de quatro horas em cirurgia, mais um paciente salvo por milímetros e uma
trouxe descanso.
ecia, a garota do jaleco branco. O olhar que atravessou o
chuveiro foi quase um ato mecânico, tão automático qu
ia por dentro. A imagem dela voltava como um reflexo, sem esforço. A forma como mordeu o
atejava. Encostei as costas na parede fria, o vapor em
sciência. Fechei os ol
is, mas não trouxe alívio. O corpo
Escolhi uma calça de moletom, a primeira que vi, e deixei o peito
as luzes da cidade pulsavam lá embaixo. O barulho do
no bolso, atendi
trou firme no meu ouvido. - O coração chegou. O helic
mas não afastou o tor
to - girei o copo entre os dedos, atento -, não esper
, doutor. P
no bolso da calça. Olhei par
amisola curta demais para o vento gelado da noite. Os cabelos castanhos e so
r do frio. O gesto inocente só deixou mais pele à
ando controlar o impulso de chamá-l
e mais alguma coisa, uma
ei os olhos por um segund
sto, decotado demais, brilhante demais para aquela hora da noite. A maquiagem pe
esse esse direito, pendurando-se no m
Vem pra dentro,
a, quando virei o rosto, a garota
nha mente permanecia onde queria
orma firme, rompendo
embora
a curta, sem acre
stá tenso demais
a expres
iso desapareceu dos lábios dela, dando lugar ao ol
inda t
ão amo m
lintou de leve, mas minha raiva e
Megan. Já deixei clar
os braços,
ão vai f
smo troco a
aneceu imóvel por alguns segundos antes de sair,
ava em paz, o meu corpo est
o, na garota da camisola curta, na residente desconhecida
*
ntes passaram
ibrou de novo, tirando-me do torpor. At
elicóptero pousou.
rme, mas eu percebi a tensão por trás do tom profissio
tudo. Estou
cabelo direito. Passei a mão no rosto, peguei a chave do carro
o hospital, o foco t
rgia, o tempo s
rvam como se eu fosse uma entidade à parte.
itorava os sinais vitais. O paciente já estava preparado. O coração antigo descansava
com precisão. Não precisei olhar para saber quem
ma absoluta, como quem desenha uma
sutura era feita com concentração t
esso, a equipe
imeiras contrações do órgão pulsando sob as
a aorta - ordenei,
artérias. O coração novo come
cardíaco marcou o ritmo. O pulso do paciente se estabiliz
em, po
reto. Não costumo fazer isso sempre
abalho,
baixaram a cabeça, respeitando o
vas, lavei as mãos com calma. O relógio marcava quase cinco da manhã. A cid
*
o sempre. O líquido quente escorreu pela garganta, ajudando a
ntes da próxima reunião. Mas quando abri a porta, encontr
sse Ryan, erguendo uma sobrancelha,
legacia direto pro hospital. Delegado da central de homicídios, dez anos mais no
o aqui? - perguntei, a
o da boate do Kyle. Tá afim de sair um pouco da
onto pra responder
ntes que eu disses
linhado, gravata de seda, expressão de
trando na sala sem pedir licença. - Achei que só veria
ecostando-s
onspiração familiar. Vim s
s braços, ignora
a vida de delegado e as
do meu irm
, não pra mim. Eu g
rugada deve ser muito mais divertido d
e ombros,
os me mant
as na cadeira. Já sabia on
omo sempre faz quando est
elho prefere operar corações ao invés de assumir o legado da família. O do meio virou juiz e também
gente gosta do que faz
de fazer o Memorial crescer, de garantir que continue sendo
o. Ele sabia exatame
daqui a uns anos, pensando que perdeu o tem
u da cadeira, e
u sermão. Eu vou embora
lhou pra
podia convencer
respondeu Ryan, piscando pra mim. - A propósito, O
o o ambiente pesado e um
arado por alguns seg
i operar pra
u s
gar o dia, não seja tarde d
iu, a porta f
sala, o café já
pital desperta
exatamente onde
*
lpável. Luzes de neon cortavam a penumbra da boate recém-inaugurada. No bar, copos tilintavam
blazer escuro por cima da camisa social, mesmo com o calor abafado da casa n
do ao meu lado com um copo de gin tônica n
erguntei, levando
a desculpa qualquer e sumir
o filho do meio. Terno alinhado, olha
ele - Oliver Jones... numa balada
entar esse tipo de lugar agora? - re
vida não é só processos, ne
sos às três da manhã -
e pudesse responder, algo desvi
perto do bar, uma silh
ava com a amiga que dançava ao lado. Ela parecia deslocada ali, como se não pertencess
m
omo seus olhos brilhavam sob as luzes piscando. Ou a maneira co
ão me
subiu pelas veias. A lembrança dela de camisola curta,
Ryan, estalando os dedos diante
o o rosto e tomando ma
é? - Thomas perguntou
ndo. Não é a
oje não é plantão
já tinha sido sequestrada. Ela ria de algo que a amiga dizia, e o
Eu ainda não s
ntava a vontad

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