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A Gordinha dos Militares

A Gordinha dos Militares

5.0
12 Capítulo
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Eliz está prestes a se casar por contrato, para salvar os negócios da família, mas o que não esperava era ser sequestrada por três militares no dia de seu casamento. Esdra, Eliel e Enos, são loucos pela gordinha mais gostosa que viram na vida, e jamais vão deixar ela se casar, nem que para isso tenha que a manter presa, até ela entender que pertence a eles.

Índice

A Gordinha dos Militares Capítulo 1 Me leva de volta

ELIZ HUNT:

A respiração ficava presa em minha garganta. O vestido branco parecia pesar toneladas sobre meu corpo. Como se cada camada de renda e cetim fosse um lembrete do fardo que eu carregava.

Aquele casamento era uma farsa, um teatro montado para que Fábio recebesse sua herança. Eu sabia disso, ele também, e, ainda assim, cada passo em direção à igreja parecia uma sentença definitiva.

No banco do carro, minhas mãos tremiam sobre o tecido macio do vestido. Caroline, ao meu lado, observava meu reflexo pelo espelho retrovisor e suspirava.

- Você ainda pode fugir. - Disse ela, com um tom mais preocupado do que zombeteiro.

Soltei uma risada, olhei para minha irmã e sorri.

- E ir para onde? Aceitei isso. É o certo a se fazer. Por mais que eu quisesse os meus três gostosos, não podia. Assumi esse compromisso com o Fábio e iria até o fim.

Ela virou o rosto para mim e arqueou uma sobrancelha.

- O certo para quem? Para você ou para o Fábio? Deixa de ser tonta, vai dar para os seus machos e acaba com isso.

Não respondi, apenas ri. Como poderia? Eu dei minha palavra e assinado o contrato. Meus sentimentos estavam um caos, mas achava que era melhor assim. Eu e três homens? E tão lindos quanto eles?

Uma hora eles perceberiam que eu não era a melhor opção. São lindos, parecem três gigantes musculosos. E, embora eu me achasse gostosa, sabia que estava acima do peso, e homens como aqueles não ficavam com mulheres como eu.

Mesmo assim, meus pensamentos giravam em torno dos três homens que tomaram conta do meu coração sem permissão.

Eliel, sempre tão protetor, com seu jeito brincalhão e sua lealdade inabalável. Esdra, cuja presença era uma tempestade intensa, cheia de faíscas e desejo reprimido. E Enos, o mais enigmático dos três. Silencioso e observador, mas cujos olhos dizem mais do que as palavras que ele nunca proferiu.

Os três sempre foram grudentos comigo, viviam me mandando mensagens, sempre querendo estar por perto.

Conheci-os quando trabalhavam como seguranças da minha irmã, e desde então, estávamos sempre juntos. Eu passava mais tempo na companhia deles, do que com meu noivo. Mas, desde que anunciei que me casaria, eles se afastaram. Não tinha notícias há uns três meses, e achava que era o certo. Foi bom tê-los por perto, foi ótimo, delicioso até, mesmo que não tivéssemos chegado a transar... e talvez eu nem sobrevivesse a um ato sexual com aqueles três gigantes. Mas acabou. Eu precisava focar no meu objetivo: casar, ajudar o Fábio e provocar minha mãe.

- Você os ama, não é? - Caroline perguntou de repente, quebrando o silêncio.

- Quem? - fingi de desentendida, e ela revirou os olhos.

- Não finja. Estou falando de Eliel, Esdra e Enos. Seus machos.

- Não tem importância. - Murmurei, Caroline riu.

- Pela sua cara de enterro, tem sim.

- Cala a boca. A chata da Lua está tão linda. É ela quem vai carregar as alianças. - Falei da minha sobrinha, filha de Carol, que sorria enquanto mostrava as alianças.

- Chata é você.

- É você. - Retruquei.

- Vai começar, Eliz?

- Essa chata que sempre começa. - Lua mostrou a língua para mim e fiz o mesmo.

- Sério, não sei quem é mais criança. - Carol resmungou.

