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O teu Beijo - Entre Suspiros e Promessas

O teu Beijo - Entre Suspiros e Promessas

4.7
114 Capítulo
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Sinopse

Índice

Uma noite. Um encontro. Um beijo inesquecível. E a vida de Marcela nunca mais seria a mesma. Ela não esperava mergulhar em um turbilhão de emoções e, ao mesmo tempo, ver sua vida ganhar novas dimensões tão inesperadas. Sua existência, antes pacata e repleta de amor e cumplicidade com seu pai, seguia em uma tranquila rotina familiar. No entanto, novos acontecimentos viraram seu mundo de cabeça para baixo. O que deveria ser apenas um encontro casual, sexo de uma única noite, tornou-se um amor inesperado e profundamente inoportuno. Marcela não estava preparada para as reviravoltas que sua vida estava prestes a experimentar, muito menos lidar com um Urias, um homem que parecia ter saído diretamente de um período pré-histórico, com sua grosseria inata. Da mesma forma, Urias evitava a convivência social, refugiando-se na fazenda da família e desfrutando da tranquilidade que a solidão oferecia. Tudo ia bem, até que Marcela, a donzela indefesa, cruzou seu caminho, ressuscitando emoções há muito adormecidas. Ele estava acostumado com seus dias silenciosos e cinzentos, sem as complicações do convívio humano. Contudo, Marcela despertou sentimentos que ele preferia deixar enterrados. E assim, inicia-se uma jornada de dois corações em busca de seu destino. Um marcado por feridas e cicatrizes. O outro dilacerado pela dor e pela perda. Em meio a esse caos, emergem urgências que reconfiguram vidas, deslocando tudo de seu lugar habitual e reafirmando que a vida, muitas vezes, chega sem pedir permissão, desafiando nossa preparação e expectativas. Não importando se você está pronto ou não.

Capítulo 1 Bela amiga

Que droga!!!

Eu falei que não queria vir.

Mas não, Erika tinha que fazer chantagem, tinha que vir com aquela conversinha de que ando muito fechada em casa.

Que preciso superar!

Que se a fila do cretino do Samuel andou e a minha precisa andar mais rápido que escada rolante na velocidade máxima.

Mas ela esquece que a lascada fui eu!

Euzinha!

A pessoa que sempre jurou nunca passar pelo que o safado fez comigo.

Eu só quis sair de cena.

Não estou fechada, apenas quis processar a viadagen que ele fez comigo.

Só isso!!!

Caramba, não sou mais uma criança, estou à porta dos "intas".

Mas quem tem uma Erika em sua vida, irá me entender.

Sabe aquela amiga que quando dispara a língua é pior que vitrola antiga. Que engata a primeira e nem se importa com a ladeira que surge.

Essa é a Erika!

Estava de saco cheio com o desleixo da minha assistente.

Você contrata alguém não para ocupar espaço, mas para fazer o que você está disposto a pagar em troca de um trabalho, se não bem feito, mas ao menos razoável.

Mas a pobre, não servia para a coisa!

Me deixava mais louca do que eu costumo ser.

E de perdida já basta euzinha!

Cada dia esquecendo compromissos importantes, perdendo datas e não houve outro jeito, desliguei a moça e Erika meio que caiu de paraquedas em minha sala. Ela me foi recomendada pelo RH que havia contratado, quando chegou para a entrevista, eu estava toda perdida em minha agenda e ela vendo meu desespero já saiu organizando tudo para mim, numa facilidade que até então não havia visto.

Depois de sua ajuda, não precisava de entrevista nenhuma, isso já faz quase cinco anos.

De lá para cá, nossa amizade foi sendo construída, ela é meu avesso.

Enquanto sou toda razão, Erika é emoção elevada a quinta potência. Ela é uma excelente profissional, mas quando se trata de viver a vida, não tem muito limite.

Quem a vê, não consegue acreditar na grande assistente que tenho a sorte de ter ao meu lado.

Mas ela é muito, mais muito intensa!

Ela apenas segue, sem se importar com o amanhã, sem se dar ao trabalho de analisar as consequências, ela simplesmente vai!

Sempre me fala que nasceu para "viver" e não para ser mais uma. Que a vida passa depressa demais, porque ficar perdendo tempo com coisinhas.

