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O bebê secreto do alpha

O bebê secreto do alpha

5.0
132 Capítulo
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Sinopse

Índice

Celine Jones, uma poderosa CEO no mundo da construção civil, está enfrentando uma dolorosa desilusão amorosa. Seu maior desejo na vida é ter um filho para preencher o vazio deixado por um amor perdido. Em sua busca obstinada por realizar esse sonho, ela conhece Jordan, um homem enigmático com uma aura misteriosa. Um encontro casual em um bar os une, mas ela parte na manhã seguinte, sem perceber que sua vida mudaria para sempre. Dias depois, Celine descobre que está grávida e, para sua surpresa, percebe que Jordan é o pai de seu filho. Grata por ele ter realizado seu desejo, mesmo que inconscientemente, ela decide manter segredo sobre a paternidade. Anos se passam, e Benjamin, seu filho de um ano e meio, adoece misteriosamente. Os médicos diagnosticam uma forma rara e desconhecida de leucemia, e Celine se vê em uma corrida contra o tempo para encontrar uma cura. Desesperada, Celine descobre que seu sangue não é compatível com o do filho, e sua única esperança reside em encontrar o pai de Benjamin. Quando ela finalmente o localiza, Jordan a ignora e tenta evitar qualquer envolvimento. No entanto, à medida que Celine lhe revela a terrível condição de Benjamin, Jordan confessa seu segredo assustador: ele é um lobisomem, o Alpha de sua alcateia.

Capítulo 1 1.O reencontro

Retornar àquele lugar era como reavivar uma das noites mais intensas da minha vida. Eu não sabia que visitar um local tão distante do meu círculo social, em uma cidade tão pequena, viraria minha vida de cabeça para baixo.

Lembro-me de que, assim que entrei, senti-me deslocada. As pessoas ao meu redor pareciam não notar minha presença, e isso me perturbou no início. Com o tempo, percebi que elas não se importavam com minha origem ou história. Estavam ali apenas para escapar das complexidades do mundo.

Escolhi um banco perto do balcão e pedi ao garçom qualquer bebida forte que pudesse afastar os pensamentos sobre Lionel. Após seis anos de relacionamento, ele decidiu repentinamente que não estava pronto para um compromisso mais sério.

Essa separação me devastou. Meus planos de formar uma família foram reduzidos a cinzas. Aos 36 anos, eu imaginava estar em um relacionamento estável e com filhos à minha volta, mas tudo o que restava era um fim inexplicável em nosso relacionamento.

A música alta preenchia o ambiente, camuflando o tumulto interior que eu estava sentindo. As luzes do bar cintilavam, criando uma atmosfera que poderia ocultar minhas lágrimas, se elas ousassem escapar. Eu só queria um refúgio, um breve esquecimento da minha vida aparentemente perfeita que tinha desmoronado.

O garçom serviu o copo de bebida, e eu tomei um gole, sentindo o calor do álcool percorrer meu corpo. Olhei em volta, observando os rostos desconhecidos que, de alguma forma, compartilhavam minha busca por alívio. Naquele momento, eu me senti estranhamente conectada a eles, todos nós buscando uma fuga de nossos próprios tormentos.

Enquanto eu bebia minha solidão e mágoa, pensava nas minhas expectativas quebradas. Seis anos de dedicação, planos de um futuro juntos, e tudo desmoronou com um simples adeus por mensagem de texto. Eu desejava entender o motivo, algo que justificasse o fim, mas não havia explicações, apenas o vazio e a confusão que agora habitavam meu coração.

Não havia qualquer expectativa para aquela noite, até meus olhos se encontrarem com o de um homem no fundo do bar. Seus olhos eram intrigantes e faiscavam desejo em minha direção. Seu sorriso malicioso acendeu uma fagulha em meu peito e me senti desejada.

Voltei a me virar para o balcão tentando clarear minha mente, o álcool provavelmente estava fazendo um trabalho exemplar. Respirei fundo algumas vezes, até que consegui fazer um novo pedido ao garçom.

"Uma garrafa de água, por favor." ele concordou com a cabeça e voltei a olhar para a mensagem em meu celular.

Minha vontade era de jogar aquele maldito aparelho para longe, mas eu sabia que me arrependeria em seguida. Meus clientes não tinham culpa dos meus problemas pessoais.

"Posso me sentar?" aquela voz fez meu corpo inteiro se arrepiar e minha garganta secar. Era uma voz poderosa, rouca e profunda.

Me virei devagar olhando para o homem que me encarou há alguns minutos atrás.

