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Levado por Seu Amor Traiçoeiro

Levado por Seu Amor Traiçoeiro

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10 Capítulo
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No quinto aniversário da morte do meu pai, descobri que meu noivo, Gustavo, estava tendo um caso com minha irmã, Helô. A traição foi agravada por um segundo segredo, ainda mais devastador: Helô estava grávida do filho dele. Tudo isso, enquanto eu também carregava secretamente um bebê dele. Ele jurou lealdade a mim, chamando a traição de o pecado supremo, enquanto planejava um futuro com ela. Ele a descartou como uma "paixão infantil" na minha cara, e depois correu para o lado dela por uma "emergência familiar". Eu o segui e os vi se abraçarem, ouvi ele prometer a ela fogos de artifício e a minha vida. Eu a vi entregar um presente a ele, e então ele a carregou para dentro. A porta se fechou sobre o segredo deles, e sobre o meu mundo inteiro. Minha irmã então me enviou uma foto do ultrassom dela, me provocando para que eu fosse embora em silêncio. Ela achou que tinha vencido. Mas ela não sabia que eu já tinha feito uma ligação. Três dias depois, enquanto Gustavo estava com uma Helô visivelmente grávida na capela onde deveríamos nos casar, ele viu meu carro passar em alta velocidade. Seu rosto se contorceu em puro horror quando ele percebeu que eu tinha ido embora. Não apenas partido, mas desaparecido completamente. Três anos depois, eu voltei, não mais como sua noiva, mas como a Dra. Cruz, uma estrategista poderosa que ele não podia tocar. E ele era apenas um homem desesperado para ter de volta o que havia destruído.

Índice

Capítulo 1

No quinto aniversário da morte do meu pai, descobri que meu noivo, Gustavo, estava tendo um caso com minha irmã, Helô.

A traição foi agravada por um segundo segredo, ainda mais devastador: Helô estava grávida do filho dele. Tudo isso, enquanto eu também carregava secretamente um bebê dele.

Ele jurou lealdade a mim, chamando a traição de o pecado supremo, enquanto planejava um futuro com ela. Ele a descartou como uma "paixão infantil" na minha cara, e depois correu para o lado dela por uma "emergência familiar".

Eu o segui e os vi se abraçarem, ouvi ele prometer a ela fogos de artifício e a minha vida. Eu a vi entregar um presente a ele, e então ele a carregou para dentro. A porta se fechou sobre o segredo deles, e sobre o meu mundo inteiro.

Minha irmã então me enviou uma foto do ultrassom dela, me provocando para que eu fosse embora em silêncio. Ela achou que tinha vencido.

Mas ela não sabia que eu já tinha feito uma ligação. Três dias depois, enquanto Gustavo estava com uma Helô visivelmente grávida na capela onde deveríamos nos casar, ele viu meu carro passar em alta velocidade.

Seu rosto se contorceu em puro horror quando ele percebeu que eu tinha ido embora. Não apenas partido, mas desaparecido completamente. Três anos depois, eu voltei, não mais como sua noiva, mas como a Dra. Cruz, uma estrategista poderosa que ele não podia tocar. E ele era apenas um homem desesperado para ter de volta o que havia destruído.

Capítulo 1

Ponto de Vista de Carolina:

A mão dele na minha cintura pareceu uma traição antes mesmo de eu ouvir as palavras. Era o quinto aniversário da morte do meu pai, e Gustavo Rios, o homem com quem eu deveria me casar, o homem de quem eu acabara de descobrir que estava esperando um filho, estava discutindo seu caso com minha irmã, Helô. Bem aqui. Bem agora. Na elegância silenciosa da sala de jantar privativa da nossa família, como se meu mundo já não estivesse frágil o suficiente.

Meus dedos instintivamente roçaram o bolso do meu vestido. O pequeno bastão de plástico, guardado ali, de repente pareceu uma arma, ou uma bomba-relógio. Duas linhas rosas. Um segredo que eu planejava sussurrar para Gustavo esta noite, uma frágil esperança na sombra do meu luto. Agora, era apenas mais uma camada de gelo cobrindo meu coração.

Eu tinha imaginado o momento perfeito. Depois do jantar em memória do meu pai, um momento íntimo e silencioso, talvez perto da lareira, contando a ele que estávamos prestes a começar nossa própria família. Um novo começo, uma luz na escuridão perpétua desde que papai se foi.

"Ela está se tornando uma grande distração, não é, senhor?" Roberto, o assessor de maior confiança de Gustavo, murmurou, sua voz alta demais na súbita calmaria da conversa. Ele exibia um sorriso de escárnio que não chegava aos olhos, um olhar que eu conhecia muito bem de anos na política. Era o olhar de um homem que guardava um segredo e gostava disso.

Minha respiração falhou. "Ela"?

