Livros e Histórias de Sarah
A Heroína Esquecida, Meu Noivo Traidor
Eu estava morrendo. Cinco anos atrás, doei um rim para salvar meu pai, mas minha irmã gêmea, Juliana, mentiu e levou todo o crédito. Ela se tornou a heroína da família; eu, a egoísta. Agora, os rins dela estavam falhando. Minha família e meu noivo, Iago, me encurralaram, exigindo que eu doasse meu outro rim. "Se você não doar, nosso noivado acaba. Eu vou ficar com ela", ameaçou Iago. "Você tem dois rins! Que egoísmo é esse?", gritou minha mãe. Meu pai, cuja vida eu salvei, me acusou de ser cruel. Eles me forçaram a ir para a mesa de cirurgia, ignorando meus avisos. Eu tentei dizer a verdade. Que eu só tinha um rim. Que eu já estava morrendo. Mas eles não me ouviram. Para eles, meu sacrifício era apenas um dever. Eu morri na mesa de operação. Mas a cirurgiã, ao me abrir, descobriu não apenas que eu só tinha um rim, mas também o veneno que já me matava. A verdade estava prestes a explodir, e o inferno deles estava apenas começando.
A Vingança Silenciosa da Ex-Esposa
Quando a enfermeira me entregou a certidão de óbito do meu filho, as minhas mãos tremiam incontrolavelmente. Ao meu lado, Diogo, o meu marido, mantinha os olhos fixos na porta da urgência onde a irmã tentara suicídio. Nem um olhar, nem uma palavra para a nossa perda devastadora. A minha voz saiu quebrada: "Diogo, o nosso filho morreu." A resposta dele, fria e distante, foi uma facada: "Eu sei. Os médicos não disseram que foi um acidente?" Um acidente. Sim, um "acidente" provocado pela sua família. Se a sua mãe não me tivesse empurrado escada abaixo durante uma discussão, o meu filho de sete meses ainda estaria seguro dentro de mim. Mas ele, cego pela lealdade à mãe e à irmã, passou por mim, deitada numa poça do meu próprio sangue, para correr para outro quarto. Quando finalmente apareceu no hospital horas depois, foi apenas porque a Eva também estava lá. Ele olhou para o documento da morte do nosso filho como um pedaço de papel sem importância, dizendo: "A Eva precisa de nós agora." A sua família orquestrou a minha queda, a morte do meu bebé. E ele, o meu marido, acreditou nas suas mentiras, ignorando a minha dor. Como poderia o amor sobreviver a tal traição? A sua cegueira e indiferença são imperdoáveis. Quando eu soube que estava grávida, tinha esperança, alegria. Agora, só resta a dor mais profunda. Mas a dor quebrou-me e, ao mesmo tempo, deu-me força. Não sou mais a mulher ingénua que ele despreza. Chega. Eu vou lutar. E eles vão pagar.
Meu Ex-Marido, Meu Inimigo: A Justiça de Lia
O cheiro de desinfetante e o metálico de sangue invadiam-me o nariz, mas a dor mais aguda vinha do coração: tinha acabado de perder o meu bebé. Ao meu lado, Pedro, o meu marido, consolava Sofia, a minha meia-irmã, com uma expressão de preocupação que nunca me dedicaria. "Ela só deslocou o pulso", disse, enquanto eu olhava para o meu ventre vazio. Senti-me a desmoronar. Eles tinham-me feito cair, sabendo que eu estava grávida de sete meses. Foi por causa deles que o meu filho se foi. Mas, em vez de apoio, fui confrontada com acusações: "Para com o drama, Lia! A Sofia caiu por tua causa! Onde está a tua sensatez?" A minha sogra, sem cerimónias, atirou: "Um bebé pode ser concebido outra vez!" A que ponto chegara a minha vida? O homem que devia proteger-me e lamentar a nossa perda, abraçava a mulher que nos destruiu. A minha família, que eu amava, virou-se contra mim. A injustiça era visceral, sufocante. Mas, ao invés de desmoronar, algo dentro de mim solidificou. Peguei no meu telemóvel e disquei para o meu advogado: "Dr. Almeida? É a Lia. Quero iniciar o processo de divórcio imediatamente." Esta não era apenas uma separação; era o início de uma vingança.
O Preço da Traição de um Piloto
Eu estava a polir o troféu de "Piloto do Ano" do meu marido, Leo. Éramos casados há cinco anos, e eu tinha desistido da minha carreira para o apoiar. De repente, o telemóvel dele vibra, e vejo um nome: "Isabela". Era a terceira chamada dela hoje. A mensagem seguinte congelou-me: "Leo, o nosso filho está com febre alta. Estou no hospital." "O nosso filho." Estas duas palavras atingiram-me como um raio. Leo tinha um filho com outra mulher. Ele entrou em casa, sorriu, mas o sorriso desapareceu quando viu o telemóvel na minha mão. "Quem te deu permissão para tocares nas minhas coisas?" A voz dele era dura. Quando confrontei-o, veio a resposta brutal: "Tu és estéril, lembras-te? Não me podes dar um filho, por isso tive de encontrar alguém que pudesse." Ele nem sequer negou. Nem sequer mostrou remorso. Decidi divorciar-me, mas a minha sogra, Dona Elvira, apareceu para me intimidar. "Se insistires neste disparate de divórcio, farei da tua vida um inferno. Vais sair daqui sem nada." Pensei que estava sozinha, destruída. Como pôde a minha vida virar do avesso tão rapidamente? Como pude ser tão cega? Por que é que ninguém se importava com a minha dor? Estava presa num casamento mentiroso, humilhada e sem um tostão. Mas o meu irmão, Tiago, ligou. "Faz as malas, Sofia. Vou buscar-te." Naquele momento, soube que a minha capitulação tinha acabado. Esta não era a minha queda, era o meu renascimento. E eu ia certificar-me de que Leo e a sua família iriam pagar por cada lágrima.
