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O Submisso da CEO Mimada

O Submisso da CEO Mimada

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65 Capítulo
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Após o fim de mais um contrato sexual, Laissa D. Chase sente o vazio deixado pela ausência de alguém disposto a se curvar aos seus desejos. Rica, poderosa e acostumada a transformar vontades em ordens, a CEO decide que precisa de um novo brinquedo. Para encontrá-lo, coloca Mariane, sua assistente, em uma situação tão perigosa quanto desesperadora: escolher entre desafiar a mulher que controla sua vida ou entregar um de seus melhores amigos às mãos de uma dominadora tão sedutora quanto assustadora. É assim que Mason Price entra no mundo de Laissa. Expulso de casa, afastado do futebol e precisando de dinheiro para construir o próprio futuro, Mason poderia aceitar a proposta como apenas mais um trabalho. O problema é que ele nunca se ajoelharia diante de ninguém sem ter voz, limites ou liberdade. Ele se recusa a ser o submisso mudo de uma CEO mimada, manipuladora e incapaz de ouvir um "não". Mas dizer não a Laissa D. Chase é muito mais difícil do que ele imaginava. Entre contratos, desejos proibidos e jogos perigosos de poder, Mason percebe que a mesma mulher capaz de arruinar sua vida também pode resolver todos os problemas que ele carrega sobre os ombros. E quanto mais tenta escapar de seu domínio, mais se perde no prazer de pertencer a ela. Laissa acredita que pode comprá-lo. Mason acredita que pode resistir. Nenhum dos dois está preparado para descobrir que, quando desejo, poder e sentimento se confundem, a verdadeira submissão não acontece quando alguém se ajoelha, mas quando já não consegue se levantar e ir embora.

Índice

O Submisso da CEO Mimada Capítulo 1 - 1 -

Havia desejo no olhar dele.

Fúria também.

Paixão.

Arrependimento.

E, escondido sob tudo aquilo, algo perigosamente parecido com amor.

Mas amor da parte de quem?

Laissa deixou o olhar deslizar do rosto de Mason para o corpo alto que avançava alguns passos para dentro do quarto. A luz da lua atravessava as janelas e recortava a silhueta dele contra a escuridão. Ele estava ali. Depois de tudo, estava ali.

Ela tinha dezenas de coisas para dizer. Talvez centenas. Nenhuma parecia adequada.

Ou talvez, pela primeira vez, fosse sua vez de ficar em silêncio e ouvir.

O último encontro dos dois havia terminado da pior maneira possível: sexo, palavras cruéis, uma discussão que se transformara em briga, um tapa, uma porta batida e Mason jurando que nunca mais pisaria no mesmo chão que ela.

Ainda assim, bastara uma mensagem.

Uma ordem curta. Direta. Inconfundível.

E ele voltara.

Mason talvez ainda não entendesse a dimensão daquela ligação, mas já fazia tempo que Laissa também não sabia onde terminava o jogo de domínio e começava alguma coisa muito mais difícil de controlar.

Ela pousou a taça sobre a mesa e se levantou devagar. Pela primeira vez em muito tempo, aproximar-se de alguém lhe pareceu mais arriscado do que dar uma ordem.

- O que trouxe você aqui? - perguntou, a voz baixa demais para combinar com a mulher que fazia salas inteiras se calarem.

Mason soltou uma risada curta, sem humor.

- Pode ter certeza de que não foi a minha moral.

Laissa ergueu o queixo e jogou os cabelos para trás. A arrogância voltou ao lugar como uma armadura perfeitamente ajustada. Era aquilo que o atraía e, ao mesmo tempo, o enlouquecia: a dominadora mimada, autoritária, sensual e imprevisível. Mas ele já tinha visto o suficiente para desconfiar que, atrás de toda aquela força, existia uma mulher que nunca aprendera a pedir para ser amada.

- Não dei permissão para ninguém subir ao meu quarto. Posso chamar os seguranças e mandar colocarem você para fora.

- Então chama. - Mason cruzou os braços. - Me coloca lá fora sem usar aquilo que acha que tem sobre mim.

Os olhos dela se estreitaram.

- Isso é um desafio? Não tenho pena de um submisso qualquer. Posso colocar outro na minha cama quando quiser.

- Ótimo. Então perdi meu tempo vindo até aqui sem ser convocado.

Ele virou. Deu um passo.

- Fique parado.

A voz de Laissa cortou o quarto. Não era súplica. Não era pedido. Era comando.

Mason podia rir. Podia abrir a porta. Podia finalmente provar que nenhuma palavra dela tinha poder sobre ele.

Mas não conseguiu.

Porque queria ficar. E essa era a verdade mais irritante de todas.

Laissa se aproximou até as mãos alcançarem o corpo dele. Tocou-o apenas o suficiente para lembrar aos dois do que existia entre eles, então contornou Mason e parou à sua frente.

- Você não tem permissão para seguir sua vida sem mim, Mason.

Ele descruzou os braços, tentando sustentar uma firmeza que já começava a ruir.

Céus. Quem ele queria enganar? Aquela CEO mimada, alta, gostosa e completamente louca tinha se enfiado na vida dele de um jeito que dinheiro nenhum explicava.

- E para quê eu tenho permissão, então?

O sorriso dela foi lento. Perigoso.

- Para se ajoelhar aos meus pés.

Mason sustentou o olhar por um segundo. Dois. Depois se ajoelhou. Não porque não pudesse ir embora, mas porque, naquele instante, escolheu ficar.

Laissa inclinou-se e encarou o rosto bonito que, contra todas as regras que havia criado para si mesma, começara a despertar nela desejos que não eram apenas sexuais.

- Agora me faça relaxar. Isso é um comando.

