Livros e Histórias de Huang Xiao Huai
Casamento de Mentiras: O Preço Amargo
Durante cinco anos, acreditei que meu casamento com Fábio era uma fortaleza. Para o mundo, ele era um homem frio, mas para mim, era tudo. Até que descobri a verdade: eu era apenas um escudo para ele proteger seu verdadeiro amor, Priscila. Ele não só me traiu, como também roubou a agência que construí do zero e a entregou para ela. O golpe final foi descobrir que ele sacrificou nosso filho para salvá-la de uma falsa emergência. Meu mundo desabou. O homem que eu amava não só me traiu, como também era o assassino do nosso bebê. Então, no meu aniversário, fiz um último pedido: um passeio de balão ao amanhecer. Enquanto o balão subia, enviei um e-mail agendado com todos os seus segredos. Depois, sem hesitar, atirei no balão. Minha morte seria seu julgamento final.
O Preço da Lealdade: Humilhação Pública
A notícia explodiu como uma bomba: meu nome, minha foto, meus dados pessoais e de corrida, tudo exposto na dark web. Era eu, Ricardo, um piloto de Fórmula 1, um dos nomes mais promissores do Brasil, valendo menos que um carro usado. A raiva me queimava: como pude ser tão ingênuo? Então, ouvi as vozes dela, Sofia, minha noiva, e de Pedro, seu meio-irmão, do outro lado da porta. "Ele mereceu", Sofia disse, sua voz que antes era música, agora vidro quebrado. "Ele não passa de um cachorrinho que a gente adotou", Pedro riu. "Ele é só o cachorro da família, útil enquanto nos serve, mas quando late demais, a gente precisa colocar na coleira." Cachorro. Eu, que me arrisquei tanto por eles, que coloquei os interesses da família dela acima dos meus, eu era só um animal de estimação. "Vender por milhões seria um elogio, mas vendê-lo por trocados, expô-lo como um produto barato, isso o destrói por dentro, é uma humilhação que dinheiro nenhum compra, isso é mais doloroso do que qualquer surra." Cada palavra era um prego no meu caixão emocional. Eles não me queriam apenas humilhado, eles me queriam aniquilado. Mas, deitado ali, quebrado e traído, uma nova e sombria determinação cresceu em mim. "A partir de hoje, eu sou um cão de rua", e cães de rua aprendem a morder de volta.
Coração Dilacerado, Alma Libertada
Kael, o Senhor do Abismo, me chamava de seu tesouro mais precioso, a única luz em seu reino sombrio. Ele trançava meus cabelos prateados todas as manhãs com suas mãos fortes e eu cuidava da Flor da Alma, um presente do meu amor por ele. Tudo ruiu quando ele retornou de uma batalha, não sozinho, mas com Lira, uma mulher frágil com quem ele demonstrava a preocupação que antes era minha. Ele a carregava nos braços, e na última noite em que dormimos juntos, não veio ao nosso quarto. Lira adoeceu e ele exigiu que eu entregasse pétalas da Flor da Alma, mesmo sabendo que cada uma drenava minha força vital e me deixaria doente por meses. Com meu corpo enfraquecido e meu coração dilacerado, ouvi Kael confessar: "Elara... Elara sempre foi apenas uma guardiã para a flor. Seu propósito está quase cumprido." Eu não era seu tesouro, mas uma ferramenta descartável. A dor física se tornou insignificante diante do vazio gelado em minha alma. Como ele pôde me usar assim? Como pôde fingir amor por séculos? As palavras dele, seu beijo com Lira, a humilhação pública: tudo era um preço pequeno a pagar? Decidi ir embora, não para outro reino, mas para o Rio do Esquecimento, o único lugar de onde ninguém retorna. Eu, Elara, preferia ser apagada a viver um segundo a mais como a tola de um deus. Minha partida seria o que ele menos esperava.
O Silêncio de Uma Morte Anunciada
Quando o médico me disse que a minha filha, a pequena Sofia, estava morta, o mundo à minha volta silenciou. Eu tinha-a levado para o hospital com febre alta, enquanto o meu marido, Pedro, estava em casa da mãe dele, a cuidar de um tornozelo torcido que, afinal, nem sequer estava inchado. Liguei-lhe dezenas de vezes. Nenhuma resposta. Quando finalmente atendeu, a sua voz transbordava irritação: "O que foi, Ana? Já não te disse que a minha mãe precisa de mim? Ela não para de se queixar das dores. Não posso sair daqui agora." Eu sussurrei: "Pedro, a Sofia..." Ele interrompeu com rispidez: "O que é que se passa com a Sofia? A febre baixou? Não faças um drama por tudo!" Mesmo depois de eu, com uma calma assustadora, lhe dizer que a nossa bebé tinha morrido, ele reagiu com uma piada de mau gosto. E a seguir veio a acusação que me atingiu como um soco: "Isso é impossível! Era só uma febre! Deves ter feito alguma coisa de errado. Tu nunca cuidaste bem dela!" Quando Pedro e a sua mãe, Clara, finalmente chegaram ao hospital, em vez de dor, recebi fúria e mais acusações. Clara, a coxear dramaticamente, atirou-me a palavra mais vil: "Assassina!" Como é que podiam culpar-me depois de me terem deixado sozinha? Como é que podiam ser tão cegos, tão egoístas, enquanto a minha filha lutava pela vida? Naquele corredor frio, com os olhares de estranhos a pesarem sobre mim, enquanto o homem que jurou amar-me me agarrava e a sua mãe me chamava de assassina, a minha dor transformou-se. Com o coração a sangrar, mas a mente mais límpida do que nunca, olhei para o Pedro e disse sem hesitação: "Quero o divórcio." E foi naquele momento, entre a tragédia e a libertação, que a minha verdadeira luta para me reerguer começou.
