Com tanto sofrimento que passou, ela começou a rejeitar a si mesma, mas a esperança ainda persiste e ela terá uma nova chance.
Com tanto sofrimento que passou, ela começou a rejeitar a si mesma, mas a esperança ainda persiste e ela terá uma nova chance.
Os abusos que viveu enquanto crescia foram enormes. Sua avó materna sempre dizia que ela era uma filha indesejada, que a mãe tentou abortá-la ao saber que estava grávida, que a deu ao nascer, que não a amava.
Lisa cresceu temendo sua mãe, que era uma pessoa dura para demonstrar afeição, logo nunca se atreveu a questionar sobre o que sua avó Aurora fazia questão de afirmar. Ela sempre acreditou no que sua avó lhe contava. Ela cresceu achando que realmente era indesejada. Sua infância não foi regada de risos e de bons momentos, sempre via seus pais brigarem, seus irmãos abusaram sexualmente dela durante sua adolescência, apesar de ser comunicativa, nunca conseguiu estabelecer uma amizade verdadeira. Tinha inveja de suas colegas que possuía um relacionamento mais íntimo com suas mães, ela se isolava na escola e em casa.
Seus irmãos além de abusarem sexualmente dela ainda a ofereciam aos seus amigos para que eles se divertissem com ela, uma vez, ela chegou ao ponto de cortar seu pulso após eles terminarem de transar. E por várias vezes pensou no suicídio, sua primeira tentativa foi quando tinha 11 anos, tomou veneno de rato e ainda assim não teve êxito em morrer. Nem a morte lhe quis e tão pouco seu sofrimento acabou, era apenas o começo.
Quando sua mãe viu que Lisa havia tentado cortar o pulso, levou a filha ao hospital da cidade, mas como era uma cidade pequena, apenas fizeram o curativo dando os pontos no pulso e não se aprofundaram e tão pouco perguntaram o porquê de ter feito isso.
Arlindo, pai de Lisa, era pedreiro e também alcoólatra, gastava tudo o que ganhava em bebidas, Laura, a mãe de Lisa, era professora do primário, conseguiu vencer o marido que não queria que ela estudasse e começou a trabalhar numa escola da cidade e pela escassez de professor, Laura passou a trabalhar os dois turnos o que implicava em deixar os 3 filhos sozinhos em casa.
O primeiro filho, Luís, era 5 anos mais velho que Lisa, o segundo filho, Josué, era 3 anos mais velho que ela. Como seus pais trabalhavam, as tarefas domésticas ficavam a cargo das crianças, o mais velho do almoço e os dois mais novos da limpeza da casa. Eles estudavam pela manhã e quando chegavam da escola cada um ia fazer suas tarefas. Lisa não lembra o porque de seus irmãos começarem a abusar dela, ela ainda lembra de Josué tentar lhe proteger de Luís e ainda assim ele também foi um que abusou dela.
Não consegue esquecer a primeira vez, estavam brincando no quintal de sua casa junto a outras crianças da rua e ela se escondeu na casa de ferramentas de seu pai e que ao entrar e fechar a porta não percebeu que ali haviam dois garotos que tamparam sua boca e ali mesmo a violentaram, seus algozes foram seu primeiro irmão e um amigo dele, não houve sangramento, mas houve a dor e por isso ela passou alguns dias sem conseguir andar bem e como os pais estavam fora durante todo o dia não perceberam nada de estranho e com as ameaças que Lisa sofreu ela também não contou nada e para quem iria contar?
Após isso, a brincadeira dos meninos consistia em abusar de Lisa, começou na casa de ferramentas e como não tinha adultos por perto, os meninos nem se preocupavam mais em se esconder, faziam tudo isso dentro da casa de Lisa. Os garotos, na frente de outras pessoas, agiam como se nada de errado tivesse acontecendo, mas no quarto com a Lisa, eles se transformavam em animais ávidos por sexo. Ela lembra que uma vez dois amigos de Luís chegaram a enfiar objetos em sua intimidade antes deles se saciarem.
O tempo foi passando e a rotina de Lisa era de casa pra escola e da escola pra casa. Lisa tentou fugir de casa, mas sua mãe conseguiu encontrá-la e deu uma surra nela, após essa tentativa de fuga ter dar errado, tudo o que Lisa queria era crescer e ir embora dali. Mas sabia que seus pais nunca a deixariam ir se ela não saísse de casa casada e isso era algo que ela já não queria mais. Aos cinco anos assistiu a um filme em que o casal se casavam e fantasiou isso em seu futuro, agora tudo o que tinha era medo de homens e nojo de si mesma.