Mason respirou fundo.

- Sim... minha mestra.

-

-

-

A pasta negra deslizou pela mesa e parou diante de Laissa.

A xícara que ela levava aos lábios não chegou a tocar sua boca. Com um movimento lento, afastou uma mecha de cabelo, abriu a pasta e folheou os documentos duas vezes antes de erguer os olhos para o homem sentado à sua esquerda.

Já passava das nove da manhã. Seu estômago reclamava por comida e o corpo inteiro carregava as consequências agradáveis de uma noite intensa. As pernas pesadas e as olheiras discretas denunciavam que ela havia dormido pouco. Para Laissa, aquilo teria sido o início perfeito de semana.

Para James, aparentemente não.

- O que significa isso? - perguntou, a voz baixa, rouca e perigosamente calma.

Ela não estava acostumada a receber decisões. Muito menos de um homem que, durante quatro anos, vivera sob regras escritas por ela.

- Você entende de contratos melhor do que eu. Então imagino que saiba exatamente o que significa.

James apoiou a xícara com força sobre a mesa. Laissa deixou o olhar correr pelo peito nu, marcado pelas unhas dela, pelos braços fortes e, por fim, pelos pulsos feridos. As algemas tinham deixado sinais.

- Ah. Entendi. - Ela fechou a pasta. - Não poderia haver marcas. Passe na sala de Mariane mais tarde. Ela providencia o pagamento.

Levantou-se como se quatro anos pudessem ser encerrados com uma assinatura e um cheque.

- Espere.

Laissa parou. O maxilar endureceu. Ela odiava receber ordens.

Virou-se devagar, ainda segurando a xícara, enquanto a brisa que entrava pela casa movimentava o robe ao redor de suas pernas.

- É só isso que você tem para dizer? - James perguntou.

- Você ainda está na minha casa e eu não admito que me dê ordens. E, não, não tenho mais nada a dizer.

- Foram quatro anos, Laissa. Quatro anos. E você simplesmente me manda para a sua assistente? O que eu fui para você?

Por um segundo, alguma coisa passou pelo rosto dela. Sumiu antes que James pudesse identificar.

- Você não tem permissão para me chamar assim. Eu sou a sua mestra. - Laissa deu um passo, obrigando-o a recuar. - E acabou de assinar o encerramento do nosso contrato. Vai receber muito bem pelos quatro anos de serviço.

James abaixou os olhos.

- Serviço...

- Era um funcionário como qualquer outro. Substituível. Descartável. Conseguiu o que queria. Agora saia da minha frente. Amanhã haverá outro no seu lugar.

Laissa se virou antes que o silêncio entregasse qualquer rachadura. Subiu as escadas com a elegância treinada em anos de etiqueta, postura e disciplina. Nenhuma daquelas aulas, porém, a ensinara a continuar elegante quando uma porta se fechava e ela finalmente ficava sozinha.

A xícara de porcelana - uma peça antiga, herdada por gerações - atravessou o quarto e explodiu contra a parede.

O grito veio logo depois.

Fúria. Humilhação. E uma dor que ela jamais admitiria ter sentido.

- Senhorita Chase - Parou no quarto outra vez quando sua empregada ergueu-se medrosa. - Está muito elegante.

Laissa a olhou dos pés à cabeça antes de deixar o quarto. Outra vez desceu aquelas escadas com elegância e cruzou a saída já encontrando a porta do carro aberta. O motorista sequer disse uma palavra, depois de anos e anos trabalhando para aquela mulher, dias que usava roupas pretas era como um luto interno e quanto menos falasse, mais tempo ficaria empregado.

Seant era uma cidade muito bonita, e com a chegada do inverno, o frio se intensificava com mais intensidade, entretanto, o sol continuava queimando mesmo na frieza qualquer pele que ousasse se expor.

Foi calmo prestando atenção no trânsito e deixando que a mulher admirasse a beleza da cidade, sabia que ela gostava disso. Tudo que podia fazer para o dia dela começar bem, ele fez a deixando prontamente na entrada do seu prédio e seguindo para o mais longe possível. Agora a responsabilidade era de outras pessoas.

Seguiu firme por aquele andar e subiu para sua sala. O corredor até ela era extenso, mas o suficiente para se ver longe de todas as outras pessoas presentes naquele lugar. Ter um andar apenas para sua sala foi sua única exigência quando assumiu os negócios da família. Quanto menos gente pudesse ver, melhor para sua mente criativa e elegante.

Passou por sua sala encontrando a assistente diante da mesa.

- Eu preparei seu café - Laissa olhou para uma mesa posta no meio da sala. Isso era bom, pois foi durante o café da manhã que teve sua semana inteira fracassada com poucas palavras e muitos papéis.

Virou em direção à mesa e Mariane correu para aparar a bolsa que a outra carregava junto ao chapéu que foi apenas largado no ar.

- Cancelei toda sua agenda hoje com os clientes menos importantes, mas não consegui desmarcar o jantar com sua amiga. Ela deixou claro que viajará amanhã ao meio-dia. - Parou do outro lado apenas para assistir Laissa.

A elegância em sentar de lado e arrumar seus cabelos antes de buscar pela xícara e uma pitada de açúcar. Em cada pulso uma pulseira que custava no mínimo a sua casa e o carro que comprou após três anos economizando, em seus dedos apenas um anel com uma esmeralda maior que os olhos da dona e nas orelhas esmeraldas em três tamanhos formando uma corrente de cima para baixo, tão elegante e luxuosa para uma manhã escura na vida dela.

E claro, o usual conjunto negro tal como sua alma.

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Mais Novo: Capítulo 65 - 65 -   09-16 11:04
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