Decidida
Mimada no casamento relâmpago com o magnata
Expulsa por uma família de "elite" e ridicularizada pela alta sociedade, Elena chocou a todos ao se casar com o homem mais poderoso da cidade. Eles presumiram que era apenas um acordo temporário, pois ele havia dito: "O acordo é por dois anos. Depois disso, terminamos." No entanto, após o casamento, ele se recusou a deixá-la partir. "Elena, você não pode me deixar." Enquanto ele a enchia de amor, os rumores se desfaziam um a um. Uma pintora renomada, uma hacker brilhante e uma especialista genial em tecnologia — as verdadeiras identidades de Elena deixaram o mundo em choque. Quando uma renomada marca de luxo publicou a foto de sua herdeira perdida, todos se perguntaram: "Por que ela se parecia tanto com Elena?"
Capítulo 1 Um cheque deixado para trás
Ao abrir os olhos na suíte do hotel, Elena Harvey viu o homem deitado ao seu lado, que era absurdamente gostoso.
Uma expressão de constrangimento cruzou o rosto de Elena, misturada com algo bem mais difícil de descrever.
Na festa da noite anterior, ela havia tomado apenas alguns goles antes de sentir que algo estava muito errado. Então, saiu o mais rápido que pôde, atordoada e perdendo as forças a cada passo, até que de alguma forma acabou parando em um dos andares dos quartos de hóspedes. Uma das portas estava entreaberta e, em seu estado de confusão, ela entrou cambaleando.
De repente, um homem alto e atraente surgiu à vista.
"Saia."
Essa foi a primeira palavra que ele disse a ela, fria, seca e cheia de raiva.
No entanto, naquele momento, ela estava se sentindo mal demais para pensar com clareza em qualquer coisa. A única coisa que se lembrava era o quão atraente ele era e como, apesar da frieza dele, ela não conseguiu resistir em se aproximar e queria se aconchegar nele...
Voltando à realidade, Elena cerrou as sobrancelhas e se forçou a parar de se lembrar antes que fosse longe demais.
De repente, o homem ao seu lado se mexeu, fazendo seu coração disparar. Ela fixou seu olhar no rosto belamente esculpido dele, enquanto um traço de inquietação passava por seu rosto.
Após alguns segundos, por sorte, ele continuou dormindo.
Só então ela soltou um leve suspiro de alívio. Com todo o cuidado do mundo, saiu de debaixo das cobertas, se levantou da cama e, ignorando a dor que percorria seu corpo, pegou apressadamente as roupas espalhadas pelo chão.
Ela admitiu para si que ir embora sem se despedir depois de passarem a noite juntos não era nada certo.
Depois de se vestir, Elena ficou ao lado da cama olhando para o homem que continuava dormindo. Ele era realmente muito atraente! Embora ela já tivesse visto muitos homens bonitos na sua vida, nunca um que a tivesse impactado tanto à primeira vista.
O único problema era que ele não fora nada gentil na cama.
De repente, alguns fragmentos da noite anterior surgiram em sua mente. O calor invadiu seu rosto, a fazendo descartar esse pensamento imediatamente.
Após hesitar por um momento, ela tirou um cheque de sua bolsa e o deixou sobre a mesa de cabeceira. Ainda achando que isso não era suficiente, encontrou uma caneta, escreveu um bilhete e o colocou ao lado do cheque.
Só depois de fazer isso, ela se virou e foi embora.
Assim que ela entrou no elevador, seu celular começou a tocar, então ela o pegou e atendeu: "Alô."
"Ei... o que aconteceu com você? Por que está com essa voz tão exausta logo de manhã?", a mulher do outro lado da linha perguntou, direta como sempre.
Pigarreando suavemente e baixando a voz, Elena respondeu: "Não dormi bem ontem."
"Não dormiu bem? Por quê?"
"Não foi nada." Elena esfregou a ponta do nariz, não querendo se prolongar nesse assunto. "Por que está me ligando a essa hora?"
"Ah, é mesmo. Os funcionários de Henry Watson vieram à galeria novamente. Eles disseram que estão dispostos a pagar dez vezes o valor da sua pintura. Vai querer reconsiderar?"
Elena não respondeu de imediato.
Como se estivesse com medo de que ela fosse recusar, a mulher continuou rapidamente: "Querida, você tem ideia de quem é Henry Watson? Ele é o responsável pelo Grupo Genesis. Esse homem tem poder, um lado cruel e uma reputação que ninguém ousa desafiar. No momento em que os homens dele entraram, percebi que ele queria muito essa obra. Já recusei uma vez. Se eu disser não novamente... acho que minha vida estará em perigo."
Diziam que Henry havia assumido o controle de sua família aos dezesseis anos e acabado com a disputa interna da família. Aos dezoito, ele já era o verdadeiro poder por trás do controle do Grupo Genesis. Agora, com apenas vinte e seis anos, ele havia aumentado o valor de mercado da empresa em várias vezes. Sua ascensão foi tão rápida e impiedosa que o transformou em uma figura quase lendária no mundo dos negócios.
Além das pessoas mais próximas a ele, ninguém sabia como ele era de verdade, mas as histórias sobre ele nunca pararam de surgir.
Após pensar por um momento, Elena concordou: "Tudo bem, pode deixar que ele fique com ela."
Aquela pintura havia sido preparada para ser um presente para a família Barnes, mas agora isso não fazia mais sentido.
Aquela família sempre a desprezou por ser uma pessoa simples. Além disso, eles nunca pretenderam cumprir a promessa que fizeram ao seu pai. Por isso, ela não tinha o menor interesse em se casar com um riquinho mimado daquela família.