O ar a sua volta parecia eletrizado, e o seu poder emanava de seu corpo. Ele era forte, com os músculos aparentes e lindas tatuagens tribais subiam por seus braços. Seu rosto era másculo, com um maxilar quadrado e uma barba serrada e os grandes olhos dourados analisavam cada parte do meu corpo sem se intimidar.

"Claro." respondi recuperando minha fala.

"Primeira vez aqui?" ele me encarou e depois se virou para o garçom que chegava com a minha garrafa de água. Ele fez um sinal para o homem que o atendeu prontamente.

"Estou a negócios." falei sorrindo tímida.

Há muito tempo eu não me sentia tão impactada por alguém como naquele momento.

O garçom entregou sua cerveja e seus olhos se fixaram em meus lábios, onde a garrafa estava encostada. Eu observei seu sorriso safado se abrir ainda mais e me ajeitei na poltrona tentando demonstrar meus atributos para ele descaradamente.

"Eu conheço bem essa região, se quiser posso te apresentar alguns comerciantes com quem possa fazer negócios." cruzei minhas pernas, deixando que minha saia subisse um pouco mais.

"A construção civil parece estar avançando aqui nesta região, talvez eu aceite sua proposta." eu mesma não estava me reconhecendo. Meu corpo parecia clamar pela atenção daquele homem.

"É só me dizer o que precisa." ele se aproximou um pouco deixando, sentindo meu cheiro descaradamente. " E posso te apresentar a tudo aquilo que quiser, essa noite." meus pelos voltaram a se arrepiar e mordi o lábio desejando cometer essa loucura, algo que nunca fiz em minha vida.

"Outra proposta tentadora, mas posso confiar em você, senhor...?" mexi em meus cabelos loiros.

"Jordan Reynolds. E você é?" ele estendeu a mão e a apertei instantaneamente.

"Celine Jones" sorri com o aperto forte que ele deu.

" O que acha de sairmos daqui?" observe seu dedo correr por meu braço de forma possessa e gostei da sensação daquele ato.

"Eu acho uma excelente ideia." Jordan me puxou para mais perto, erguendo meu rosto para ele. Ouvi seu peito vibrar com a minha resposta e um rosnado baixo sair de seus lábios.

Sua análise em meu rosto foi minuciosa, procurando qualquer indício de que eu não estava tão confiante sobre aquilo, mas eu tinha certeza. Sabia exatamente como queria terminar aquela noite, mesmo que no dia seguinte eu me arrepende-se.

"Vem!" ele entrelaçou nossos dedos e saiu na frente abrindo caminho pelos outros que agora nos olhavam de forma interessada. Jordan balançou a cabeça para outro homem que estava com ele no fundo do bar e esse fez um sinal para os outros que no mesmo instante pararam de nos encarar.

Sorri com a dominância que aquele homem tinha sobre os seus e pensei como eu queria conseguir fazer isso um dia.

Jordan parou de andar ao lado de um carro prata e se virou para mim, suas mãos me trouxeram para mais perto com agilidade e ele afundou seu nariz em meu pescoço fazendo meus sentidos se aflorarem.

"Eu nunca senti algo como esse aroma." ele sussurrou com uma voz rouca de desejo. Seus dedos se infiltraram por meus cabelos os puxando para baixo fazendo meu rosto levantar em sua direção. "Tem certeza do que quer?" ele questionou, sem me deixar qualquer opção para negar.

"Quero saber o que pode me ensinar." o desafiei e o brilho em seus olhos se intensificaram.

Nossos lábios se encontraram no segundo seguinte e um gemido rompeu meu peito. Era uma necessidade carnal profunda. Um tipo que eu nunca tinha sentido antes. Jordan me encostou no carro e se esfregou com vontade, me provando o quanto seu corpo estava pronto para mim. Ergui uma perna, para melhorar o contato entre nós e ele a segurou com força, rosnando novamente em aprovação.

"Tão saborosa." seus lábios avançaram por meu pescoço e senti uma urgência em me livrar daquelas roupas. Eu precisava de mais. Precisava do contato dele adorando meu corpo.

"Me leve para um lugar onde eu possa me livrar disso." apontei para minha blusa que já estava com os dois primeiros botões abertos. Ele se afastou e abriu a porta do carro me mandando entrar com o olhar.

"Acho que não conseguiremos ir muito longe." Sorri, soltando um suspiro, enquanto meus dedos deslizavam pelos botões da minha blusa, revelando meu sutiã vermelho.

"Olha só quem resolveu aparecer." Então, uma voz familiar me tirou do transe em que me encontrava. Ao levantar meus olhos, lá estava ele, dois anos depois, com a mesma postura enigmática e o mesmo poder dominador.

"Jordan, precisamos conversar", murmurei em um fio de voz, enquanto buscava as palavras certas para explicar por que eu estava ali novamente.

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