Gustavo riu, um som baixo e desdenhoso que irritou meus nervos. "A Helô? Apenas uma paixão infantil. Nada sério. Você sabe como são essas jovens, sempre querendo atenção. Facilmente controlada."

Suas palavras me atingiram como um golpe físico. Facilmente controlada. Ele estava falando da minha irmã. Minha irmã mais nova, Helô. Aquela que sempre viveu à minha sombra, sempre buscou a aprovação de Gustavo, sua atenção.

Ele se virou para mim então, seu braço apertando minha cintura. Seu sorriso era impecável, ensaiado. Mas seus olhos, eles corriam pela sala, nunca pousando nos meus. Era um truque familiar. Um truque de político. Engaje o corpo, desengaje a alma. Eu costumava pensar que era apenas sua ambição, seu foco. Agora eu sabia a verdade. Era apenas ele.

"Carol, meu amor, você está bem?" ele perguntou, sua voz escorrendo uma preocupação melosa. "Você parece um pouco pálida."

Senti meu sangue gelar, virando uma lama em minhas veias. O calor de sua mão, antes reconfortante, agora parecia uma marca de ferro, queimando minha pele. Minha mente, treinada por anos ao lado do meu pai, já estava dissecando suas palavras, o sorriso de Roberto, a sutil mudança na postura de Helô do outro lado da mesa. Era uma máquina política, e eu estava vendo suas engrenagens girarem, me moendo até virar pó.

Meu pai me ensinou a ouvir, não apenas as palavras, mas os silêncios entre elas. Ele me ensinou a ler cada gesto, cada piscar de olhos. Ele me ensinou a estar sempre três passos à frente. E agora, todo o meu treinamento gritava uma coisa: fuja.

Olhei para Gustavo, seu rosto perfeito, seu sorriso carismático. O homem que eu amava. O homem que eu pensava que me amava. Ele era um livro aberto, mas eu estive cega demais, confiante demais, para lê-lo. Ele era uma mentira, lindamente embalada.

Um tremor percorreu minha mão, a que repousava em seu braço. Rapidamente a segurei com a outra, forçando um sorriso que parecia frágil, como gelo fino prestes a rachar. "Só um pouco cansada, querido," eu menti, as palavras com gosto de cinzas. "Foi um dia longo."

Minha decisão foi tomada naquele instante. Não foi um grito. Não foi um confronto. Foi uma resolução fria e silenciosa. Eu iria desaparecer. Não apenas deste jantar, mas da vida dele. E eu não iria apenas embora. Eu o desmontaria, peça por peça, das sombras. Três dias. Era tudo que eu precisava. Três dias para me tornar invisível.

"Claro, meu amor," disse Gustavo, seu sorriso se suavizando, acreditando na minha mentira. Ele se inclinou, pressionando um beijo suave na minha têmpora. Pareceu oco, uma performance para o benefício da sala. Eu quase podia ouvi-lo mentalmente marcando uma caixa. Esposa controlada. Crise evitada.

"Eu ouvi você mais cedo," eu disse, minha voz surpreendentemente firme. "Houve algo urgente com os negócios da família? Você parecia bastante estressado." Eu o observei, procurando por qualquer sinal de desconforto.

Ele se afastou, uma leve carranca vincando sua testa. "Ah, aquilo. Apenas alguns desentendimentos internos menores. Nada para você se preocupar. Você sabe como são as famílias. Sempre algum drama." Ele acenou com a mão, como se estivesse espantando uma mosca.

Ele nem se lembrava do que tinha dito a Roberto, de qual mentira vazia ele deveria se ater. Sua arrogância era um escudo, protegendo-o do inconveniente da verdade, da necessidade de sequer se dar ao trabalho de me convencer. Eu era apenas a Carol, leal e previsível. Eu era apenas alguém a ser controlada.

O ar na sala de repente pareceu denso demais, pesado demais. Estava me sufocando. Eu precisava sair. "Se você não se importa, Gustavo, acho que vou sair por um momento. Tomar um pouco de ar fresco."

"Vá, minha querida," ele murmurou, já voltando sua atenção para um Senador do outro lado da sala. Ele mal me notou sair, já perdido na dança política.

Enquanto eu me afastava, senti os olhares familiares de admiração, os sussurros de "o casal perfeito", "a futura Primeira-dama". Eles viam a fachada cuidadosamente construída, o homem poderoso e sua noiva elegante. Eles não viam a ferida aberta no meu peito, o sangue drenando da minha alma. Eles viam uma mulher no topo do mundo. Eu via uma tola.

Eu acreditei nele, em nós. Eu derramei todo o meu ser em sua carreira, em seus sonhos. Eu sacrifiquei minhas próprias ambições, minha própria identidade, para me tornar a "Sra. Gustavo Rios". Eu pensei que era amor. Era apenas um trabalho, e eu estava sendo terceirizada sem aviso prévio.

