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A Ex Dele, Minha Cama: A Traição Suprema

A Ex Dele, Minha Cama: A Traição Suprema

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Sou uma neurocirurgiã que fatura milhões por ano. Eu sustento meu marido, Ricardo, e a família inteira dele. Durante meses, planejei as férias perfeitas em Fernando de Noronha para todos nós, pagando por cada mínimo detalhe. Dois dias antes da partida, Ricardo soltou a bomba. Ele deu minha passagem de primeira classe para a ex-namorada dele, Amanda. Meu novo itinerário? Uma série de voos em companhias de baixo custo, terminando num teco-teco famoso por seus pousos arriscados. A família dele, que vive do meu dinheiro, concordou. "Você é forte", ele disse. "A Amanda é mais sensível." Minha própria sogra, cujas preocupações com segurança lhe renderam um upgrade para a primeira classe que eu paguei, me disse que Amanda "precisa disso mais do que você". Eu não era família. Eu era apenas o caixa eletrônico deles, e minha vida era um preço baixo a se pagar pelo conforto deles. Naquela noite, encontrei Amanda dormindo na minha cama. A raiva era fria, cristalina. Cancelei a viagem. Congelei as contas deles. E liguei para minha advogada. "Peça o divórcio. E prepare-se para cobrar o empréstimo multimilionário que eles me devem."

Índice

Capítulo 1

Sou uma neurocirurgiã que fatura milhões por ano. Eu sustento meu marido, Ricardo, e a família inteira dele. Durante meses, planejei as férias perfeitas em Fernando de Noronha para todos nós, pagando por cada mínimo detalhe.

Dois dias antes da partida, Ricardo soltou a bomba. Ele deu minha passagem de primeira classe para a ex-namorada dele, Amanda.

Meu novo itinerário? Uma série de voos em companhias de baixo custo, terminando num teco-teco famoso por seus pousos arriscados.

A família dele, que vive do meu dinheiro, concordou. "Você é forte", ele disse. "A Amanda é mais sensível."

Minha própria sogra, cujas preocupações com segurança lhe renderam um upgrade para a primeira classe que eu paguei, me disse que Amanda "precisa disso mais do que você".

Eu não era família. Eu era apenas o caixa eletrônico deles, e minha vida era um preço baixo a se pagar pelo conforto deles.

Naquela noite, encontrei Amanda dormindo na minha cama. A raiva era fria, cristalina. Cancelei a viagem. Congelei as contas deles. E liguei para minha advogada.

"Peça o divórcio. E prepare-se para cobrar o empréstimo multimilionário que eles me devem."

Capítulo 1

Eu nunca pensei que chegaria o dia em que meu marido, Ricardo, trocaria meu assento na primeira classe pela tarifa econômica da ex-namorada dele, especialmente quando era eu quem estava pagando por tudo. Ricardo era personal trainer. Não um personal qualquer, mas um especializado em "bem-estar de boutique", o que significava que ele atendia um punhado de clientes ricos que pagavam uma fortuna por quase nada. Essas férias em Fernando de Noronha foram ideia minha. Um presente meu. Como neurocirurgiã, minhas semanas eram medidas em vidas salvas e faturas milionárias. Minhas mãos, firmes e precisas, ganhavam mais em uma única consulta do que Ricardo em um mês de suas sessões de "bem-estar". A diferença não era apenas gritante; era astronômica. Meu salário de sete dígitos anuais fazia o ganho modesto dele parecer uma piada, um fato sobre o qual raramente falávamos, mas que zumbia sob cada conversa como um ruído de fundo.

Passei meses planejando essa viagem. Meses. Cada detalhe, da villa particular aos passeios exclusivos de barco, foi meticulosamente organizado por mim. Noronha não é um pulo. Exige múltiplos voos, transfers e autorizações. É um lugar onde o luxo encontra pesadelos logísticos se você não souber o que está fazendo. Taxas de preservação, agendamentos, declarações de saúde – eu cuidei de cada pedaço de papelada. Para seis pessoas. Incluindo os pais de Ricardo, Heitor e Cecília, e sua irmã de vinte anos, Juliana. Nenhuma vez qualquer um deles se ofereceu para ajudar. A contribuição deles era simplesmente aparecer com suas malas de grife, cheias de roupas que eu comprei para eles.

