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MEU MARIDO MAFIOSO

MEU MARIDO MAFIOSO

5.0
16 Capítulo
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SINOPSE Ela escapa das correntes de um casamento forçado, ele trilha um caminho sombrio em busca de vingança pelo assassinato do pai. O destino de ambos colide em um único lugar: a pacata cidade de Oak Ridge. Susan Jones nunca foi dona do próprio destino, até o dia de seu casamento. Prestes a ser vendida como peça de troca em um acordo entre seus pais e um político corrupto, ela faz o impensável: abandona o altar e desaparece. Ela parte para o Texas, sob o anonimato de um jaleco de enfermeira, ela finalmente acredita estar livre das correntes do passado. É quando surge Ethan Miller. Dono de um charme magnético e gerente de um bar recém-inaugurado, Ethan é o refúgio que Susan sempre sonhou. O romance é intenso, o casamento é simples e a vida parece, enfim, perfeita. Mas Susan não sabe que trocou uma prisão por um campo minado. Por trás do sorriso de Miller, esconde-se Ethan Genovese, o implacável herdeiro de um império mafioso. Três anos de felicidade começam a ruir. Viagens repentinas, silêncios prolongados e o rastro de segredos transformam a devoção de Susan em desconfiança. Convencida de que há outra mulher, ela inicia uma investigação por conta própria. Porém, a verdade é muito mais letal que uma traição: Susan está prestes a descobrir que não conhece realmente o homem com quem divide a cama a três anos.

Índice

MEU MARIDO MAFIOSO Capítulo 1 SUSAN JONES

As luzes esterilizadas do Hospital Geral de Chicago pareciam zombar do destino da estagiária de enfermagem Susan Jones. Enquanto ela ajustava o soro de um paciente idoso, por trás da sua simplicidade escondia-se a herdeira de um império em declínio. Filha única de Thomas e Corine Jones, Susan cresceu em um ambiente onde o afeto era medido por status e luxo. Para os Jones, o mundo era dinheiro e luxo. Mas a fonte da fortuna familiar, uma tradicional fábrica de relógios artesanais e uma empresa de aluguéis de carro que outrora fora o orgulho da família, agora enfrentava dias sombrios.

As máquinas silenciavam, os aluguéis de carro não era mais lucrativo, e as dívidas se acumulavam.

Sentindo desesperado, Thomas Jones tomou uma decisão drástica: tratou a própria filha como mercadoria de troca. Em uma sala enfumaçada, ele negociou a mão de Susan em casamento com um influente político viúvo. A proposta veio em uma tarde cinzenta, típica de Chicago. Thomas havia negociado a mão de Susan com o Deputado Arthur Sterling, um viúvo cujas ambições políticas eram tão vastas quanto sua falta de escrúpulos. Para Sterling, Susan era o "troféu de porcelana" que suavizaria sua imagem pública; para Thomas, o casamento era o oxigênio necessário para manter o império respirando.

Susan, no entanto, herdara a tenacidade que seu pai usara para construir negócios. Ao descobrir o arranjo, ela não fez escândalo, mas não se rendeu imediatamente. Em uma jogada desesperada e silenciosa para ganhar fôlego, impôs uma condição: "Só subirei ao altar depois de formada. Meu diploma vem antes da aliança."

Os pais, confiantes de que o tempo voaria a seu favor, aceitaram o acordo. Mas o relógio agora corria contra Susan. A formatura estava marcada para daqui a exatos dois meses, e a festa de noivado já tinha data e local definidos para o dia seguinte à cerimônia.

Então Susan decide usar esses meses para planejar sua fuga definitiva das garras de um casamento com um velho com atitudes repugnantes.

Dois meses depois, o motor do sedã preto murmurava baixo, um contraste absoluto com o turbilhão que devastava o peito de Susan. No banco de trás, a seda branca do vestido de noiva parecia uma mortalha, sufocando-a entre camadas de tule e expectativas que não eram suas. O caminho para a igreja nunca pareceu tão curto e, ao mesmo tempo, tão interminável.

Pelo espelho retrovisor, os olhos cansados e gentis de Paul a observavam. Ele via a maquiagem impecável escondendo a palidez de quem não dormia há semanas, desde que Thomas e Corine Jones decidiram que a felicidade da única filha era uma moeda de troca justa para salvar o império da família.

- Eles não vão me perdoar, Paul!

Sussurrou Susan, a voz falhando.

- O perdão é uma mercadoria cara, senhorita Jones!

Paul respondeu, com sua voz rouca trazendo o conforto de décadas de cumplicidade.

- Sua liberdade não tem preço. Seus pais estão olhando para o dinheiro. Eu estou olhando para você. E o que vejo não é uma noiva, é um pássaro engaiolado.

O Desvio do Destino

Faltavam apenas quatro quarteirões para a igreja, onde o deputado Arthur Sterling, um homem que Susan desprezava com cada fibra de seu ser, a esperava com um sorriso político e um anel de opressão. Paul, no entanto, não virou à direita na Avenida Central. Ele seguiu reto, em direção à zona menos glamourosa de Chicago.

Ele estacionou o carro a uma distância segura, onde o letreiro neon da rodoviária piscava sob a luz do início da noite.

- Chegamos!

Disse ele, desligando o motor. O silêncio que se seguiu foi pesado, carregado de adeus.

Susan olhou para o velho motorista. Ele estava ali quando ela caiu da primeira bicicleta. Agora, ele estava ali para vê-la renascer.

- Paul, eles vão tirar tudo de você. O emprego, a casa...

Susan hesitou, a mão na maçaneta.

- Eu já vivi o suficiente para saber que casas podem ser reconstruídas. Mas uma alma quebrada... essa é mais difícil de consertar.

Paul sorriu, um brilho de rebeldia nos olhos.

- Agora vá. Antes que todos sinta que tem algo errado.

Susan não perdeu mais tempo. Ela alcançou a mochila escondida sob o banco e sua bolsa. Com um movimento ágil, ela abriu a porta. O contraste era surreal: uma noiva deslumbrante saltando de um carro de luxo em meio ao movimento caótico da rodoviária.

- Obrigada, Paul. Por tudo. Eu vou te mandar notícias assim que puder.

- Não mande!

Ele alertou com um aceno.

- Apenas viva feliz menina.

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