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Mimada pelo meu marido misterioso

Mimada pelo meu marido misterioso

5.0
710 Capítulo
4.1M Leituras
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Sinopse

Índice

Três anos atrás, Eunice deu à luz trigêmeos, mas apenas um deles sobreviveu — ou assim ela foi informada. A fim de herdar a propriedade de sua mãe, Eunice foi forçada a se casar com um programador de computador pobre, mas bonito. Depois de se casar com esse homem misterioso, ela começou a duvidar... Três anos atrás, ela não fez sexo com outro homem, mas ficou grávida... Ela também descobriu que tinha outro filho vivo... Qual seria a verdade? Por que seu marido "pobre" se parecia com aquele magnata que ela vira na TV?

Protagonista:

Eunice Moore e Rodney Lawson

Capítulo 1 Cuidado, garoto!

"O resultado acabou de sair. Parabéns, você está grávida!", a ginecologista deu a notícia com um sorriso leve.

Eunice Moore não podia acreditar no que acabara de ouvir. Como isso era possível? O choque foi tão grande que seus olhos se arregalaram e seu coração acelerou. Era simplesmente inacreditável. Ela não tinha namorado, tampouco teve intimidade com homens. Como diabos ela podia estar grávida? Só podia ser algum tipo de engano.

Estrella Moore, meia-irmã de Eunice, cobriu a boca surpresa e olhou para a suposta mulher grávida. "Eunice, achei que você só estava com uma dor de barriga. Não esperava por isso, de jeito nenhum! Como você pode ter engravidado antes de se casar? Isso é inaceitável! O papai e a mamãe precisam saber disso!"

Assim que terminou de falar, Estrella pegou o celular e ligou para casa. Eunice ainda estava atordoada demais para esboçar qualquer reação. O que diabos ela poderia fazer, afinal?

A ginecologista pigarreou e olhou de forma solidária para Eunice. "Como os resultados dos seus exames físicos foram muito instáveis, fazer um aborto pode ser muto arriscado. Isso pode desencadear um caso de infertilidade vitalícia. Acredito que sua melhor opção seja levar a gravidez adiante."

Incapaz de absorver tantas informações, Eunice simplesmente olhou para a médica, sem palavras. Quando as irmãs voltaram para casa, a jovem foi severamente confrontada por seu pai e sua madrasta.

"Você não tem vergonha? Como pôde fazer isso conosco? Estou tão desapontado!", Leonel Moore gritou enquanto apontava o dedo para a filha, extremamente furioso.

"Infelizmente, você arruinou nossa reputação!", Deanna Moore disse com uma expressão de completa frustração. Então, ela se virou para o marido e acrescentou: "A família Mendez planejava fortalecer nosso vínculo com um casamento arranjado. O líder da família disse que deixaria Eunice se casar com um Mendez, mas veja onde tudo descambou! Essa..." Deanna queria extravasar sua ira sobre Eunice, mas se interrompeu.

"Eunice não merece esse privilégio", Leonel disse. "Em vez disso, vamos casar Estrella com alguém da família Mendez."

Essa mudança de planos fez Deanna sorrir satisfatoriamente e olhar orgulhosamente para a filha. O rosto de Estrella se iluminou de repente. Mal podendo conter sua empolgação, ela bateu palmas e gritou: "Que legal! Sempre gostei muito do Rufus."

Leonel acenou com a cabeça em um gesto de aprovação. No entanto, sua expressão ficou lívida novamente quando ele voltou a atenção para Eunice.

Ao contrário de sua meia-irmã, Eunice não se importava nem um pouco com o noivado arranjado. Embora tivesse recebido comentários rudes e graves ameaças do pai e da madrasta, a jovem não conseguia pensar em nada além da gravidez. Após ponderar largamente sobre isso, só restava uma explicação possível. Ela devia ter engravidado na reunião de classe, três meses atrás. Nessa ocasião, Eunice ficou bêbada após tomar uma taça de vinho e não se lembrava do que tinha acontecido no resto da noite.

Leonel e Deanna continuaram a repreendê-la, mas a jovem não respondeu. Satisfeitos por ela ter finalmente percebido seu erro colossal, os dois foram para a sala assistir à TV com Estrella, ignorando a filha perturbada por algumas horas.

Enquanto mudavam de canal, uma notícia de última hora chamou a atenção deles. "Trouxemos aqui uma atualização sobre o caso do sucessor da poderosa família Lawson. Depois de supostamente ser perseguido por seus inimigos e sofrer um ataque brutal com várias facadas, ele ainda não foi encontrado. O sucessor dos Lawsons está desaparecido há mais de três meses. A polícia e a família fizeram de tudo o que puderam para encontrá-lo, mas seu paradeiro ainda é desconhecido. Se alguém tiver alguma informação que possa ajudar a localizá-lo, ligue para o número que está aparecendo na tela."

Três anos depois.

Eunice desceu do trem e entrou na estação ferroviária de Orley. Sua figura esbelta estava coberta com um blusão elegante, seus cabelos estavam na altura dos ombros e ela usava uma maquiagem leve. A mulher carregava uma grande mala branca em uma das mãos e segurava a mão de um garotinho com a outra. Para qualquer um que visse de longe, era uma cena bonita de se contemplar.

O belo garotinho, que usava um boné de beisebol e uma jaqueta jeans, olhou para a mãe e perguntou com uma voz doce: "Mamãe, vamos encontrar minha madrinha agora?"