Heitor e Cecília moravam na minha casa de hóspedes. Uma edícula enorme e reformada na minha propriedade no Morumbi, que eles chamavam de "anexo". A fortuna de "família tradicional" deles tinha evaporado anos atrás, deixando-os com nada além de um senso de direito e minhas contas bancárias. Juliana, ainda na faculdade, nunca conheceu uma vida sem meu apoio financeiro. As mensalidades da faculdade particular, seu SUV de luxo, seu guarda-roupa infinito – tudo por minha conta. E eu não me ressentia disso. Não de verdade. Eu amava Ricardo. Eu amava a família dele, ou pelo menos a ideia deles. Eu gostava de ser a provedora, aquela que podia realizar seus sonhos de uma vida luxuosa.

Meu trabalho era minha paixão. Meu nome, Doutora Helena Arruda, ressoava na comunidade médica. Eu viajava para congressos, apresentava avanços, salvava vidas. Eu era boa no que fazia, e isso era visível. Tirar uma folga era uma operação em si, exigindo meses de reagendamento de cirurgias e delegação de casos críticos. Meus pacientes dependiam de mim. Quando Cecília expressou "preocupações" sobre a segurança do voo fretado, eu fiz um upgrade para todos para voos comerciais de primeira classe, apesar do custo exorbitante. "Para nossa tranquilidade", ela disse, assentindo com superioridade.

Dois dias antes da partida, Ricardo soltou a bomba. "Helena", ele começou, mexendo no relógio, "a Amanda vai com a gente."

Amanda? A ex-namorada dele? Aquela que o abandonou quando a família dele faliu?

"É. Ela tá passando por uma fase difícil, e mamãe e papai queriam muito que ela fosse. Então, a gente, uh, trocou sua passagem de primeira classe pela dela. Você vai pegar a rota econômica com as outras, uh, conexões."

Meu celular vibrou. Um anexo em PDF. "Rota Econômica Noronha – Helena Arruda." Detalhava uma série de voos em companhias de baixo custo, escalas em ilhas obscuras e um pouso final aterrorizante em um teco-teco, numa pista notoriamente curta e à beira de um penhasco. Eu joguei a última etapa no Google. "Um dos aeroportos mais perigosos do mundo." Mortes anuais. Meu sangue gelou.

Minha voz era um sussurro, carregado de gelo. "Ricardo, pelo amor de Deus, o que você acabou de dizer? Por que a Amanda está vindo? E por que eu estou pegando essa rota da morte?"

Ele deu de ombros, evitando meu olhar. "Ela precisa de um descanso, Helena. E a família... eles se conectam com ela, sabe? Faz muito tempo que ela não se sente parte de nós."

Um nó frio e duro se formou no meu estômago. Não era apenas raiva. Era um ódio primitivo, borbulhando de um lugar que eu não sabia que existia. Meu cérebro repassou as "preocupações de segurança" de Cecília por seu assento na primeira classe. Minha própria segurança, aparentemente, era negociável. Minha vida, descartável.

"Ricardo, você está me dizendo que a Amanda, sua ex-namorada que te abandonou, é mais importante para esta família do que sua esposa? A que pagou por tudo?" Minha voz estava subindo, um tremor nela. Minhas mãos começaram a tremer. Meu maxilar se contraiu com tanta força que senti uma dor aguda nas têmporas. Minha visão se estreitou. "Então, eu tenho que arriscar minha vida em um avião que praticamente voa contra uma montanha, enquanto sua ex-namorada bebe champanhe no meu assento? O assento que eu paguei?"

"Bem, alguém tinha que ceder o assento, Helena", ele murmurou, ainda sem me olhar. "E você é... forte. Você aguenta o tranco. A Amanda é mais sensível."

"Sensível? Ricardo, isso não é apenas desconfortável. Pessoas morrem nessa rota. É um fato conhecido."