A mulher do outro lado da linha soltou um suspiro profundo de alívio, sua empolgação quase transbordando. "Ótimo. Assim que a venda for concluída, enviarei o dinheiro para você."
"Não precisa pedir dez vezes o valor. O valor original é suficiente", disse Elena.
A mulher soltou uma risada do outro lado da linha. "Eu sei disso. Mesmo que ele estivesse disposto a pagar tudo isso, eu não teria coragem de aceitar."
Por ser sábado, as colegas de quarto de Elena não estavam no dormitório.
Assim que chegou em seu dormitório na Universidade Bramville, ela correu para o banheiro. Durante a maior parte do banho, ficou com os olhos quase fechados, se recusando a olhar para seu corpo com atenção.
Após se vestir, ela se sentou à sua mesa e invadiu o sistema de vigilância do hotel rapidamente.
No entanto, a câmera do salão privado onde a festa havia acontecido havia falhado na noite anterior e não havia capturado nada.
Elena não confiava em coincidências que se encaixavam tão bem. Após refletir por um momento, seus dedos delicados voltaram ao teclado. Alguns minutos depois, ela parou, seu olhar gélido fixo na tela.
Então, quem estava por trás disso era exatamente quem ela havia pensado.
Após uma breve pausa, Elena acessou a vigilância do corredor do hotel do lado de fora dos quartos de hóspedes. Ao se ver entrando em uma suíte, ela franziu levemente as sobrancelhas, mas deixou a gravação intacta. Como o cheque que ela havia deixado tinha sua assinatura, excluir o vídeo nesse momento só deixaria a situação ainda mais suspeita.
Ela não estava tentando fugir do que havia acontecido, mas só havia saído porque toda a situação foi bastante constrangedora. Se o homem ficasse insatisfeito com a forma como ela lidou com isso, eles poderiam conversar sobre isso.
Ainda assim, ela esperava que ele pegasse o cheque e deixasse o assunto para lá.
Enquanto isso, na suíte do hotel, Henry estava ao lado da cama, olhando para o bilhete em sua mão com um olhar indecifrável.
"Me desculpe. Fui enganada na noite passada. Obrigada por ter me ajudado. Aqui está o cheque. Vamos fingir que nada disso aconteceu."
Seu rosto ficou gélido. Ele cerrou o bilhete na mão e depois olhou para o cheque, sua expressão ficando ainda mais sombria..
Se a toxina em seu corpo não tivesse surgido tão abruptamente e o fizesse perder o autocontrole, ele nunca teria acabado dormindo com aquela mulher.
Ela havia dormido com ele e depois foi embora como se isso não significasse nada — e para piorar, ela ainda teve a audácia de deixar um cheque para ele, como se ele fosse alguém que ela pudesse simplesmente dar dinheiro e dispensar. Que atrevimento!
Após jogar o bilhete amassado para o lado, ele pegou seu celular para ligar para seu assistente, e seus olhos notaram uma mancha de sangue no lençol.
Uma hora depois, o assistente de Henry, Ashton Campbell, se aproximou dele com cautela. "Já a localizamos."
Sentado no sofá com os olhos fechados, Henry estava com suas feições marcantes e rígidas como uma pedra esculpida. Mesmo sem dizer uma palavra, ele tinha uma autoridade esmagadora que fazia as pessoas baixarem a voz sem nem pensar. "Diga."
"Ela se chama Elena Harvey. Tem vinte anos e é estudante do terceiro ano do curso de ciência da computação na Universidade Bramville. Ela tem notas excelentes, mas não é de família rica. Seu pai faleceu e sua mãe se casou novamente. Atualmente, ela está morando sozinha em Bramville para fazer faculdade, e foi à festa de ontem à noite com seus colegas de classe."
Após hesitar por um momento, Ashton continuou: "Pelas imagens de vigilância, ela estava realmente fora de si na hora. A porta do seu quarto não estava totalmente fechada e ela acabou entrando por engano."
"Não é de família rica? Então o que significa esse cheque?", perguntou Henry, abrindo os olhos imediatamente com a dúvida estampada neles.
Um cheque de sete dígitos poderia não ser nada para ele, mas para uma estudante universitária comum, não era uma quantia insignificante.
"Há uma história circulando pelo campus. Ao que parece, o pai dela fez um favor a uma família rica. Antes de falecer, ele deixou a filha sob os cuidados deles, esperando que ela se casasse com alguém daquela família. Eles recusaram, mas parece que lhe deram uma quantia em dinheiro em troca", explicou Ashton cautelosamente.
Henry olhou para o cheque sobre a mesa de centro, seus olhos se estreitando ligeiramente. Seu rosto não revelava nada, impossibilitando que adivinhassem o que estava passando pela sua mente.
Ashton olhou para o cheque, pensativo. Para um homem como Henry Watson, essa quantia era praticamente um troco. Depois de passar a noite com ele, ela ainda teve a audácia de desprezá-lo dessa forma? Ela estava ferrada!
"Senhor Watson, devo ir até a universidade e trazê-la aqui?"
Após um breve silêncio, Henry respondeu: "Não na faculdade. Traga ela para a Mansão Hartwell."
"Sim, senhor." Então, Ashton se lembrou de outra coisa: "Senhor, o dono da galeria concordou em vender a obra de Drift. Você quer que ela seja entregue na Mansão Hartwell ou na propriedade da família?"
A menção da obra que ele queria suavizou um pouco a expressão de Henry. "Envie para a Mansão Hartwell. Vá pessoalmente. Mande emoldurá-la e colocá-la na sala de estar."
Ashton assentiu com a cabeça. "Entendido. Cuidarei disso imediatamente."
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