Lisa a cada dia que passava se sufocava com os sentimentos que tinha a respeito de tudo o que havia vivido e aos 15 anos começou a trabalhar meio período, conseguiu uma bolsa numa escola de informática, Lisa era magra, seios fartos, cabelos longos cacheados, olhos puxados na cor castanhos claros, pele morena clara, lábios vermelhos naturalmente. Por sua capacidade de comunicação para assuntos aleatórios era ótimo e isso lhe rendeu o trabalho, trabalhava pela manhã e estudava à tarde, assim começou a sofrer menos abusos e aos 16 anos, Lisa já não sofria mais abusos de seus irmãos ou amigos deles. Ela adquiriu um comportamento distante, o que lhe trouxe outros infortúnios, a chamavam de besta, esnobe, metida e muitas outras coisas, mas só ela sabia o porquê de agir assim, tentou suicídio outras vezes e todas às outras vezes, falhou e como possuía apenas um objetivo, ela apenas viveu um dia após o outro, ela queria deixar sua família pra trás, se possível, queria uma chance de ser feliz.
Quando criança era elogiada pela família por ser muito inteligente, aos 5 anos sabia ler e escrever, sua capacidade para memorizar os conteúdos era maravilhosa, mas nunca teve apoio quando se tratava de suas escolhas para o futuro. Ela tinha um caderno dos sonhos onde escreveu as profissões que gostaria de formar, médica, advogada, arquiteta, professora, bailarina, antropóloga, violinista, mas tudo o que recebeu foram insultos e palavras que a desmotivaram.
Aos 15 anos terminou o ensino médio e para não ficar muito tempo em casa começou a frequentar a igreja, até quis ser freira, mas sua mãe não deixou. Porém através de um conhecido da igreja ela conseguiu uma vaga para estudar violino e isso iniciou um novo capítulo em sua vida. Também na igreja foi onde ela se apaixonou pela primeira vez, mas manteve isso para si, por mais que quisesse se aproximar, o medo era maior e isso a mantinha afastada do rapaz.
Uma vez, Lisa saiu do trabalho e foi pra uma confraternização da escola de informática e mais uma vez o destino lhe foi cruel, um colega de trabalho que já havia se declarado para Lisa, e ela recusou, colocou um boa noite cinderela em seu suco e a violentou.
Após isso, Lisa caiu no desespero, passou a beber, usou drogas, nada mais tinha sentido, passou a roubar, sua mãe quando descobriu do estupro a culpou dizendo que ela não deveria ter ido à confraternização e que Lisa devia ter se insinuado para o homem, e mais uma vez Lisa tentou suicídio, tentou se enforcar na madrugada seguinte, seu segundo irmão foi quem a encontrou e após esse dia ele começou a cuidar mais dela. Chegou a pedir perdão pelo o que ele fizera no passado, que estava arrependido e que ele foi forçado pelos amigos do primeiro irmão, ou ele fazia isso ou faziam isso com ele.
Lisa não queria ouvir nada, discutiu com ele e depois pegou uma faca e cortou seu pulso novamente e quando ela estava para desmaiar devido à perda de sangue ela viu seus pais se aproximando, pode notar que em seu rosto havia preocupação, mas será mesmo?
Passou alguns dias no hospital e lá descobriu que estava grávida e à medida que os dias passavam ela ficava mais deprimida, acabou sendo internada no hospital psiquiátrico da cidade vizinha. Após duas semanas internada e reagindo bem a medicação recebeu alta e foi pra casa. Ela não falava com ninguém, se recusava, estava no modo automático, não reagia a nada. Após 2 meses ela saiu de casa pela primeira vez, já estava aceitando a gravidez, dizia que a criança não tinha culpa e que faria o seu melhor para que essa criança nunca passasse por nada do que ela passou.
Ela é obrigada a casar com um homem que nunca viu, acredita realmente que pode ser sua chance de ter uma vida feliz e esquecer o inferno que viveu nesses últimos dez anos em que viveu sobre a tutela dos seus tios. Mas não sabia que estava sendo entregue a uma fera, o milionário que vivia recluso na montanha escondendo de todos o seu rosto deformado. Ele precisa de um herdeiro e sabia que ninguém se apaixonaria por alguém como ele, um monstro por dentro e por fora, mas está disposto a pagar uma mulher para se casar e ter o seu filho. Só não esperava que fossem lhe mandar uma garota inocente, linda e tão doce que seria capaz de despertar seu coração.