O carro diminuiu a velocidade e percebi que estávamos quase chegando à imponente igreja onde o casamento aconteceria. A arquitetura grandiosa e os portões dourados já podiam ser vistos ao longe. Cada metro percorrido parecia uma contagem regressiva para o inevitável. Era agora. Eu ia me casar. E meus três gostosos ficariam no passado.

Mas, antes que o motorista pudesse estacionar, um carro preto surgiu de repente, cortando nossa frente. O motorista pisou no freio com força, e Caroline segurou meu braço quando fui jogada levemente para a frente. Seguramos Lua com firmeza contra o banco.

- O que está acontecendo? - ela exclamou, com o olhar atento à cena diante de nós.

Antes que qualquer resposta fosse dada, as portas do outro carro se abriram, e três figuras saíram. Meu coração parou por um segundo quando os reconheci.

Eliel, Esdra e Enos vinham como três tratores em nossa direção. O tempo pareceu desacelerar.

Eles se aproximaram rapidamente do nosso carro e, antes que pudéssemos reagir, a porta ao meu lado foi aberta.

- Venha conosco. - Esdra disse, a voz grave e firme.

- O quê? - Carol exclamou. - Vocês enlouqueceram?

Eliel olhou para mim, seus olhos intensos como sempre.

- Você quer se casar com ele, Eliz?

Abri a boca, mas nada saiu. A resposta estava presa na minha garganta. É claro que eu não queria me casar. Olha para eles, quem, em sã consciência, preferiria um casamento por conveniência, tendo esses três deuses em forma de homem bem à sua frente? Nem a mais louca escolheria diferente. Mas era o que eu tinha que fazer.

Enos se aproximou mais e estendeu a mão. Seu olhar era suave, mas determinado.

Meu coração martelava tão forte que eu conseguia ouvi-lo nos meus próprios ouvidos. Meu olhar encontrou o de Caroline, que parecia atordoada.

- Vou me casar...

- Vai porra nenhuma. - Enos me tirou do carro, ignorando meus protestos.

- Estão malucos? Me soltem!

- Você nos deixa malucos, baixinha abusada. - Eliel disse, abrindo a porta do carro. Fui colocada dentro. Eliel entrou de um lado e Enos do outro. Esdra assumiu o volante.

- O que pensam que estão fazendo?

Tentei passar por cima deles, mas Enos me segurou com facilidade, me prendendo entre ele e Eliel.

- O que acha que estamos fazendo, minha linda? - Esdra disse, ligando o carro e dando partida.

- Acho que estão sendo extremamente malucos! Isso vai dar muitos problemas para vocês.

- Problemas sempre foram nosso sobrenome. E ter mais um por você não faz diferença. Você não vai se casar e pronto.

Enos me olhou com aqueles olhos lindos, escuros, intensos como tempestade. Sua expressão séria sempre me dava um calor entre as pernas. Eles eram todos sexy para cassete. Puta merda.

O silêncio no carro era sufocante. A única coisa que quebrava a monotonia da viagem era o som dos pneus na estrada deserta. Fiquei em silêncio durante todo o caminho, que parecia infinito - o que era bem difícil, já que eu adorava falar.

Meu corpo doía de tanto ficar sentada, minha bunda já estava ficando até quadrada. Aquele caminho não tinha fim. Estavam me levando para o fim do mundo, porra.

Eu fui sequestrada. Apesar de isso ser algo assustador, eu me sentia maluca por achar excitante - ainda mais com meus sequestradores sendo aqueles três. Mas eu precisava fingir estar ofendida. Eu precisava voltar. Tinha que me casar.

Esdra dirigia em silêncio, o rosto sério e focado. Eliel, sentado ao meu lado, parecia relaxado demais para alguém que acabara de arruinar um casamento.

Enos me lançava olhares de tempos em tempos, como se quisesse dizer algo, mas não tivesse coragem.

- Vocês enlouqueceram? - soltei, finalmente, com a voz carregada de fúria.

Eliel riu, sem nem se dar ao trabalho de olhar para mim.