"Helena, não seja dramática. É só um voo. Pense nisso como uma aventura! Além disso, é pela família. Você sempre diz que faria qualquer coisa por nós." Suas palavras eram um bálsamo doentio, falhando em acalmar o fogo em minhas veias.

Virei-me para Heitor e Cecília, que estavam convenientemente absortos em uma revista. "Mãe? Pai? Vocês estão ouvindo isso?" Heitor pigarreou, sem levantar o olhar. Cecília ajustou os óculos.

"Helena, querida", disse Cecília, finalmente. "É só um pequeno inconveniente. A Amanda passou por tanta coisa. Ela perdeu todo o dinheiro que investiu, sabe. Ela precisa disso mais do que você. Você é tão forte, vai ficar bem." Seu tom era desdenhoso, condescendente.

Juliana, mexendo em seu novo celular (um presente meu), interveio: "É, Helena. Para de drama. A Amanda é super legal. Você vai chegar lá uma hora ou outra."

Uma risada amarga escapou dos meus lábios. Era um som oco, vazio. "Uma hora ou outra. Certo."

"Então, deixa eu ver se entendi", eu disse, minha voz perigosamente baixa. "Eu organizo a viagem, pago por tudo, sustento todos vocês, e em troca, minha segurança é comprometida, meu conforto é sacrificado, e meu assento de primeira classe é dado a uma ex-namorada que não poderia se importar menos com nenhum de vocês, tudo isso enquanto vocês todos sentam aqui e concordam que isso é perfeitamente aceitável?"

O rosto de Ricardo ficou vermelho. "Helena! Para de fazer um escândalo por nada! A Amanda é da família pra gente, sempre foi!"

"Ela estava aqui antes de você, Helena. Ela nos entende. Nós temos história", ele insistiu, como se história fosse uma moeda válida para a traição. "Uma boa esposa, uma boa pessoa, entenderia. Ela faria o sacrifício pelo bem maior das férias em família", ele terminou, seus olhos me desafiando a discordar.

Nesse exato momento, a porta da frente se abriu. Uma aparição com um look de viagem impecável, uma mala de mão de grife na mão, entrou. Amanda Campos. Juliana praticamente pulou do sofá. "Amanda! Você chegou! Meu Deus, que saudade!" Ela envolveu Amanda em um abraço mais apertado do que qualquer um que já me dera.

O colar de pérolas de Amanda brilhava sob as luzes do hall de entrada. Seu lenço de seda, uma edição limitada de Paris, caía elegantemente sobre seu ombro. Cada detalhe gritava "luxo", um contraste gritante com a "fase difícil" que Ricardo alegava que ela estava passando. "Faz uma eternidade!", Juliana exclamou. "Que horrível que você teve que perder todos os nossos bons momentos nos últimos anos." A implicação pairava pesada no ar: nossos bons momentos, significando os bons momentos que eu paguei. Cecília se levantou, um sorriso genuíno enfeitando seus lábios, um calor que eu não via direcionado a mim há anos. "Amanda, querida! Bem-vinda de volta! Simplesmente não foi a mesma coisa sem você." Eles se reuniram ao redor dela, um círculo fechado, rindo e conversando, me ignorando completamente, a mulher parada no meio de sua própria sala de estar, aquela que tornou tudo isso possível. Eles estavam celebrando o retorno dela, não a minha presença.

O gelo no meu estômago se espalhou, cobrindo todo o meu ser. Não era mais apenas raiva. Era um vazio profundo e arrepiante. Uma clareza. Eu não era a esposa deles. Eu não era a nora deles. Eu era apenas o caixa eletrônico deles, e eles tinham acabado de drenar minha última gota de paciência.

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Mais Novo: Capítulo 10   01-06 21:35
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Capítulo 1
04/01/2026
Capítulo 2
04/01/2026
Capítulo 3
04/01/2026
Capítulo 4
04/01/2026
Capítulo 5
04/01/2026
Capítulo 6
04/01/2026
Capítulo 7
04/01/2026
Capítulo 8
04/01/2026
Capítulo 9
04/01/2026
Capítulo 10
04/01/2026
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