pela vida da jovem, aceita ela como pagamento da dívida de um traficante de pessoas. Ao ver a "suposta" jovem, constatou que ela era uma mulher feita e belíssima, uma mulher que abalou sua estrutura. Agora precisa descobrir o porque foi sequestrada e ainda a querem lhe fazer mal.

Capítulo 1 Prólogo

A submissa do Sheik

Prólogo

São Paulo, Brasil.

Uma semana antes...

Morgana desfila pela passarela, seu corpo esguio ondula suavemente com o gingado do quadril.

Usa um vestido longo, no tecido lurex e com detalhes em paetê. A fenda nas pernas expõe as longas coxas torneadas. A peça justa marca a cintura delgada e delineia perfeitamente o traseiro da modelo. Na parte da frente, um decote profundo mostra o vale dos seios.

A modelo tem um olhar penetrante, e os cabelos encaracolados fazem parte de seu figurino. Seus seios pequenos e firmes balançam suavemente conforme ela anda. Sente os bicos roçarem no tecido, dando uma leve sensação prazerosa.

— Divina! Ela é simplesmente divina! — Régis, o estilista mundialmente renomado, fala, batendo palmas para si próprio e para a beldade que desfila com o seu mais recente trabalho.

Os homens, até mesmo os acompanhados, não conseguem ficar indiferentes à beleza da ruiva estonteante.

Morgana sorri, sabe o efeito que causa na maioria deles. Acostumada a ser sedutora, libera olhares sensuais aos que mais lhe agradam. E hoje, pelo visto, escolherá a dedo o homem que levará para a cama. Esse pensamento satisfaz sua libido desde já.

***

Alexandre Aguiar é um empresário muito conhecido no Brasil e no mundo. Pai de Morgana, um homem de família. E todos sabem que quem magoar sua filha, no mínimo terá de o encarar nos tribunais. Alexandre é capaz de revirar o inferno pela princesinha de seus olhos.

Morgana tem uma aparência delicada. Sempre teve tudo o que o dinheiro pode comprar. Seu pai a mimou durante seus 25 anos, e é mais do que presente em sua vida.

Alexandre age dessa maneira porque sua esposa, o amor de sua vida, faleceu há alguns anos, deixando-o com Morgana ainda pequena.

Na imensa mansão, vive apenas pai e filha. Alexandre não quis se casar novamente. Ele sai com outras mulheres apenas para aplacar o desejo de seu corpo.

Alexandre sorri assistindo à sua princesinha desfilar. Dentre todas as outras modelos, sua filha é a mais qualificada e a mais bela.

Seguranças estão espalhados pelo local. Uns, perto de Alexandre; outros, pelo palco e disfarçados na multidão.

A segurança é reforçada. Em 30 anos trabalhando na bolsa de valores e com moda, acabou fazendo alguns inimigos poderosos.

Morgana deixa o palco para mais uma troca de roupa do estilista.

Outras modelos realizam uma apresentação tão instigante que até Alexandre acaba prestando atenção, com muito interesse.

Morgana anda às pressas até o camarim para se trocar. Ao entrar, toma um susto imenso. Toda a equipe foi rendida. Encontram-se todos amordaçados e amarrados com cordas, deitados no chão. O pânico é evidente em suas faces.

Antes que ela tente fugir, um homem a segura. Morgana se debate com todas as suas forças. Ele a agarra pela cintura. Ela joga a cabeça para trás, quebrando o nariz dele, que a solta. Morgana tenta fugir, mas outro a agarra.

— Não! Me larga!

O homem coloca a mão na boca de Morgana, para que ela não grite. Ela morde a mão de seu agressor, arrancando-lhe sangue. Ele dá um grito de dor e, nervoso, acerta um tapa nela, fazendo-a cair.

O homem a segura e a levanta pelos cabelos. Morgana grita com a dor e o acerta no pé com o salto agulha do sapato.

— Ah, vadia! — diz ele, com um sotaque arrastado, armando-se para dar um soco no belo rosto.