- Finalmente resolveu falar, noivinha?

- Me levem de volta. Agora.

Esdra permaneceu impassível, como se eu nem tivesse falado, apenas dirigindo.

- Você realmente acha que vamos fazer isso? - Eliel debochou. - Acha que vamos deixá-la voltar para aquele idiota?

- Isso não cabe a vocês decidirem. Falei que me casaria. Parem de ser malucos.

Ele se virou para mim, os olhos cintilando com diversão.

- Claro que cabe. Você é nossa.

Meu estômago revirou com aquelas palavras, mas não foi por enjoo... foi por ter gostado demais. E eu podia dizer que quase me excitou. Céus, eu era tão maluca quanto eles.

- Eu não sou de ninguém. - Rosnei, apesar de ter adorado. Eu não podia me deixar vencer. Precisava voltar.

Eliel apenas sorriu, como se minha reação o divertisse ainda mais.

A viagem se arrastou por horas. Meu coração batia forte no peito. A paisagem pela janela já não mostrava mais prédios ou ruas movimentadas. Agora, tudo o que eu via eram árvores, estradas de terra e o céu escurecendo lentamente.

Meu medo aumentava a cada quilômetro que nos afastávamos da cidade. Onde estavam me levando?

Quando o carro finalmente parou em frente a uma casa grande e isolada, minha respiração ficou presa na garganta. Eles tinham realmente planejado aquilo.

Antes que eu pudesse reagir, a porta ao meu lado foi aberta e mãos firmes me puxaram para fora.

- Soltem-me! - tentei me soltar, mas Eliel segurou meu pulso com facilidade.

- Sem escândalos, baixinha abusada.

Eles me arrastaram para o interior da casa. O ambiente era rústico, mas bem cuidado. Os móveis eram de madeira escura, e uma lareira iluminava a sala. Mas nada disso importava. Eu estava sendo mantida ali contra minha vontade... ou quase isso.

Assim que entramos, Esdra trancou a porta atrás de nós.

- Vocês são loucos! - gritei, girando sobre os calcanhares para encará-los. - Acham mesmo que podem me manter aqui?

Esdra cruzou os braços, sua postura rígida e inabalável.

- Sim.

Soltei uma risada incrédula.

- Vou fugir.

Ele ergueu uma sobrancelha. Seu olhar era sempre frio, mas para mim sempre havia um fogo brilhando ao fundo.

- Não vai.

Encarei cada um deles com o coração acelerado. Eliel estava recostado na parede, observando minha reação com um sorrisinho divertido. Esdra permanecia frio e firme. Mas foi Enos quem me fez arrepiar.

Ele me olhava diferente. Seu olhar era intenso, mas não havia apenas desejo ali. Havia algo mais.

Ele se aproximou lentamente, os olhos percorrendo meu corpo.

- Você está linda vestida de noiva, Eliz... - Murmurou com a voz rouca. Engoli em seco. A forma como me olhava parecia me devorar com os olhos e sentir raiva ao mesmo tempo.

Ele se aproximou mais e dei alguns passos para trás. Sua presença enorme me deixava confusa.

- Mas você não estava assim para nós. - Completou.

Antes que eu pudesse reagir, ele agarrou o tecido do meu vestido e, com um puxão firme, o rasgou.

O som do tecido se partindo ecoou no silêncio da casa. Ofeguei, sentindo o ar fugir dos meus pulmões. Minhas mãos voaram para tentar segurar os pedaços do vestido. Meu corpo inteiro tremia.

- Enos!

Mas ele apenas me observava, com aquele olhar predador e cheio de posse. Os três pousaram os olhos sobre meu corpo, agora apenas com a lingerie. Apesar de ser um casamento de conveniência, eu tinha escolhido uma lingerie sexy, só para combinar com a ocasião.

- Agora sim. - Disse calmamente.

Meu corpo estava quente, mas não era apenas de raiva.

- Seu casamento é falso e você está com uma lingerie dessas para a noite de núpcias?

