Há histórias que nascem aos poucos.
E há histórias que chegam prontas ao coração.
Enquanto Eu Te Esperava começou em um instante muito específico da minha vida.
No dia 15 de dezembro de 2025, às 18h51, em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Foi ali que percebi - antes mesmo de escrever a última palavra - que essa não seria apenas mais uma história.
Teresa, Augusto e aquelas cinco meninas nunca foram apenas personagens para mim.
Eles respiravam. Existiam em um mundo próprio, silencioso e intenso, onde o amor aprendeu a esperar e o tempo aprendeu a respeitar.
Fernando Pessoa escreveu que "escrever é esquecer, e a literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida."
Hoje eu entendo essa frase como um convite. Porque a literatura não nos afasta da vida - ela nos permite vivê-la muitas vezes. Enquanto o mundo nos oferece uma única existência, o leitor vive mil. E quem lê não deixa de viver: sente mais fundo, ama mais intensamente, atravessa dores e esperanças que não caberiam em apenas uma só vida.
Quando uma história toca a própria alma de quem a escreve, o corpo responde primeiro.
E responde com lágrimas. Não por fraqueza, mas por conexão.
Foi assim comigo.
Esta história me atravessou antes de atravessar você.
E se chegou até aqui, é porque de alguma forma ela também encontrou morada no seu coração.
Alguns amores não sabem partir.
E algumas histórias... também não.
Com carinho,
Nayara Barbosa 🌹📖