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Depois de separa (continuação correta)

Depois de separa (continuação correta)

5.0
12 Capítulo
119 Leituras
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Sinopse

Índice

Depois de ser abandonada durante a gestação e trocada por uma mulher 10 anos mais jovem, Gisela precisa de forças para se reerguer. O objetivo é dar a volta por cima e fazer com que o marido se arrependa da terrível decisão que destruiu sua família. Decidida a dar um novo rumo à sua vida, ela encontra em um amigo a força necessária para seguir em uma jornada de autorresgate, porém uma ameaça começa a rondar seu ambicioso plano de uma vida nova: as visitas e investidas constantes de seu ex-marido.

Capítulo 1 O início depois do fim

Ela não tinha mais o frescor da juventude, os 20 anos já haviam passado há tempos e os 36 anos a assombrava. Na realidade era um misto de tristeza e pavor que ela vivia, há dois anos havia sido abandonada grávida, trocada por uma mulher 10 anos mais jovem. Foram dias e noites intermináveis até que pudesse sentir alívio novamente. A dor do desprezo, da rejeição e do abandono deixaram marcas em seu rosto, já estava incomodada com a idade, mas o sofrimento daqueles dias parece ter acelerado o envelhecimento um pouco mais.

Gisela era uma mulher bonita, expressão marcante, cabelos longos e loiros e o corpo já estava em forma novamente. Entrar em uma academia foi um dos concelhos dados pelo terapeuta.

Gisela havia sido casada por 14 anos, não é errôneo dizer que não fora um casamento ruim, porém, ela parecia carregar uma grande carga o tempo todo, já que o marido dia após dia a alertava de que gostaria de se separar a qualquer momento. Desde o dia do casamento ele já parecia distante, agora ela se sentia uma tola por não ter percebido isso antes. Porém era tarde para tentar imaginar qualquer outra atitude que precipitasse toda aquela tragédia.

Ela precisava reagir, levantar, dar a volta por cima e tentar ser feliz, mas a dor ainda acompanhava seus dias. Apesar de todo horror que seu esposo a havia feito passar, Gisela ainda o amava e sentia sua falta. Maurici sempre vinha até sua casa para ver o filho, mas sua frieza o impedia de olhá-la nos olhos, porém, naquela noite, ele estava diferente. Havia ficado 10 dias sem fazer visitas, já que havia viajado por alguns dias com a namorada, uma ninfeta abusada de pernas finas. A viagem havia agravado ainda mais uma dor no peito que Gisela sentia constantemente, era inevitável imaginar os momentos maravilhosos que os dois estavam vivendo na praia.

Mas naquela noite, quando Gisela abriu a porta se deparou com um par de olhos azuis que pareciam sorrir para ela, com cumprimentos cordiais de dois conhecidos educados eles começaram a conversar:

- Como passaram esses dias? Não pude ligar...

- Passamos bem.

Ela respondeu exitosa, já que os últimos dois dias foram praticamente vividos no hospital, pois Noah havia ficado doente.

- Você parece cansada, está á até com olheiras.

Parecia observar demais, falou isso sem tirar os olhos das pernas dela. A visita noturna foi inesperada, Gisela já estava de pijama, apesar de ainda ser início da noite. Um baby-doll bem pequeno, com uma discreta transparência na blusa e um micro short em um tecido leve e macio. Não havia posição que ela ficasse que fosse possível cobrir alguma coisa, os sete meses de academia haviam sido generosos com ela. As pernas, que sempre foram bonitas, estavam bem torneadas e apesar da aparência cansada e sofrida ela era uma mulher muito bonita.

-Sim, estou cansada não durmo há dois dias ... Noah não passou o sábado bem, tivemos que ir ao hospital.

Ela estava sentada em uma pequena poltrona enquanto ele brincava com o menino no chão.

- Nossa... coitadinho do meu filho, eu não sabia que ele não estava bem, sinto muito. Se você quiser deitar um pouco para descansar, eu fico aqui na sala com ele.

