Livros e Histórias de Gorgeous Killer
A Noiva Indesejada
A notícia do casamento arranjado do filho do magnata imobiliário, Sr. Eduardo Silva, com uma das jovens Mendes chegou como um trovão, com minha mãe, Dona Beatriz, exaltando Laura como a escolhida. Ouvi tudo do meu canto, um calafrio percorrendo minha espinha, pois eu já tinha vivido aquele dia, uma vida passada que me levou à morte num rio gelado durante meu próprio casamento forçado. Minha mãe decidiu que a "sorte" escolheria, e, convenientemente, Laura tirou o "Cartão da Fortuna", radiante. Mas, a euforia passou, minha mãe me puxou e sussurrou desesperada: "Sofia, minha filha... Você precisa fazer isso. Você precisa ir no lugar da Laura." Ela implorou, dizendo Laura ser fraca e delicada, e que eu, a forte, deveria fazer aquele pequeno sacrifício pela minha prima. Ela prometeu que meu pai, o Dr. Ricardo, me traria de volta quando resolvesse seus casos, uma promessa que na vida passada nunca se cumpriu. A ironia era cortante. Ela me queria forte para o sacrifício, mas nunca para me proteger. A mulher que me enviou para a morte sem hesitar agora pedia novamente. Mas eu voltei. Abri os olhos e estava aqui, de volta ao início de tudo. Desta vez, eu não seria a ovelha levada para o abate. Com um sorriso forçado e a voz mais dócil, respondi: "Tudo bem, mamãe. Eu vou." Desta vez, o sacrifício seria deles.
Renascida das Cinzas: A Vingança de Clara
Estava grávida de sete meses, plena de felicidade na festa da minha sogra em Lisboa. Meu marido Miguel, no centro das atenções, com a irmã Sofia sempre agarrada a ele. As indiretas de Helena, minha sogra, já eram rotina. De repente, fumo e gritos: "Fogo!" O pânico irrompeu. Miguel correu na minha direção, mas parou. A voz forçada de Sofia veio do andar de cima: "Miguel! Ajuda-me! Estou presa!" Mesmo com o meu apelo desesperado, "Miguel! Estou aqui, grávida!", ele fez a sua escolha brutal. "A Sofia tem asma. Ela não sobrevive," ele disse, abandonando-me no incêndio para a salvar. Acordei no hospital, barriga vazia. O bebé partiu. Miguel fingiu preocupação, depois celebrou: "Sofia está bem, coitada." Helena e Sofia vieram, não para consolar, mas para me taxar de "egoísta" por querer o divórcio. Exigiam que aceitasse a escolha dele, ignorando a vida do meu filho. Como pude ser abandonada e culpada pela morte do meu filho? A vida do nosso bebé valia menos que a "fragilidade" encenada de Sofia? Por que ela o chamou, se havia uma saída livre? A dor transformou-se em fúria gelada: isto não foi um acidente. Um bombeiro revelou: Sofia não estava presa, podia ter saído por uma escada sem fumo. A "fragilidade" era uma arma cruel de manipulação. No tablet de Miguel, encontrei provas: um "pacto" traiçoeiro. Contactei a advogada. O meu coração gelou. A guerra tinha acabado de começar.
Clara e o Preço da Traição
A dor fantasma no meu útero me acordou, trazendo à tona o horror de um passado que parecia ter me abandonado. Minha barriga estava lisa, vazia, mas a imagem do meu filho, azul e sem vida, e o cheiro de sangue inundando o quarto ressurgiram com força devastadora. Ali, no limiar da minha morte, estava Clara, minha amada irmã adotiva, com um sorriso vitorioso e palavras que ecoavam: "Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é dela e daquele bastardo por estarem no meu caminho!" Eu havia sido traída, humilhada e vista perecer pelas mãos das pessoas em quem mais confiava: Clara e Lucas, o Quarto Príncipe, meu marido. Mas, de repente, abri os olhos. O sol da manhã entrava pela janela do meu quarto na mansão, e uma criada sorridente anunciou: "Senhora, está grávida." As mesmas palavras que marcaram o início do meu fim, agora o começo da minha segunda chance. Eu renasci. Desta vez, não haveria ingenuidade, apenas uma frieza calculista. O jogo tinha recomeçado e, agora, eu controlaria cada movimento.
