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O Viúvo e a CEO - Doce Surpresa para o Confeiteiro

O Viúvo e a CEO - Doce Surpresa para o Confeiteiro

5.0
187 Capítulo
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Sinopse

Índice

Cada pessoa tem o seu objetivo de idealização, aquele feito que considera ser preciso alcançar para ser completa na vida. Para Rephael Lewis, o maior sonho é a paternidade, mas nem tudo é fácil, e uma mentira mudará para sempre sua vida, justo quando acabará de perder a mulher que tanto amou e com quem desejava compartilhar esse sonho. Angeline Campion, cujo sucesso como empresária não lhe deu o prazer que mais anseia, somente a maternidade é ambição inalcançável. Todavia, seu molde de família ideal impossibilita realizar esse sonho, pois uma amarga traição em seu maior momento de fraqueza, a fez se fechar para o amor. Filhos… um sonho em comum de duas pessoas que não se conhecem, mas cujas vidas vão estar ligadas para sempre. Acaso ou destino? O que irá os unir?

Capítulo 1 Prologo

Angeline

Mais uma vez olho para os papéis que me trouxeram de volta a esperança que havia perdido, e tudo por culpa de um médico que não fez bem seu trabalho.

Depois de dois anos de casamento com Leôncio e sua insistência em termos uma família, aceitei procurar um especialista, só fiz uma péssima escolha no momento de escolher o médico.

Há quase seis meses, fui para uma consulta e sai de lá destruída, com o coração despedaçado após ouvir do médico aquela maldita frase: “Sinto muito, mas a senhora não poderá ser mãe, nem mesmo a fertilização in vitro é possível para a senhora”.

Desde a adolescência, eu sabia de meus problemas, afinal, após meses sofrendo com cólicas terríveis, minha madrasta, Melina, me levou até um ginecologista e lá eu soube o quanto eu era rara, ou em minhas palavras, uma azarada, pois nasci com duas doenças que as chances de ocorrer juntas em uma pessoa, são uma em um bilhão. Eu havia nascido com útero unicorno, o que quer dizer que meu útero tem metade do tamanho normal e apenas uma tuba uterina e um ovário. E também tinha endometriose, que era a causa de minhas cólicas. Para o tratamento, eu tinha que tomar remédios hormonais constantes, que mantinham o problema sob controle.

Essas duas doenças em si já eram difíceis de lidar, mas, eu conseguia levar, pois ainda existia uma pequena esperança de um dia ser mãe. E por conta dos anos de uso constante de hormônios, meu ovário foi atrofiado e por essa razão não poderia mais produzir óvulos. O que causou minha já então infertilidade ainda mais irreversível.

Apesar de estar destruída com a notícia, tentei seguir em frente e Leôncio me deu todo apoio, e isso me fez começar a pensar na proposta que ele vem me fazendo nos últimos três meses: adoção.

Esse seria o melhor modo de termos a nossa tão sonhada família, e apesar de ter sido contra no início, agora venho reconsiderando a ideia, pois sei que existem muitas crianças por aí esperando por um pouco de amor e carinho, e isso nós temos de sobra para dar.

Já fazem anos que sou doadora para dois orfanatos da cidade, cuido de todas as crianças para que nada lhes falte, porém nunca considerei adotar nenhuma. Não é nenhum preconceito, adoraria levar todas comigo, mas a verdade é que sempre sonhei em engravidar.

No entanto, apesar de ter aceitado a ideia de adoção, ao falar com meu irmão, Lohan, acabei por procurar uma segunda avaliação, porém dessa vez fui sozinha para não causar falsar esperanças em meu querido marido.

E foi esse médico que me deu a boa notícia, embora não fosse a perfeita, eu não posso mesmo ter filhos biológicos, mas posso sim fazer uma fertilização, só precisarei usar uma doação de óvulo, que a própria clínica possui.

Deixando os papéis de lado, decido que preciso contar a novidade para Leôncio e não posso esperar até a noite, ainda mais porque pela manhã Leôncio veio com uma ideia nova de auxiliar uma moça gravida e assim vamos poder estar com a criança desde o princípio, e depois que nascer, poderemos adotá-lo e teremos um filho.

