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Entre a lei e o crime: Isabel Oliveira

Entre a lei e o crime: Isabel Oliveira

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Capítulo 1 Prólogo

Palavras: 1562    |    Lançado em: 19/01/2026

el S

onteiro de relógio; era o calor do sol trabalhando na minha pele. Diante do espelho, admirei a marquinha do biquíni ressaltada no bro

vai pra loja? - A voz de Beto,

ão de gato" espantados. Não houve tempo para o banho demorado que o espelho pedia.

do, eu não me preocupava. Zaya era meu norte, minha matriz e como sempre, eu que sou a preocupação dela, ou melhor deles. À noite, o destino de todos nós era o mesmo,

s de enxada, jegue velho e balde de água na cabeça. Mas, ao meio-dia, o estômago roncou e um silêncio estranho vi

guei para as paredes do ateliê agoniada, se eles não

este estava um furdunço. Rosa, a gerente, parecia à beira de um colapso nervoso, já sem touca, pan

a sumiu! Ficou de mudar

to pra bichinha. Deve ter levado uma surra de pica ontem à noite e não conseguiu levantar da cama! - As meninas da cozinha gargalharam. Eu nunca tive papas na língua

a ela, mas caiu

um prato, ela esquecia o mundo, se desligava de todos,

eu moldava parecia errado, pesado demais. Tentei ligar para Má

foi esse dessa vez que ela não atende o celu

o grave, sem espaço para piadas. - Ela não está no resta

ada soou oca, ele não riu do outro lado, a verdade é que meu cunhado nunca foi muito nervoso, rs

rtamento dela. O cenário era o caos. Os meninos jogados, Mário andando de

le era, não que eu o quisesse para mim, mas era impossível não admirar, um homem bonito da gota, sem contar o que ele

os cabelo pretos desgrenhado, e os olhos percorrendo cada um de nós, c

mais assustadora que já ouvi na vid

entindo um calafrio que nem o sol

a pista, cada canto de amigas, cada rastro de fumaça. Até que o brilho do dia s

e o barulho de máquinas de escrever, eu

el velho e suor. Eu sentia que ia desmoronar a qualquer momento,

lo, não me façam perder tempo! - A v

s meus pulmões. Não por medo, mas por um choque sensori

a com as mangas dobradas até os cotovelos, revelando antebraços robustos e venosos que terminavam em mãos grandes, mãos de quem sabia exatamente como segurar um culpa

primitivo. O rosto tinha ângulos duros, uma mandíbula marcada por uma barba por fazer que lhe dava um

parecimento de Zaya Oliveira - Mário ga

Não era o olhar de quem admirava uma mulher; era o olhar de quem lia um prontuário. Senti me

regada de um sarcasmo ácido. Ele parou na minha frente, e o cheiro dele me atingiu, sâ

elas minhas pernas e se alojou no baixo ventre, me fazendo odiar cada centímetro daquela arrogância dele, como se meu c

o peito dele subia e descia sob o tecido fino da camisa. - E se o senhor fosse metade do

meus olhos. Houve um estalo no ar, uma tensão elétrica que nada tinha a ver com a investigação. Ele era um ignorante, um bruto que parecia não ter um pin

oveu em algo que poderia ser um começo de sorriso ou

ombros que pareciam carregar o mundo. Eu sabia que aquele homem seria o meu maior problema, mas, naquele momen

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