"Ainda não, querido. Vamos para o hotel primeiro. Precisamos descansar um pouco. Vamos encontrá-la esta noite", a mulher respondeu com um leve sorriso.

Eunice precisava lidar com alguns assuntos importantes primeiro. Assim que chegassem ao hotel e despachassem as bagagens, ela daria início aos trabalhos. Embora sua agenda do dia estivesse lotada, Eunice marcou um encontro com sua grande amiga, Delia Cortez. Elas iriam se encontrar para jantar à noite.

"Ah, tudo bem!", o garotinho respondeu com um sorriso.

Os dois caminharam até o ponto de táxi. Enquanto negociavam o trâmite da viagem com um taxista que podia levá-los ao hotel, Eunice e o garotinho nem sequer notaram que dois homens os observavam à distância. Eles estavam encostados em um outdoor e vestiam ternos. Um deles era alto e tinha uma aura forte, mas a maior parte de seu rosto estava coberta por um par de óculos escuros. Quando avistou as figuras de Eunice e de seu filho, o coração do homem disparou.

"A senhorita Moore e o garoto devem estar indo para o hotel", o outro homem sussurrou. Este era Julius Nelson, o assistente do homem alto. Ele havia checado as informações na noite anterior e descobriu que Eunice havia reservado um quarto de hotel em Orley.

O homem alto não respondeu. Seus olhos estavam fixos nas figuras da mãe e do filho que se afastavam lentamente. Assim que o táxi tomou uma boa distância, o homem se virou para Julius e disse: "Siga-os!"

Dentro do carro, Eunice olhava pela janela distraidamente e o garotinho dormia pesadamente em seu colo. Enquanto contemplava a agitação da cidade grande, uma enxurrada de pensamentos invadiu sua mente. No fatídico dia em que ela soube sobre sua gravidez, há três anos, seu amargurado pai e sua madrasta a expulsaram da família Moore. Como sua condição física era delicada e o aborto estava fora de cogitação, Eunice fugiu para o interior e pediu ajuda à sua tia.

Quando passou por outro exame físico no hospital geral da cidade, Eunice ficou chocada ao descobrir que estava grávida de trigêmeos. No dia do parto, no entanto, dois dos bebês sofreram complicações e perderam o fôlego assim que nasceram. Apenas a última criança nasceu em segurança. Era um menino muito saudável. Desde então, Eunice chorou por vários dias, lamentando a perda de seus outros dois filhos. Com o garotinho ao seu lado, ela teve que se tornar uma mãe carinhosa e responsável, disposta a lutar contra a depressão para enfrentar os desafios da maternidade.

Foram três anos muito atribulados na vida da jovem, mas ela recebeu muita ajuda de sua tia. Além disso, seu filho era um garoto obediente e sensato, o que facilitou muito a vida de todo mundo. Eunice não podia fazer nada além de agradecer. Sua perseverança nesses tempos complicados compensou, já que sua vida foi se tornando melhor com o passar do tempo.

Agora, dentro do táxi, Eunice só conseguia pensar no desejo de que seu filho crescesse, se tornasse um homem saudável e que sua vida transcorresse sem grandes atribulações. Assim que chegaram ao Hotel Klein, ela acordou o garoto gentilmente e eles desceram do carro. Quando estavam prestes a entrar no saguão, o celular de Eunice tocou. Era Delia. "Brent, mamãe precisa falar com Delia primeiro. Você pode dar uma volta, mas fique por perto e não corra, está bem?", ela disse ao garoto.

"Tudo bem, mamãe! Vou ao canteiro ver as flores."

Eunice assentiu e Brent trotou em direção ao canteiro, que não estava muito longe. Vendo que o garoto estava ao alcance da voz, a mulher atendeu a ligação.

"Oi, Eunice! Como foi a viagem? Você e Brent chegaram em segurança?", Delia perguntou preocupada.

"Sim! Estamos prestes a entrar no hotel. Depois do check-in, vou marcar uma reunião com o Grupo Frazier. Tenho que resolver as coisas de uma vez por todas", Eunice respondeu com voz séria.

O Grupo Frazier havia sido passado para a mãe de Eunice pelo avô dela. A sábia mulher queria que a filha assumisse a empresa assim que tivesse idade para fazê-lo, mas ela faleceu de forma inesperada, deixando o cargo de presidente interino para o marido, Leonel. Notícias recentes divulgaram que o homem tinha planos de vender o Grupo Frazier e criar uma nova empresa, na qual Deanna seria a representante legal. Essa informação não caiu bem para Eunice, que decidiu impedir seu pai a todo custo. Ela não podia permitir que a empresa de seu avô fosse vendida para outro conglomerado empresarial. Além disso, Deanna não tinha direito de entrar na partilha dos lucros.

"Vá e pegue de volta tudo o que te pertence. Você tem meu apoio incondicional! Boa sorte!", Delia exclamou com uma voz determinada.

"Pode deixar. Você vai se orgulhar de mim! Obrigada!", Eunice disse em um tom confiante. Então as duas continuaram conversando e planejaram suas atividades para os dias seguintes.

Vagando pelo canteiro, Brent queria colher algumas flores para dar à mãe mais tarde, mas um velho vendendo balões de desenhos animados do outro lado da rua chamou sua atenção. Ele ficou tão animado que pensou em correr para ver os balões mais de perto. Quando Brent deu os primeiros passos apressados, ele viu um motociclista vindo direto em sua direção. Os dois estavam em rota de colisão e parecia que nada podia impedir o acidente. De repente, uma voz preocupada soou nos ouvidos do menino.

"Cuidado, garoto!"

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