Sei que por um lado ela tem razão, mas prefiro seguir do meu jeito, com os dois pés fincados no chão e bem consciente das minhas escolhas.

Porque de verdade, nunca fui aventureira e nem muito menos de me arriscar.

Erika vive me falando que sou uma alma velha em um corpo de menina.

E se isso significa ter o mínimo de juízo, não entrar em enrascadas e não quebrar tanto a cara.

Então sou assim!

Porque não tenho saco para colecionar fiascos, o que dizer de derrocadas.

E assim nossa amizade segue, cada uma do seu jeito e tudo bem!

Ela segue do jeitinho dela, me enchendo muitas vezes o saco, para embarcar nas aventuras que ela acha o máximo e que não são bem as aventuras que de fato gosto.

Algumas vezes me nego.

Outras, vou de boa.

Agora estou aqui, nem sei que maldita festa é essa, Erika achou por bem não me dar tantos detalhes, só me mandou colocar uma roupa preta e nada de calça nem trajes casuais, era para me vestir para arrasar.

Ficou falando tanto na minha massa cinzenta, que acabei deixando a coisa seguir.

Nossa, eu preciso aprender a dizer não para minha amiga, porque tenho certeza que uma hora eu ainda vou me arrepender.

Esse negócio de aceitar suas chantagens, não está certo, sempre acabo cedendo.

E aqui estou eu, subindo em um elevador do tempo dos meus tataravós, com os sons que faz parecer que a qualquer momento vai escapar e despencar comigo sem dó e nenhuma piedade.

Era só o que não me faltava!!!

Melhor eu afastar esse meu medo descabido para lá.

"Relaxa Marcela, é só uma festa como tantas outras que você já esteve com a Erika", digo a mim mesma.

Respiro fundo, tentando não absorver o elevador e seus malditos barulhos.

Esse vestido que escolhi, está me irritando, o infeliz fica subindo a cada passo, sei que é coisa da minha cabeça, mas sinto-me como se minha bunda estivesse à mostra, o que passa a ser algo tão irritante.

Mas já é tarde para xurumelas, afinal de contas, aceitei essa maluquice de vir em uma festa que não conheço ninguém, que parece tão obscura. Porque quando desci do carro que me trouxe, parecia que estávamos no lugar errado. Ainda chequei com motorista se estávamos no lugar certo, mas ele me afirmou que estávamos no endereço do convite.

A rua parecia um beco abandonado, sem nenhuma movimentação humana lá fora.

Olhei para todos os lados e nenhuma alma viva!

Desci do carro, mesmo receosa e assim que me virei, eis que surge um homem na frente da construção. Sabe aqueles homens que te fazem lembrar de um tanque de guerra, de tão intimidador que é, esse!

Parecia bem precário a frente do lugar para receber uma festa.

Fui até ele, se estivesse em algum lugar errado, ao menos contaria com a companhia do homem até meu carro chegar. Entretanto, era o lugar certo, ele me deu as coordenadas para seguir e me desejou uma boa noite de festa.

E agora estou eu seguindo, nem sei para onde.

É estranho, sair assim, sem ninguém, Erika ficou de me encontrar lá dentro, ela me garantiu que não me deixaria sozinha. Que a noite seria mais que perfeita, pois eu iria aproveitar e muito.

Fiquei em dúvida se realmente as coisas iriam acontecer dessa forma.

Ando tão irritada, desanimada, que até de mim mesma eu fico de saco cheio.

Nunca fui uma pessoa para baixo, mas aquele safado do Samuel não deveria ter feito o que fez, canalha!

Ele foi ordinário, da pior forma que poderia ser.

Mas isso é passado, ele é passado, o que tivemos é passado.

Vou encarar essa noite como meu recomeço, chega de ficar deixando um babaca levar o melhor sobre mim, hora de virar essa maldita página e seguir.

Não vou perder tempo com quem não merece, de uma vez por todas vou me libertar desse fiasco que foi esse canalha em minha vida.

E esse dia será hoje!

Arrumo meu vestido, ajeito meus airbags no lugar, empino minha bunda, olho meu rosto no espelhinho da minha bolsa carteira, repasso o batom vermelho que me permitir usar e sigam-me os bons!!!

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