A Maldição do Amor Roubado
Eu sempre acreditei que era amaldiçoada. Perdi meus pais em um acidente, sendo criada por parentes que me viam como um fardo. Minha única luz era Sofia, minha melhor amiga, minha irmã de alma. Até que a maldição a encontrou também. Sua morte trágica em um acidente de carro me despedaçou. No dia do funeral, na casa dela, Ricardo, o namorado de Sofia, me encontrou vulnerável. Ele me estuprou. Ali, naquele lugar de luto, ele roubou minha dignidade. A polícia chegou, alertada por um vizinho. Ricardo e seus pais, Helena e Afonso, poderosos e influentes, me pressionaram. Com a acusação pairando no ar, e o peso da influência deles me esmagando, eu fiz o impensável. Olhei para o policial e disse: "Não aconteceu nada. Eu tive um pesadelo." Eu o encobri, protegi meu estuprador. Naquele momento, algo em mim morreu, e algo mais frio e escuro nasceu. A maldição não me seguiria mais. A partir daquele dia, eu seria a maldição.
A Última Vez Que Acreditei
O cheiro a desinfetante ainda estava nas minhas narinas. Minha irmã Ana tinha acabado de sair de uma cirurgia de emergência no hospital. Meu marido, Diogo, estava ali, ao meu lado, no hospital. Mas os seus olhos estavam colados no telemóvel. "A Eva ligou," ele disse, as palavras penduradas no ar como veneno. "O pai dela morreu. E-eu tenho que ir a Lisboa. Ela precisa de mim." Eva. A ex-namorada que ele nunca esqueceu. "E quanto a nós?" minha voz tremeu, enquanto eu jazia, convalescendo. "E quanto à sua mulher e à sua cunhada recém-operada?" A resposta foi um olhar irritado e um adeus apressado. Ele voou para Lisboa para cuidar dela, para ser o seu "amor" no Instagram. A esposa dele, a mulher que o amava, que estava ali, no quarto estéril de um hospital, não merecia nem uma chamada. Ele nem sequer me queria em casa. Queria-me fora, a cuidar de Ana. Pergunto-me, ele realmente não entende? Ou eu finalmente entendi? Olhei para os documentos do divórcio. Quando ele voltasse, não encontraria uma esposa. Encontraria papéis prontos para serem assinados.
O Preço da Paixão Urbana
Eu era Duda, costureira da favela, com sonhos bordados em croquis de moda, e ele era Pedro, meu grafiteiro, a promessa de um amor selvagem que valia tudo. Larguei minha casa, a máquina de costura e o futuro por ele, trocando a segurança pela paixão nas vielas do Rio. Mas o cheiro de tinta fresca deu lugar ao perfume caro, e o som do funk ao burburinho presunçoso de uma cobertura na Zona Sul, onde Pedro, em seu terno de linho, revelou a cruel verdade: eu não era um amor, era uma aposta de cinquenta mil. "Ingênua como o diabo", ele sussurrou, a risada debochada ecoando com o escárnio dos seus amigos ricos, enquanto a chave do carro de luxo brilhava, cegando-me para a humilhação. Eu o encarei, procurando o homem que amei, e só encontrei um vazio frio, a diversão cruel de quem vê um inseto se debater antes de esmagá-lo. Quando ele tentou me arrastar para fora dali, a dor do corte no meu ombro, do nosso "ninho de amor", acordou-me para a fúria. Com a tesoura de costura, a única coisa pontiaguda que eu carregava, cravei-a em sua mão, marcando-o com o sangue que selaria nosso destino: não mais amantes, mas inimigos jurados. "Você é mais selvagem do que eu pensava", ele disse, jogando as notas do táxi aos meus pés, e se virou, me deixando ali, desabada no chão de mármore frio, com o coração em frangalhos. Joga fora como lixo? Sem teto, sem dinheiro, sem esperança, apenas a dor lancinante da traição, a ironia me colocou em um canteiro de obras, construindo prédios de luxo para a construtora da família dele, sobre os escombros da minha própria vida. Meses depois, como um bicho exótico e sujo, ele e seus amigos me viram, e Pedro, em seu carro de luxo, com um sorriso de escárnio, me ofereceu uma nova aposta: uma corrida de carros, onde meu único prêmio seria escapar daquele inferno. Disse que se eu perdesse, faria o que ele mandasse, qualquer coisa, e olhando para