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Laços de Interesses: 365 dias de casamento por conveniência.

Laços de Interesses: 365 dias de casamento por conveniência.

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Sinopse

Índice

A jovem mãe era capaz de fazer qualquer coisa para ficar com o bebê, até mesmo se casar por interesse com o homem que não a amava. “Não contarei para ninguém sobre a gravidez, eu prometo”, ela olhou em cada canto, procurando uma maneira de fugir daquele veículo. “Nem pense em fugir, Giulia”. Revoltado, Max acertou o punho fechado na porta do carro. “Eu fui um dos melhores atletas na Universidade”. O tom ríspido advertiu. “Posso ficar com o bebê? Ele é a única família que tenho”. Farto daquela conversa, Maximilian trincou a mandíbula quando a encarou, “você não vai a lugar algum!” O tom rouco vociferou. __________________________ Maximilian Salvini, um político e CEO rígido e influente, buscava o apoio de seu avô, um poderoso mafioso, para ganhar as eleições. Giulia perdeu tudo o que tinha e, quando o pai morreu, ela fugiu da cidade logo após ser humilhada devido ao passado de sua mãe. Meses depois de passarem uma noite juntos, Maximilian reencontrou a garota grávida servindo mesas durante um evento. Ele não confiava em Giulia e temia que os seus inimigos usassem a gravidez da jovem para causar um escândalo durante a sua campanha eleitoral na região de Turim, Itália. O homem ambicioso planejava mantê-la em um casamento de conveniência por 365 dias até conseguir o que almejava. Poderia o amor surgir em um relacionamento por interesse?

Capítulo 1 Expulsa de casa

— Como está o meu pai, madrinha? — Giulia desceu as escadas até chegar ao primeiro piso da casa.

— O seu pai precisou de atendimento médico, mas já está se recuperando em casa. — Adelaide respondeu do outro lado da ligação. — Sebastian não queria que eu te contasse, mas ele ficou muito doente nos últimos dias.

— O meu pai está tomando os remédios?

— Estou obrigando ele a tomar todos.

Ambas riram.

— Como vão as coisas na casa de sua tia? — Adelaide perguntou.

Apesar de ser tratada como empregada por Francesca ao longo dos anos e de fugir dos olhares furtivos do novo marido de sua parente, ela procurou forças para focar nos estudos, pois havia prometido ao pai que voltaria com o diploma.

— Tudo está ótimo por aqui. — Giulia mentiu, enquanto olhava para o termômetro na cozinha.

Naquela manhã de inverno, a coluna de mercúrio não alcançava a faixa positiva.

— Cuidado, amorzinho — disse Marco ao abraçá-la por trás.

— Me solta! — Ela se desvencilhou dos braços do marido da tia.

— O que está acontecendo, Giulia? — Adelaide inquiriu durante a chamada.

— Não é nada, madrinha, eu só estou pensando no meu pai — a voz trêmula tratou de disfarçar. — Eu queria contar uma novidade para ele.

Marco se afastou da garota.

— Sebastian está dormindo, tente ligar para falar com ele mais tarde, querida.

— Ok, madrinha. Por favor, avisa ao meu pai que eu fiz a inscrição na universidade e vou visitá-lo daqui a alguns dias.

Giulia cresceu em Arignano, num sítio de uma pequena vila localizada na província de Turim, próximo à fronteira com as belas colinas de Monferrato, no Norte da Itália. Após a morte da mãe, a garota de olhos dourados foi enviada para morar com a tia no Vale de Aosta, uma região do Noroeste da Itália.

— Claro, minha querida! — Adelaide confirmou.

— Até breve, madrinha! — Ela encerrou a chamada quando Marco a pressionou contra a parede.

— Por favor, me deixe em paz!

Persistente, ele usou a força para roubar um beijo de Giulia. Mantendo a boca fechada, ela resistiu o quanto pôde. O estômago embrulhava só de estar perto daquele homem asqueroso.

— Hoje à noite, eu vou visitar o seu quarto! — Ele beliscou a bochecha de Giulia.

Ao ouvir os passos nas escadas, Marco soltou a garota.

Em um arroubo de fúria, Giulia ergueu o braço e colocou toda força quando esbofeteou o rosto do homem de meia-idade.

— Nunca mais faça isso!

— O que está acontecendo aqui? — Francesca apareceu na cozinha como num passe de mágica.

— A sua sobrinha não me respeita, amor.

— Oh, não! — Francesca viu a marca vermelha no rosto do marido. — O que você fez? — Encarou a sobrinha.

— Foi ele quem começou, tia.

— Eu só pedi para a Giulia preparar o meu café, — ele mentiu descaradamente, olhando para a esposa. — A sua sobrinha não precisava ser tão rude comigo.