Porém agora sei que poderei dar um filho a ele que terá seu sangue, e quem sabe até mesmo depois podemos adotar também, espaço temos de sobra.

Com minha decisão tomada, saio de minha sala e depois de avisar minha secretária que não voltarei mais hoje para o hotel, sigo em direção à empresa de meu sogro, Santiago, onde sei que Leôncio está nesse horário.

Assim que chego à sede da Dirksen, bem no centro de Los Angeles, apenas digo “olá” para as recepcionistas e subo direto para o andar da presidência, onde vou até a mesa de Ruth, a mais nova secretária deles.

— Boa tarde Ruth, como vai?

— Boa tarde senhora Dirksen, em que posso ajudá-la?

— Eu queria fazer uma surpresa para o Leôncio, ele está na sala dele?

— Sim senhora, ele está com o senhor Dirksen, mas a senhora pode ir até lá.

— Obrigada.

Sorrindo, sigo pelo corredor que leva até a sala de meu esposo, mas quando toco na maçaneta, a voz de meu sogro, dizendo meu nome, me faz congelar no lugar.

— …Angeline é orgulhosa, ela não irá aceitar.

Sei que sou orgulhosa, mas nunca pensei que ouviria Santiago falando assim de mim. E o que será que não aceitarei?

— Não se preocupe, meu pai — reconheço a voz de Leôncio. — Ela vai aceitar, Angie me ama e nunca me negaria uma família.

Então se trata da questão da adoção, minha vontade é entrar e dizer o quê vim falar, mas não consigo sair do lugar, pois algo dentro de mim diz que devo ouvir primeiro.

— Espero que esteja certo ou sua tia nos deixará sem absolutamente nada.

O que Ariadna tem a ver com o desejo de Leôncio em construir uma família? E por que ela os deixará sem nada?

— Não se preocupe meu pai, tia Dina foi bem clara em sua regra, ela quer que eu tenha um filho para dar segmento na família, e um filho eu terei.

Então ele não se importa em termos uma família? Está apenas cumprindo uma exigência da tia para garantir a fortuna dela para si.

— Você está se arriscando demais, se Angie descobrir, nunca te perdoará.

O que foi que Leôncio aprontou?

— Acalme-se, Angie jamais saberá.

— Assim espero.

Sem me sentir mais presa, abro com força a porta e encaro dois pares de olhos surpresos.

— Então Leôncio, o que não jamais irei saber? — pergunto com raiva.

— Querida que surpresa lhe ver aqui — Ele vem até mim, mas levanto a mão para fazê-lo parar.

— Eu pensei que sua insistência era pelo desejo de ter uma família comigo, mas agora vejo que tudo não passa de ambição.

— Angie, me deixe te explicar tudo com calma.

— Fale, estou ouvindo — cruzo os braços em defensiva, me preparando para o que ouvirei.

— Eu sempre quis ter uma família, mas há um ano minha tia veio para uma reunião e falou que só me deixaria tudo em herança, se eu tivesse um herdeiro para quem deixar no futuro. Eu não quero perder a empresa e nem a fortuna que irei receber, por isso comecei a insistir mais em tentarmos ter um filho.

Surpreendo-me com sua honestidade, por um momento pensei que ele negaria tudo que ouvi, mas em vez disso, o vejo me contando a verdade. Será que posso o julgar por não querer perder uma herança que sempre julgou ser sua, já que a tia nunca teve filhos?

— Certo, até posso entender isso, mas por que não me contou? E mais importante, por que seu pai disse que você estava se arriscando e eu nunca o perdoaria?

— Estou me arriscando, pois minha tia pode não aceitar a adoção e me deserdar, mas ainda assim, quero ter uma família com você. E ele temia que você ao saber da exigência de minha tia, ficasse com raiva e não me perdoasse por esconder.

Se antes senti que ele me dizia toda a verdade, agora sinto que ele está mentindo e não sei o que fazer.

— Com licença, preciso de um momento.