a minha vida miserável, eu aceitei, porque não tinha nada a perder. No asfalto da estrada deserta, com as lágrimas misturadas ao suor, a voz dele ecoou no fone, "Duda, freia!", mas eu pisei fundo, o ódio me incendiando, em direção ao penhasco, consciente de que, talvez, eu voaria sozinha. Pois o destino perverso não o levou, e a busca obcecada dele, a culpa doentia, se tornou uma lenda melancólica, o tormento de um fantasma que ele mesmo criou. Através de um convite de noivado, ele descobriu que eu sobrevivi e, invadindo minha festa como um espectro, gritou para todos: "EU PROCUREI POR VOCÊ POR CINCO ANOS!", sem saber que cada cirurgia, cada sessão de fisioterapia, cada passo da minha reconstrução, foi alimentado pelo ódio e pela sede de vingança. Pedro esperou na porta do meu prédio, mas eu não cedi, minha alma congelada pela memória daquela aposta, e um plano cruel começou a tomar forma. "Você quer o meu perdão, Pedro?", eu perguntei, fria, saboreando cada sílaba, e decretei: "Termine seu noivado. Enfrente sua família. Desista de tudo por mim, e talvez, só talvez, eu considere te perdoar." Ele aceitou, sem hesitar. Seu pai, furioso, espancou-o brutalmente, mas, mesmo coberto de hematomas e dor, ele ligou para mim, a voz fraca, mas firme: "Eu fiz, Duda. Eu fiz o que você pediu." Na sala de reuniões, Luana e eu, duas mulheres que ele subestimou, o encaramos enquanto ele sussurrava: "Vocês… foi tudo um plano. Você me usou, Duda." "Usei? Sim, eu usei", eu respondi, fria como aço, "mas há uma diferença fundamental entre nós, Pedro. Eu nunca fingi sentir algo que não sentia. Eu te disse exatamente o que eu queria." Seu rosto se desfez, a última centelha de esperança em seus olhos se apagou enquanto eu o deixava para trás, um monumento quebrado à sua própria arrogância. "Você nunca me amou", disse eu, a sentença final, enquanto fechava a porta para o nosso passado. O toque dele em meu vestido de noiva, tão próximo, fez as cicatrizes em minhas costas arderem com a memória do acidente, mas quando ele se ajoelhou e comeu o sanduíche sujo, confessando sua miséria, o ódio em mim se tornou um vazio pacífico. "Nós estamos quites. Acabou", eu disse, fechando a porta para ele, fechando a porta para tudo. Ele enviou uma fortuna e a escritura de um andar inteiro em seu prédio, um presente de casamento que eu recusei, mas quando Bernardo disse para eu ter aceitado, Pedro estava lá, nas sombras da igreja, olhando para mim. Na Bahia, dez anos depois, minha filha me perguntou por que um homem estava olhando para nós na praia, e minhas cicatrizes não doíam mais, mas a figura distante de um homem barbudo, com uma garrafa na mão, me lembrava de um passado que ele não podia mais tocar.
Tarde Demais Para o Bilionário
Eu era Sofia, uma humilde artesã de cerâmica, e ele, Leo, um homem sem memória que amei incondicionalmente. Vivíamos em nossa bolha de felicidade e simplicidade, ele até tatuou minhas iniciais em sua clavícula. Mas tudo desmoronou quando sua memória voltou. O Leo que eu amava morreu; dele surgiu Ricardo Andrade, um magnata frio e implacável. Ele me ignorava, e sua noiva, Isabella, surgiu para me humilhar sem pudor. O auge veio com a destruição do medalhão da minha avó, a única coisa que me restava. Pior ainda: numa festa, a amiga de Isabella, com um sorriso debochado, esmagou minha mão direita. A mão que me conectava à minha arte, à minha essência, foi brutalmente quebrada. Ricardo, o homem que eu pensei amar, permitiu tudo, assistindo impassível à minha destruição. Como pude ter sido tão ingênua? Por que o amor de mil vidas se transformou na mais cruel das traições? Ele me ofereceu cinco milhões de Reais para "sumir" da vida deles, para proteger sua reputação. Aceitei o dinheiro sujo, engolindo minha ira, prometendo a mim mesma que jamais olharia para trás. Mas o que eles não sabiam é que, das cinzas da humilhação, uma nova Sofia Alves renascerá. E o jogo, para eles, estava apenas começando.