Minha mente acelerou, repassando as palavras que ouvi. "Ela está se tornando uma grande distração..." "Apenas uma paixão infantil..." "Facilmente controlada." E então, a voz de Helô, quase um sussurro, tingida com um tom triunfante: "Mas... e o bebê, Gustavo? É seu." O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Helô, grávida do filho de Gustavo. Minha irmã. Meu noivo. A família que eu tinha.

Meu celular vibrou na minha mão, um tom discreto e familiar. Era uma mensagem codificada, um contato antigo. Carlos Bastos. O ex-chefe de campanha do meu pai, um homem que viu meu potencial mesmo quando eu o ignorava. Ele estava me oferecendo uma posição. Uma campanha de alto risco, extraoficial. Ele sempre tentou me puxar de volta para o jogo, para me lembrar do meu próprio poder.

Saí para a varanda isolada, o ar frio da noite um choque bem-vindo na minha pele em chamas. Disquei para Carlos imediatamente. "É a Carolina," eu disse, minha voz tensa. "Estou dentro."

"Carol? Pensei que você estivesse ocupada se preparando para o seu casamento," a voz de Carlos soou, tingida de surpresa. "A última vez que ouvi, você ainda estava bancando a noiva leal."

"Esse capítulo está encerrado," afirmei, as palavras firmes, decisivas. "Estou pronta para trabalhar. Qualquer coisa. Em qualquer lugar. Contanto que seja longe daqui."

"Eu sabia que você tinha isso em você," ele disse, um toque de admiração surgindo em seu tom. "Você sempre foi mais filha do seu pai do que deixava transparecer. Brilhante demais para desperdiçar seus talentos polindo o ego de outra pessoa."

Ele fez uma pausa, depois acrescentou: "Você sabe, esta posição exige que você desapareça. Completamente. Sem contato com sua vida antiga. Tem certeza de que está pronta para isso? Para deixar tudo para trás? Família, amigos..."

A palavra "família" doeu, uma ferida aberta. Eu recuei, um solavanco agudo e involuntário. Família. Meus pais se foram. Minha irmã era uma víbora. Meu noivo, um predador. Que família? Uma risada amarga escapou dos meus lábios, um som áspero e irregular. "Não existe família, Carlos. Não mais."

Meus olhos arderam, uma picada familiar atrás das pálpebras. Pisquei com força, forçando as lágrimas a voltarem. Não era hora para fraqueza. Eu enterrei meus pais, e agora estava enterrando outra parte de mim. O luto acabou. A estratégia começou.

"Preciso do mais alto nível de autorização de segurança," eu disse a Carlos, minha voz agora desprovida de qualquer emoção. Fria, dura, resoluta. "Tudo. Apague-me. Minha pegada digital. Meus registros financeiros. Minha própria existência. Preciso ser um fantasma."

Um longo silêncio do outro lado. "Carol, você entende o que está pedindo? Gustavo Rios tem conexões poderosas. Se você simplesmente desaparecer, ele vai virar esta cidade de cabeça para baixo procurando por você."

Soltei outra risada seca e sem humor. "Deixe-o procurar. Ele não vai me encontrar. Ele me subestimou uma vez. Não terá essa chance novamente." Minha voz baixou, um tom perigoso surgindo nela. "Ele me traiu, Carlos. E não apenas a mim. Ele traiu a confiança que depositei nele, o futuro que imaginei. Ele tirou tudo."

A admissão, nua e crua, pairou no ar. As palavras doeram mais do que eu esperava, uma pontada aguda no peito. Todos aqueles anos, construindo-o, impulsionando-o, ficando ao seu lado. Foi tudo por nada. Menos que nada. Foi pelo caso dele com minha irmã. Minha dor era agora um combustível.

"Então é por isso a mudança repentina de ideia," Carlos murmurou, uma nota de compreensão em sua voz. "Eu sempre soube que ele não era bom o suficiente para você, Carol. Você merece coisa melhor."

"Eu não mereço nada," afirmei categoricamente. "Eu só quero trabalhar. Construir algo meu. Algo que ele não possa tocar. Algo que ele não possa corromper."

"Considere feito," disse Carlos, sua voz firme. "Os detalhes serão enviados para um celular descartável que mandarei entregar esta noite. Não se preocupe com mais nada. Apenas faça uma mala. O carro vai te buscar antes do amanhecer, daqui a três dias."

Uma onda de alívio, fria e desconhecida, me invadiu. Não era felicidade, nem de perto. Era a calma silenciosa de um caminho escolhido, uma decisão tomada. O primeiro passo para me recuperar.

"Obrigada, Carlos," sussurrei. "Por tudo."

Ele simplesmente murmurou em resposta, e então a linha ficou muda. Fiquei na varanda, olhando para as luzes da cidade, uma tapeçaria brilhante tecida com ambição, poder e engano. A cidade de Gustavo. Mas não por muito tempo. Em breve, seria apenas mais um campo de batalha. E eu, Carolina Cruz, estaria pronta.

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