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Casamento de Mentira

Casamento de Mentira

5.0
65 Capítulo
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Sinopse

Índice

Era para ser apenas uma noite de bebedeira, uma transa casual entre dois desconhecidos. Mas os planos de Enzo no dia seguinte eram outros, uma proposta inesperada de casamento, mas não por amor, por um contrato. Valentina, com sua personalidade determinada, jamais se viu casada por contrato, mas os planos que a vida tem para ela não são o que ela espera e se vê obrigada a aceitar. O que ela não espera é que após se casar sua vida muda ainda mais ao descobrir que ele é nada mais e nada menos que o CEO da empresa que trabalha. Quando dois mundos distintos se unem, o que vai prevalecer? Será que um simples contrato de casamento vai arruinar todos os planos que Valentina tem para sua vida ou vai mudá-la completamente e encontrar a felicidade que nunca imaginou ter? E Enzo, será que seu mundo recluso vai se quebrar e seu coração se renderá ao um verdadeiro amor ou será só mais um negócio na vida do CEO com prazo de validade do contrato? Uma coisa é certa, a vida tem mais cláusulas para adicionar nesse contrato que eles nem imaginam…

Capítulo 1 Traída e abandonada

Valentina Tommaso💓

Meus dias se resumem em trabalho e no final do dia o amor. Pode até parecer clichê, mas hoje quero comemorar assistindo a um filme romântico e dormir de conchinha. Quero que ele nunca esqueça essa data.

Eu sempre esqueço de pegar a chave no fundo da bolsa. As mãos cheia de pacotes, eu olho para todo lado e não tinha saída. Coloco os pacotes no chão e virou a minha bolsa de cabeça para baixo, era mais fácil e lá estava a pequena chave dourada. Eu a beijei sorridente, eu ia fazer um jantar para o meu ursão. Quase caí de cara catando as coisas jogadas e jogando de qualquer jeito na bolsa. Por fim abro a porta.

Entro quase sem enxergar, deixando as sacolas no balcão e ainda respiro e quando olho para a pequena sala eu não acredito. Vejo um sutiã jogado e olho para a porta do quarto e a calcinha de renda. "Eu não uso renda."

Caminhei pela sala indo ao encontro das peças jogadas ao chão e chegou à porta do quarto e me assustou ao deparar com um som estranho vindo de dentro.

Ouço gemidos e dou um empurrão na porta, não acredito no que vejo, eu quase caio dura no chão vendo-o a cena. O homem que me prometeu amor, cuida de mim. Eu ainda tento processar, mas só me vem à cabeça o que eu prescindir por ele e o quanto eu me dediquei para dar certa essa relação.

— Maldito! Eu podia sair correndo, mas quero me vingar, eu quero fazê-lo saber o quanto me magoou e me machucou. Eu não pensei em nada, apenas jogo o que consigo alcançar. Mando em sua direção. — Eu fiz tudo por você, eu renunciá a mim por você e o que me deu? Desgraçado. Jogo o vaso e vi a garota correndo, ainda vi nua. — Quero fora da minha vida, eu te odeio desgraçado. Já estou chorando.

— Você me machucou, o que deu em você? Ele ainda ousa me questionar.

— Eu te dei tudo e você fodeu a minha vida. Fora da minha casa e da minha vida eu não quero te ver e se passar na minha frente juro que me vingarei.

Ele ainda tenta se explicar e eu apenas olho para ele com ódio. Eu queria arrancar aqueles cabelos negros e não consigo me controlar. Desci o braço em seu rosto e ainda fecho os olhos, não acredito em mim mesma. Bati em seu rosto e dos dois lados querendo arrancar a pele dele.

— SOME DA MINHA VIDA! Grito já em lágrimas.

Chorando e desabafando toda lágrima que ainda restava em meu corpo. Eu passo os dedos e vejo-o indo. Era um adeus e mesmo ele me traindo ainda estou sofrendo e chorando pelo maldito.

Jogada ao chão do quarto descabelada com a maquiagem borrada de tanto chorar. "Não pode ser verdade, ele me traiu e eu ainda estou sofrendo por ele. Como posso ser tão burra?" O celular jogado ao chão e todos me ligando, eu ainda pego e vejo minha mãe e meu chefe e outro desgraçado.

"Não podia estar acontecendo comigo."

Desabei, desesperei em pedaços, mas eu tinha que continuar. Mas tira as forças de onde? Pego o celular e não acredito que ainda preciso trabalhar no fim de semana para realizar a apresentação.

— Nunca! Grito relendo a mensagem.

"Prepare a apresentação para segunda-feira, então faça o seu melhor trabalho, mostre que você é a melhor, não se esqueça de detalhar todos os detalhes da negociação. E lembre-se: eu não aceito "Não".

Ele tá de sacanagem comigo sério mesmo quando eu abri a mensagem não acreditei tô com meu psicológico todo ferrado ainda terei que fazer apresentação de trabalho na empresa não acredito nisso. E tão mal-educado que nem diz "obrigado" que maldito. Odeio os homens!

Perdi a cabeça, fui até as gavetas dele e pego suas cuecas e jogo tudo pela janela. E me esquecendo do sapato e vejo que ele ainda estava lá a espera do que eu não sei. Pegou o sapato e ainda jogou em sua cabeça e ele gritava lá embaixo.

- Vamos conversar. Ele grita.

— Cara de pau. Eu pego o celular e deleto a mensagem que recebi e grito. — Morra maldito!

Nem ferrando ele está de sacanagem comigo, eu não sou a única funcionária daquela empresa. E como farei isso? Eu acabei com a minha casa, tinha vasos quebrados, roupas pelo chão, a casa é uma bagunça assim como a minha vida que desmoronou.

— Apresentação e o caralho!

Eu ia jogar uma garrafa de vinho e me arrependo e abro e começo a beber. Eu precisava esquecer, mas não conseguia. Meu coração destruído, a única coisa que a minha cabeça me lembrava era que eu fui traída. Me levanto e vou até o espelho e eu estava destruída acabada, eu passo as mãos nos cabelos arrumando no lugar. E respiro após chorar e perceber que eu joguei um ano da vida fora com ele. Deixei de cuidar de mim e da minha vida profissional por ele. Eu não estava acreditando.

— CORNA! A minha cabeça gritava e eu não ia chorar e muito menos me culpa. — A culpa é minha por acreditar no amor.

Mas não ia deixar barato, eu abro o meu pequeno closet e sai catando tudo que era dele e joguei no lixo. As fotos e presentes dada por ele. Após virar meia garrafa de vinho, eu criei coragem e peguei a primeira roupa jogada ao chão. Eu precisava esquecer e saber aonde foi que eu errei? Parei no primeiro bar que encontrei, eu precisava ver gente por que nesse um ano eu me prendi somente em "nós."

Eu ainda olho o lugar e sabia que beber sozinha não era bom. Mas eu queria ficar sozinha e pensar em mim.

— O drinque mais forte para me derrubar. Por favor.

Entre um gole e outro, uma risada falsa e a vontade de chorar arrancar do peito aquela dor, eu já estava amiga íntima do barman, o gostosão com o corpo malhado e o sorriso malicioso. Ainda olhando para seus olhos acastanhados e um rabo de cavalo, eu já estava achando-o ele o próprio "George Clooney" galante e sorria fazendo covinhas. Eu estava perdida em meus pensamentos e odiando pensar no defunto do ex.

— Odeio os homens.

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