E, claro, meu olhar foi direto para cada um deles. Eu já tinha sentido o pau de todos eles em beijos, em algumas carícias, mas nada além disso. Não tinha visto, por assim dizer, mas eu sabia que aquilo que eles tinham devia acabar com uma mulher. Cada um separado... os três juntos devia ser a morte de uma.

Ai, como eu queria morrer...

Me peguei pensando nisso e quase ri de mim mesma. Aqueles três afetavam meu juízo de um jeito que me deixava louca.

- É minha noite de núpcias. O que acha que eu devia vestir? - resolvi provocar, e o grunhido que eles soltaram me fez arrepiar.

- Não disse que eles eram gays? Que o casamento era por contrato? Apenas para ajudar seu noivo babaca? - Enos quase gritou, me encarando.

- Eles são bissexuais. - Continuei.

- Eliz... - Esdra rosnou, como um aviso.

- Ué, vocês três não queriam me dividir? Meus noivos também.

Adorava ver a raiva e o ciúmes tomar conta daqueles homens.

- Te dividir o caralho! Você é nossa, Eliz, caralho. - Esdra se aproximou de mim, dei um passo para trás, e Eliel veio por trás de mim, me barrando com seu corpo. Enos também se aproximou de forma ameaçadora.

- Essa merda era para eles? - Eliel tocou a alça do meu sutiã.

- Então vai para o lixo também.

Os três rasgaram minha lingerie tão rápido que nem vi.

- Isso tudo é nosso. - Esdra me pegou pela cintura, me levantando à altura deles. - Só nosso, porra.

ELIEL

Ela estava ali, diante de nós, nua e vulnerável, visivelmente excitada, e isso era deliciosamente bom.

Minha boca se torceu em indignação enquanto meus olhos percorriam cada centímetro de sua pele exposta, o peito subindo e descendo rápido, os olhos brilhando com uma mistura de fúria e desejo reprimido.

O vestido de noiva, ou o que restava dele, jazia no chão. Eu devia pisar nessa porcaria e queimar. Ela não devia estar usando isso, não para ele, aquele desgraçado. Não o conhecia, não era íntimo dele, mal o vira algumas vezes, mas para mim ele era o pior ser do mundo, pois estava prestes a se casar com a nossa baixinha abusada.

Ela era nossa desde que trabalhamos na casa de sua irmã, e colocamos os olhos nela. Garota linda, gostosa, cheia de marra e tão carinhosa. Ela era perfeita. E nossa. Nossa e apenas nossa.

Ela pertencia a nós, e era por isso que estávamos ali, não? Para tirá-la de um casamento sem sentido e lembrá-la de quem realmente a queria.

- Você realmente ia usar isso para ele?

Minha voz saiu rouca, carregada de irritação. Eliz ergueu o olhar para mim, desafiadora, mas também ofegante, como se a situação estivesse roubando seu ar.

- Não é da sua conta. - Ela rebateu, estreitando os olhos.

Eu ri, segurei seu rosto entre minhas mãos, os dedos pressionando sua pele quente. Ela tentou se afastar, mas eu não deixei. Nossos rostos estavam próximos, a respiração dela batendo contra meus lábios.

- É, sim, é da nossa conta, porque você é nossa. - Falei e a beijei com paixão. Que saudade daquela boca gostosa.

Foi um beijo feroz, reivindicador, sem dar espaço para ela negar a verdade. Sua boca era quente, macia e, mesmo que ela tentasse resistir no começo, sua língua logo cedeu à minha.

Minhas mãos desceram para sua cintura, apertando-a contra mim. Seu corpo tremia, mas não de medo. Ela queria meu toque. Seu corpo pedia por meu toque, e era tudo o que eu queria dar a ela.

Quando me afastei, seus lábios estavam inchados, os olhos confusos, o peito subindo e descendo rápido. Mas ela não teve tempo de recuperar o fôlego, Esdra já a puxava para si.

Ele a ergueu nos braços, prendendo-a contra seu corpo. As pernas dela automaticamente envolveram sua cintura, e um gemido escapou de sua boca quando ele a pressionou contra si. As mãos grandes dele deslizavam pelas coxas nuas de Eliz, firmes e possessivas, demonstrando seu desejo.

