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Capítulo 3 Mia - Capítulo 3

Palavras: 2130    |    Lançado em: 14/01/2025

sse acendido uma faísca de adrenalina. Ele confirmara o endereço de um pub em Chinatown, um lugar conhecido por ser frequentado

íade; ele queria que eu investigasse opiniões públicas, que entrevistasse moradores das áreas afetadas pela organização. Mas meu emprego – minha vida em Manhattan, minha independência – dependia de algo maior. Uma entrevista com alguém de

te caiu sobre mim como uma bênção, e lavei os cabelos com meu shampoo de morango, um hábito da adolescência que ainda me ancorava em dias de caos. O aroma doce e familiar encheu o banheiro, misturando-se ao vapor que embaçava o espelho. Saí apressada, envolta em uma toalha felpuda, os cabelos pingando enquanto corria para o quarto. O guarda-roupa era

eu, oferecendo um conselho prático: "Use seu charme, Mia. Toda mulher carrega uma chama feminina dentro de si que atrai os homens. Se fizer dire

uficiente para saber que eu nunca cruzaria essa linha, mas seu comen

s compridas, na cor cinza, que abraçava o corpo sem ser vulgar e continha um decote mínimo. Combinei-a com uma calça preta social, j

meu forte, mas passei um batom levemente avermelhado nos lábios, um toque de cor que me fazia sentir mais viva. Era o suficiente para enfrentar o que estava por vir – ou assim esperava. Caminhei pelo apartamento, murmurando os itens que precisava como um mantra: "Bolsa, bloco de notas, celular, chaves..." Peguei cada um com cuidado, en

havia feito milagres na oficina, e ela parecia renovada, quase debochada, com

S no celular. As ruas de Manhattan passavam em um borrão de luzes neon e táxis amarelos, os arranha-céus erguendo-se como sentinelas de concreto e vidro. Quando cheguei a Chinatown, o cenário mudou: as ruas estreitas eram adornadas com lanternas vermelhas pendur

a e cerveja fresca. O interior era um contraste entre modernidade e tradição, projetado com uma masculinidade crua. Mesas de madeira robusta, polidas até brilharem, estavam dispostas estrategicamente, cercadas por cadeiras de couro preto que pareciam recém-saídas de uma loja de luxo. As paredes, pintadas em tons de carvão e vermelho-sangue, eram adornadas com uma coleção eclética

tadores. Homens ocupavam quase todas as mesas, bebendo, jogando cartas ou conversando em tons baixos. Tatuagens eram visíveis em braços, pescoços e mãos – dragões, carpas

antada na entrada, olhando de um lado para o outro, completamente perdida. Meu plano, tão meticulosamente traç

o-me do balcão negro do bar, tão polido que refletia as luzes como um espelho. Apoiei meu bloco de notas e o celular sobre a superfície, examinando o ambiente com cautela. O barman, uma figura robusta com um av

m um baque. Seus olhos me mediram de cima a baixo, as sobranc

itou, claramente surpreso pela escolha, e eu me perguntei se havia

so de canto surgindo em seus láb

meixa chegou em uma taça elegante, o líquido vermelho-escuro brilhando sob a luz âmbar. Dei alguns goles, o sabor doc

tudando. Pensei em negar, mas ele completou antes que eu pudesse falar: - Se quiser continuar viva,

o, porque ele fez um gesto com a cabe

has. Me diga logo, do que precisa? - rapidamente abri meu

ao. - O barman endireitou a postura imediatamente, seus olhos passando d

i, sentindo um nó no estômago ao ver a expressão de desagrado que cruzou seu

mo a maioria dos presentes, sentado sozinho, encarando

afastar. Senti seus olhos nas minhas costas enquanto caminhava a

escorregou da mão. - Oh! - Tentei segurá-lo, mas a bolsa caiu do ombro, o bloco de notas voou para o chão junto com a caneta, e eu me vi murmuran

constrangimento enquanto me ab

ros e repuxados que me fitavam com um misto de curiosidade e diversão. Seu sorriso, encantador e perigoso, fez meu coração parar por um segundo. Perdi-me por um instante observando seu rosto – terrivelmente bonito

nça parecia impor, rezando para que ele não tivesse notado o quanto eu o encarara. - Que modos os meus!

finidos e uma tatuagem parcial de um dragão em seu antebraço; o suspensório preto de couro que acentuava sua silhueta; o coldre de arma visível na cintura, um lembrete frio de quem ele era. Suas coxas, grossas e impossíveis de ignorar na calça preta, compl

omem. O calor subiu ao meu rosto, e minhas mãos tr

nvite e uma ameaça ao mesmo tempo. Respirei fundo, me perguntando se aind

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