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Apesar do título de nobreza não ter valor legal no Brasil, algumas famílias ainda mantém suas tradições e costumes. É o caso da família Alencastro. Neste cenário, Maria Clara, uma jovem professora e aspirante a freira, órfã, criada entre as irmãs do Instituto Santa Bárbara, é enviada pela madre superiora para trabalhar como babá e educadora no Solar Alencastro, uma propriedade imponente pertencente ao reservado Conde Álvaro Alencastro, um homem cuja frieza só não supera a frieza que reina em sua própria casa. Após a morte misteriosa de sua esposa, um caso envolto em mistério, Álvaro passou a ignorar quase completamente os filhos pequenos. As crianças, carentes e indisciplinadas, já haviam expulsado diversas babás. Ao chegar ao Solar, Maria Clara encontra uma casa cheia de sombras, mistério, regras rígidas e crianças que só querem carinho e atenção. Com sua alegria, sensibilidade, ela vai conquistando cada um deles e desperta algo inesperado no próprio conde, sentimentos que ele jamais experimentou, sobretudo porque seu casamento anterior foi um arranjo de conveniências familiares. Enquanto Maria Clara transforma a vida da família Alencastro, um segredo começa a emergir: A morte da antiga condessa não foi tão simples quanto as aparências sugerem.
No meu aniversário, voltei de viagem esperando uma recepção calorosa, mas encontrei apenas um aeroporto vazio e um silêncio ensurdecedor no meu celular. Ao chegar na cobertura, deparei-me com a cena que partiu meu coração: meu marido, Caio, e minha filha, Iara, brincavam felizes com Adelaide, minha meia-irmã. Eles haviam esquecido completamente de mim. Pior que o esquecimento foi ouvir a voz da minha filha ecoar num vídeo postado nas redes sociais: "A Tia Adelaide é um milhão de vezes melhor que a mamãe. A mamãe é chata." Caio apenas riu, concordando, enquanto partiam para uma festa, deixando-me sozinha no apartamento frio. Naquela noite, fui ao escritório e abri o cofre. Peguei o acordo de divórcio. Com uma caneta preta, risquei o pedido de pensão. Risquei a casa. E, por fim, risquei a cláusula de custódia. Eu não levaria nada. Deixaria eles um para o outro. Fugi para meu loft secreto e reativei minha antiga identidade: "Fantasma", a lendária programadora que sustentava o império do meu marido sem ele saber. Iniciei o protocolo "Terra Arrasada", deletando minha existência digital da vida deles e cortando todo o fluxo de dinheiro. Dias depois, reapareci no Baile do Centenário, não como a esposa submissa, mas como a sócia poderosa da maior empresa de IA do mundo. Quando Caio tentou me agarrar pelo braço, exigindo que eu voltasse para casa, chamei os seguranças e disse a frase que selou nosso destino: "Tirem ele daqui. Eu não conheço esse homem."