Sigo até o banheiro privativo da sala e me fecho ali dentro, jogo um pouco de água no rosto para ajudar a me acalmar. Eu vim até aqui para contar que poderei ter um bebê, mas após saber sua mentira, não tenho mais essa confiança em dar um passo tão grande, pois, Leôncio não quer um filho por amor, quer pôr dinheiro.

Em meio as minhas reflexões sobre o que fazer agora que descobri esse segredo de Leôncio, escuto meu sogro dizendo que irá para sua sala, nos deixando a sós para resolvermos a situação. Com isso, decido limpar o rosto e ir conversar com meu esposo, porém, antes que eu saia do banheiro, ouço uma nova voz proferir uma frase que faz meu mundo ruir de vez.

— Leôncio, o bebê está mexendo, venha sentir — É uma voz feminina familiar.

— Lilith, agora não, depois conversamos — Leôncio parece nervoso.

— Olha Leôncio, eu sei que terei que deixar sua esposa ser a mãe desse bebê, mas, eu me importo com ele, e você poderia demonstrar um pouco mais de carinho para com seu filho.

Não pode ser verdade, Leôncio não pode ter me traído dessa forma. E como assim, eu serei a mãe desse bebê, que conversa é essa?

— Lilith, agora não... — sua voz é baixa e reconheço o tom raivoso dele. — Vá pra sua sala e depois conversamos.

— Eu sou a mãe verdadeira de seu filho, poderia me tratar com um pouco mais de respeito.

Já tendo ouvido o suficiente, abro a porta e me deparo com Lilith ao lado de Leôncio, ela me olha com uma expressão assustada, mas o que me chama atenção, no entanto, é sua barriga, essa mulher deve estar grávida de uns cinco meses, o que significa que para esse bebê ser filho de Leôncio, ele me traiu no pior momento de minha vida.

— Agora vejo o que de fato seu pai temia que eu descobrisse; que você é um desprezível desgraçado, que não bastando me trair, ainda queria me fazer assumir esse filho como se não fosse seu.

— Angie, calma, meu amor não é nada disso que você está pensando.

— Eu não sou burra e nem surda, ouvi muito bem o que ela falou, seu filho que eu irei criar, ou melhor iria, pois nunca aceitarei tamanha sem-vergonhice. E não sou seu amor, pois se fosse, você nunca teria sido capaz de me trair de forma tão baixa.

— Amor, me ouça.

— NUNCA MAIS ME CHAME DE AMOR — grito histérica. — Eu poderia esperar uma punhalada nas costas de muitas pessoas, mas nunca do homem que me jurou amor e fidelidade.

— Não é como você está pensando, eu não lhe traí.

— E você chama ter um filho com outra mulher do quê? Uma prova de amor para a sua esposa estéril?

— Se me ouvir irá entender — Leôncio tenta vir até mim, porém, me afasto.

— Não quero ouvir mais nada, o que ouvi hoje já foi mais que suficiente.

— Senhora... — lanço um olhar mortal em direção à fulana, que a faz se calar.

Não consigo sequer olhar em sua direção por mais de alguns segundos, pois vejo em seu corpo àquilo que tanto anseio. E pior ainda, vejo a prova da traição de quem pensei me amar e para quem dei meu amor.

— Você fique quieta que a conversa é entre nós dois, e não irei discutir com uma mulher grávida.

— Angie, você está nervosa, vou te levar para casa e lá conversaremos com calma.

— Não estou nervosa, estou ferida. O que você fez não tem perdão. Se tivesse enfiado um punhal em meu peito teria doído menos.

Respiro fundo para me recompor e não me expor mais do que já fui exposta em frente a esses dois.

— Não temos mais nada a conversar, pois não sou de dar atenção para canalhas do seu tipo. Suas conversas serão com meus advogados a partir de agora. Adeus Leôncio.

Segurando-me para não chorar, saio correndo de sua sala, não suportando ver por mais nem um segundo o rosto dele.

Eu que vim fazer uma surpresa, acabei no final, sendo a mais surpreendida.

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