Às vezes o amor chega disfarçado, na hora menos esperada e na pessoa menos provável. Daniel, aos 40 anos, vive preso à rotina com os três filhos e às exigências de dirigir a empresa da família. Desde a morte da esposa, se fechou numa couraça fria, convencido de que nunca mais voltaria a amar. Deanna, por sua vez, sonha em cantar na ópera. Trabalha meio período, estuda na universidade e está a apenas um ano de alcançar seu sonho. Sua vida muda quando seu amigo Harry pede a ela um favor desesperado: uma antiga tradição familiar o impede de se casar com a noiva, que está grávida, a menos que seu irmão Daniel se case primeiro. O que começa como um acordo para ajudar Harry se transforma em um casamento de fachada entre dois opostos completos. Mas logo a mentira desperta uma atração tão intensa quanto inesperada. Ela devolve a Daniel o calor e a esperança de uma nova família; ele se torna o refúgio e a paixão que Deanna acreditava impossíveis depois de sua última desilusão amorosa. No entanto, eles não estão sozinhos nessa história. Segredos, interesses ocultos e a diferença de idade ameaçam separá-los. Ambos precisarão enfrentar os outros... e os próprios medos. Porque, no fim, o coração sempre tem razões que a própria razão nunca será capaz de entender.
Por três anos, Cathryn e seu marido, Liam, viveram em um casamento sem sexo. Ela acreditava que Liam se enterrava no trabalho pelo futuro deles, mas no dia em que sua mãe morreu, descobriu a verdade: ele a traiu com sua meia-irmã desde a noite de núpcias. Determinada, ela pediu o divórcio, ignorando os murmúrios sarcásticos de que ela voltaria de joelhos. Para surpresa de todos, foi Liam quem ficou de joelhos na chuva. Quando um repórter perguntou sobre uma reconciliação, Cathryn deu de ombros. "Ele não passa de um canalha que apenas se agarra a pessoas que não o amam." Um magnata poderoso a abraçou com carinho. "Qualquer um cobiçando minha esposa terá que se entender comigo."
Todos os dias, o sol fazia o amor do casal, Brandon e Millie, brilhar intensamente, enquanto a lua despertava uma paixão impetuosa. No entanto, quando Brandon soube que Vivian só tinha apenas meio ano de vida, entregou os papéis do divórcio a Millie, murmurando: "É tudo para manter as aparências. Vamos nos casar novamente assim que ela se acalmar." Millie, com as lágrimas já secas no rosto, sentiu seu coração vazio. Assim, o rompimento temporário se tornou definitivo, e ela silenciosamente abortou a criança, iniciando um novo começo. Brandon desabou, incapaz de esquecer a mulher que havia deixado, implorando para que ela olhasse para trás apenas uma vez.
"Por favor, acredite em mim. Não fiz nada!" Thalassa Thompson chorou, desamparada. "Tirem ela daqui imediatamente." Kris Miller, seu marido, ordenou friamente. Ele não se importava que a esposa fosse humilhada na frente do mundo inteiro. O que você faria se o amor da sua vida e a mulher que você considerava sua melhor amiga te traíssem da pior maneira possível? Para Thalassa, a resposta era só uma: ela voltaria mais forte e melhor e faria com que aqueles que a fizeram sofrer se ajoelhassem. Que a batalha comece! ***** "Eu te odeio." Kris sibilou entre dentes, olhando nos olhos dela. Thalassa riu. "Senhor Miller, se me odeia tanto, por que seu pau está tão duro?"
Faltavam três dias para eu me casar com o Subchefe da família Ferraz quando desbloqueei seu celular secreto. A tela brilhava com uma luz tóxica na escuridão, ao lado do meu noivo adormecido. Uma mensagem de um contato salvo como "Probleminha" dizia: "Ela é só uma estátua, Dante. Volta pra cama." Anexada, havia uma foto de uma mulher deitada nos lençóis do escritório particular dele, vestindo a camisa dele. Meu coração não se partiu; ele simplesmente parou. Por oito anos, eu acreditei que Dante era o herói que me tirou de um Theatro Municipal em chamas. Eu interpretei para ele o papel da Princesa da Máfia perfeita e leal. Mas heróis não dão diamantes rosa raros para suas amantes enquanto dão réplicas de zircônia para suas noivas. Ele não apenas me traiu. Ele me humilhou. Ele defendeu sua amante na frente de seus próprios soldados em público. Ele até me abandonou na beira da estrada no meu aniversário porque ela fingiu uma emergência de gravidez. Ele achava que eu era fraca. Ele achava que eu aceitaria o anel falso e o desrespeito porque eu era apenas um peão político. Ele estava errado. Eu não chorei. Lágrimas são para mulheres que têm opções. Eu tinha uma estratégia. Entrei no banheiro e disquei um número que não ousava ligar há uma década. "Fale", uma voz como cascalho rosnou do outro lado. Lorenzo Moretti. O Capo da família rival. O homem que meu pai chamava de Diabo. "O casamento está cancelado", sussurrei, encarando meu reflexo. "Eu quero uma aliança com você, Enzo. E quero ver a família Ferraz reduzida a cinzas."
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