Outro homem o segura pelo braço. Parece brigar com ele, pelo tom de voz. Conversam em árabe. Infelizmente, Morgana não entende quase nada. Com os poucos árabes com quem conversou em sua vida, foi em inglês.

O homem que evitou que ela fosse agredida segura seu queixo e passa o dedo suavemente no canto dos lábios, limpando o sangue escorrido, onde se formou um hematoma arroxeado.

Morgana olha em seus olhos.

Ele está analisando seu rosto com muito interesse, então volta a reclamar com o homem que a agrediu.

— Vamos sair daqui — fala em português, quase sem sotaque.

Ele amarra as mãos de Morgana e a amordaça, colocando um saco de tecido em sua cabeça.

O desespero toma conta de Morgana, que tenta a todo custo se soltar. O homem a joga no ombro e a segura com muita força. Cansada de lutar, ela apenas escuta o que acontece ao seu redor enquanto o homem caminha.

Pelo som do eco causado pelos sapatos, estão na garagem. De repente, gritos e disparos se escutam. Colocam Morgana em um veículo e saem cantando pneu.

— Vai, vai! — grita um sequestrador, atirando no adversário pela janela do carro.

O motorista é habilidoso, praticamente voa na pista. Alguns veículos que passam por eles perdem o controle, causando vários acidentes e interditando as vias.

***

Os carros que os seguiam são obrigados a parar. Carlos, o segurança chefe de Alexandre, sai do carro, solicitando um helicóptero, avisando por onde foram e dando a placa do veículo.

— Merda! Mil vezes merda! O patrão vai nos matar! — diz, irado, atirando o celular no chão, que se espatifa em vários pedaços.

***

No evento, Alexandre anda de um lado para o outro. Depois da notícia que recebeu, seus olhos brilham de ódio e dor.

— Eu quero a minha filha! Tragam a minha princesinha, ou eu acabo com todos vocês! — grita com os seguranças enquanto andam até o estacionamento.

O helicóptero sobrevoa o local indicado. Encontra o carro e o persegue. Mas, infelizmente, para os despistar, entram no metrô, descendo as escadarias com o veículo.

***

Tudo segue como o planejado. O condutor foi rendido com uma arma apontada para a sua cabeça e aguarda a chegada dos outros. Os tripulantes foram forçados a sair e estão sentados de cabeça baixa e com as mãos para cima.

Os sequestradores saem do carro. O que agrediu Morgana, puxa-a para fora, fazendo com que ela tropeçasse. O outro esbraveja, jogando-a no ombro novamente.

Algumas pessoas são mais corajosas e olham para a cena impressionante.

Morgana volta a se mexer, tentando se livrar das garras que a seguram esmurrando as costas do sequestrador. Eles entram no vagão. O condutor é obrigado a fechar as portas e seguir em frente.

***

O helicóptero fica sobrevoando o local, aguardando a chegada dos seguranças de moto e da polícia.

Os sequestradores descem na estação de um shopping e trocam de carro, saindo tranquilamente do estacionamento.

A polícia entra na estação, encontrando o condutor amarrado no chão do vagão.

— Merda! Nós os perdemos! — diz o segurança chefe para os demais.

***

Não muito longe dali, em outro estacionamento, entregam Morgana a um homem, como se ela fosse uma mercadoria.

— Aqui está! Cadê o dinheiro? — pergunta o sequestrador, em inglês.

— Tocaram nela?

— Não, senhor. Está intacta. Queremos apenas o dinheiro, não somos estupradores.

O homem entrega duas maletas cheias de dinheiro para o sequestrador, coloca Morgana em seu carro e segue para uma viagem longa.

***

Alexandre sai do carro, enfurecido. Adentra sua empresa e não vê ninguém à sua frente. Segue até o escritório, trancando-se com a equipe de segurança para a análise das câmeras do evento.

Passam horas no processo. E nada. Ele se serve de uma dose de uísque. Chega a entornar mais alguns copos, mas nada o acalma. Inconformado, atira o último na janela, estilhaçando o vidro.

— Eu vou te encontrar, filhinha, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida!

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