Ele realmente pareceu preocupado, ela olhou surpresa para ele e levantou-se demonstrando ter aceito o favor.

- Vou aproveitar então, meia hora que seja de descanso já vai me ajudar. Qualquer coisa pode me chamar, estarei no meu quarto.

O quarto estava um breu, tateou até chegar na cama e deixou seu corpo cair no colchão, estava exausta, se enrolou nos lençóis e com apenas um minuto já estava cochilando. Como ela precisava de um descanso, Noah era um bom menino, mas não estava sendo fácil cuidar de tudo sozinha. Gisela já estava perdendo a consciência quando sentiu algo... era ele, ele estava em seu quarto. Não foi possível falar nada, ele deitou na cama e já tocou em sua intimidade. Não foi um toque romântico, foi voraz, parecia faminto e desesperado por aquilo. Penetrou dois dedos e ela deu um pequeno gemido involuntário

-Você gosta disso?

Ele perguntou enquanto beijava seu pescoço e brincava com os dedos, nossa como ele era bom em fazer aquilo, ela abriu as pernas como sinal de aprovação e logo os dedos foram substituídos. Ele parecia inflamado de tanto desejo, ela não aparentava estar tão diferente.

-Não acredito que estamos fazendo isso, achei que nunca mais isso aconteceria.

Ele não parecia querer muita conversa, com as mãos apertou-a e levantou seu quadril, fazendo o encaixe ficar perfeito, ele sabia que ela gostava daquilo. Ela estava em êxtase, estava tão molhada que ficou preocupada, mas ele parecia gostar ainda mais. Enquanto ele a penetrava com apetite animalesco ele a beijava e chupava seus seios, de repente ele parou... foi interrompido pelos seus pensamentos...

-Nossa, não poderíamos estar fazendo isso... estou namorando outra pessoa.

Que comentário infeliz, Gisela entristeceu e sentiu seu rosto queimar.

-Vamos parar então...

Ela já foi se ajeitando, tentando encontrar a calcinha, mas tomado de desejo ele não deixou, ao invés de penetrá-la novamente ele a beijou nas partes íntimas, chupava tão forte, com tanta vontade que ela não podia impedi-lo, alcançou o clímax ali mesmo, ele sentiu, parecia delirar ao ver ela se revirando de tanto prazer. Agora eles não podiam mais parar, ficaram ali, entregues a desejos, que naquele momento pareciam proibidos, já que ele estava com outra, mesmo ainda estando casado com Gisela.

Apesar de assombrada com diversos pensamentos não era momento de focar naquilo, ela queria mais, precisava de mais. Virou-se, ficando de costas, e parecia oferecer a ele algo que ela sabia que ele amava. Maurici a penetrou novamente, dessa vez segurou seus longos cabelos para trás e enquanto a penetrava beijava seu pescoço e seu ombro.

O filho estava na sala, entretido com um musical infantil e no quarto, seus pais pareciam quebrar regras de um acordo silencioso. Entre suspiros e gemidos eles se completaram mais uma vez, os corpos estavam suados, mas, não queriam parar, ficaram ali se ardendo em um reencontro que jamais foi imaginado, por nenhuma das partes. Finalmente quando já não aguentavam mais ele cedeu ao ápice daquele ato. Descansou ainda encima dela e depois quebrou o silêncio daquele intenso momento;

-Não vai contar isso para ninguém, eu não vou deixar minha namorada para voltar com você.

Gisela sentiu um misto de tristeza e fúria;

-Vai embora daqui, fique tranquilo porque não vou contar para ninguém, para mim, seria uma vergonha!

Ele se vestiu, e não pareceu arrependido com o que havia acabado de falar. Ainda insistiu mais duas vezes para que ela jamais contasse sobre aquele momento para alguém. Depois de dar um beijo no filho, que havia adormecido no carrinho, saiu batendo a porta de despedindo-se apenas com um “tchau”.

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