- Você nos quer, marrentinha, admita. - Esdra murmurou contra a pele dela, os lábios descendo para seu pescoço, para os ombros expostos.

Ela arqueou o corpo, mas mesmo no meio do prazer evidente, mordeu o lábio, tentando manter algum controle. Mas nós não íamos deixar.

Assim que Esdra a soltou de seu beijo, Enos tomou seu lugar.

O mais silencioso de nós, mas também o mais intenso. Seu olhar escuro queimava enquanto ele se inclinava sobre Eliz, os dedos acariciando sua pele nua.

- Você deveria estar vestida assim para nós. - Ele sussurrou, os olhos cravados nos dela. - Não para ele.

E então, ele a beijou. Dessa vez, foi mais lento. Profundo.

Como se Enos estivesse tentando marcar cada pedaço dela com sua boca.

As mãos dele exploravam, deslizavam, apertavam.

O corpo de Eliz arqueava sob ele, e mesmo que sua mente quisesse negar, seu corpo já estava completamente entregue.

Eu a observava, fascinado. O jeito como seus dedos se agarravam aos ombros de Esdra, retribuindo aos beijos de Enos, que estava à sua lateral.

Meu pau pulsava em minhas caixas. Encostei mais meu corpo no de Eliz, esfregando meu pau em sua bunda deliciosamente grande, e que me deixava louco cada vez que olhava e pensava. Adorava cada curva de Eliz, mas sua bunda me deixava louco.

Levei minha mão até seu centro ensopado, sentindo meus dedos molhar de tão excitada que minha baixinha estava. Ela nos queria, porra. Por que seguir com esse casamento?

- Olha irmãos, como nossa baixinha está ensopada. - Falei, deslizando meus dedos para dentro de sua carne, entrando tão facilmente devido à sua excitação.

- Deixe-me ver o quanto nos quer, marrentinha. - Esdra trouxe seus dedos junto aos meus. - Caralho, está mesmo ensopada.

Enos também não perdeu tempo e levou sua mão junto à nossa. Dedilhamos e a estocamos, deixando-a louca. Seus gemidos denunciavam o quanto estava amando o nosso toque.

- Você nos quer, Eliz. Diga que nos quer. - Enos disse.

- Não vou dizer nada...

Ela retrucou num gemido. Que baixinha abusada.

Nossos toques se misturavam, nossas mãos exploravam sua boceta perfeita. Os corpos se encaixavam em um desejo intenso, junto com os sons que ecoavam pelo espaço. Um emaranhado de gemidos impossíveis de ignorar.

E então, quando estávamos no ápice, quando o tesão se tornou insuportável e a pele dela queimava contra a nossa, Eliz parou.

Empurrou Enos, afastando-se com um olhar confuso e assustado.

- N-Não. - Sua voz saiu trêmula, ofegante. Seu corpo nu era impossível de ser ignorado. Caralho, como eu queria a minha baixinha.

Nossos corpos estavam rígidos, no limite do desejo, e a frustração nos atingiu como um golpe.

- Eliz? - Esdra rosnou, quase numa súplica.

- Não posso. - Ela sussurrou. - Não assim.

Cerrei os dentes, tentando conter minha frustração. Aproximei-me dela, segurei seu rosto entre minhas mãos novamente, mas, dessa vez, meu toque foi mais suave.

- Você nos quer, Eliz. - Murmurei. - Então, por que está fugindo?

Ela fechou os olhos com força, os lábios tremendo.

- Prometi ao Fábio.

- Prometeu o quê? Se casar? Ficar com um homem que tem outro, por uma promessa boba? Estamos aqui, Eliz. Queremos você, e você nos quer. Qual a dificuldade nisso?

- Por favor, me leva de volta.

- Não. - Esdra retirou sua camiseta e a colocou nela. - Vou preparar algo para comer. Eliel, mostra o quarto para ela. Vai tomar um banho, marrentinha. Vai ficar aqui até entender que é nossa.

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