— Coitadinho! — Francesca acariciou o rosto de Marco. — Vou preparar o seu café da manhã, meu amor.

— Ele está mentindo, tia Francesca. — Giulia revelou. — O seu marido queria me beijar à força.

— Não é verdade, amor, — Marco pôs a mão no rosto. — A sua sobrinha tentou me seduzir e deu um tapa no meu rosto quando eu não quis beijá-la.

— É mentira, tia — os olhos estavam cheios de lágrimas.

— Você é tão suja e mentirosa quanto a sua mãe.

Slapt! Slapt! O som do tapa duplo veio seguido de uma ardência nos dois lados da face de Giulia.

— Quero que você saia da minha casa! — Francesca expulsou a sobrinha. — Você já está abusando da minha hospitalidade.

— Não seja tão dura com a garota, amor. — Marco falou com a esposa. — Acho que ela está arrependida! — Os olhos claros fitaram Giulia.

— Ela já é adulta e já está na hora de cuidar da própria vida.

Giulia pegou uma maçã que estava na bandeja sobre a mesa da cozinha, mas ela foi surpreendida pela mão da tia que segurou em seu punho e tomou a fruta de sua mão.

— Você não comerá mais nada nesta casa — comunicou num tom hostil. — Vá embora!

— Pode me dar alguns dias até receber o pagamento, tia? — Giulia perguntou — O meu carro continua na oficina e eu ainda não encontrei um apartamento.

— Não, você vai sair agora da minha casa, — Francesca enrolou os dedos nas mechas loiras de Giulia

Ela puxou a sobrinha pelos cabelos, levando-a até a sala.

— E quanto aos meus pertences? — Indagou ao tentar se desvencilhar.

— Ficarão como pagamento do aluguel pelos anos que morou aqui. — Marco sorriu e, então, abriu a porta.

A dor no couro cabeludo aumentou quando Francesca tirou alguns fios de seus cabelos após jogá-la na varanda.

— Está muito frio aqui fora, tia — disse a voz trêmula.

Marco desapareceu e, em menos de um minuto, ele retornou.

— O que está fazendo? — Francesca olhou para o marido que trazia agasalhos.

— Ela vai morrer de frio.

Mesmo contra a vontade da esposa, ele jogou o cachecol, a touca, a bolsa e o casaco acolchoado sobre a garota caída no piso de madeira da varanda.

Logo após ficar de pé, Giulia deu uma última olhada para a tia que bateu a porta, trancando-a do lado de fora. Ela se agasalhou e arrumou a alça da bolsa no ombro direito antes de atravessar a varanda. O vento gelado chocou contra a sua pele. Ela deu uma leve tremida e prosseguiu com sua caminhada até a cafeteria.

Aos 18 anos, Giulia dividia o tempo entre os estudos e o trabalho como garçonete, mas nunca esquecia de seu pai.

A garota de cabelos dourados costumava mandar dinheiro para a madrinha comprar os remédios de Sebastian, mas daquele em diante, o salário não seria suficiente. Como iria pagar o aluguel de um apartamento, manter os gastos com a faculdade e auxiliar o pai? Giulia pensou. Ser expulsa de casa não estava nos seus planos.

Giulia prestou atenção nas calçadas molhadas para não escorregar. Deu outra olhada no relógio digital em uma enorme placa que exibia a hora e percebeu que ela estava atrasada.

Giulia apressou os passos para atravessar a rua, mas parou quando um carro de luxo passou numa enorme poça na rua, lançando água em seu corpo. Ela entreabriu os lábios, o corpo estremeceu com o banho gelado. Tirou uma das luvas e passou a mão no rosto para secar. Por uma fração de segundos, estreitou os olhos para os ocupantes da Lamborghini Miura prata, que não paravam de rir.

________________

Ao chegar ao trabalho, a garota tocou na parte dolorida da cabeça, onde a tia arrancou alguns fios. Usando as mãos, ela ajeitou os cabelos que emolduravam o rosto com um nariz afilado e maçãs proeminentes. Após prender num coque no alto da cabeça, tirou o casaco molhado e colocou o uniforme assim que chegou ao vestiário da cafeteria.

— Você se atrasou, — disse a gerente ao vê-la.

— Perdoe-me! — Giulia olhou nos olhos da mulher robusta enquanto seus dedos faziam um laço no avental vermelho. — Eu estava fazendo a minha inscrição para a Universidade. — Giulia forçou o riso ao contar.

Era óbvio que o motivo real do atraso foi o estresse que teve com sua tia e o atual marido; contudo, a garota estava animada para começar o primeiro ano na Universidade.

— E o que tenho a ver com isso? — A gerente da cafeteria perguntou num tom severo. — Vá trabalhar! — Mandou.

Resignada, ela cumpriu a ordem antes que o dia piorasse ainda mais naquele dia.

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