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Casamento Forçado - Papai, eu quero essa mamãe.

Casamento Forçado - Papai, eu quero essa mamãe.

5.0
14 Capítulo
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Rômulo Stefano era um CEO muito ocupado e para agradar sua avó, casou-se com uma jovem pacata que lhe deu uma filha. Ela não resistiu ao parto e faleceu, deixando-o sozinho para criar a menina. Por três anos, ele contratou várias babás, mas todas foram demitidas por atos libidinosos contra ele, agora, sua governanta idosa, precisava ficar com a menina, mas era sacrificante para ela. Melissa Jones formou-se em designer de modas e fazia estágio na empresa Magazin's, do Grupo Stefano. Seus projetos eram excelentes, ela estava na lista de promoções e seria efetivada em breve. Porém, foi acusada de plágio e antes que conseguisse provar sua inocência, foi chamada à sala do CEO. Por causa do acaso, quando saiu do elevador para encontrar o presidente da empresa, encontrou uma garotinha que a agarrou e pediu colo, não a largando mais. - Senhorita Jones, você pagará pelo seu crime sendo babá da minha filha e para que não fuja, nos casaremos, imediatamente.

Índice

Casamento Forçado - Papai, eu quero essa mamãe. Capítulo 1 Introdução

Era uma noite de tempestade e na mansão dos Stefanos, ouvia-se os gritos da mulher com dores de parto. Ela foi teimosa e desobedeceu às ordens médicas para não se deslocar para um lugar remoto, pois sua gravides era de risco e ainda não estava no tempo da criança nascer.

Rômulo Stefano, seu marido, vivia fora, deixando-a sozinha na maior parte do tempo e ela aproveitava cada segundo para se divertir. Saía com as amigas para compras infinitas nos shoppings, participava de eventos como corridas no hipódromo e frequentava cassinos, onde perdia alguns milhões do marido.

No entanto, neste fatídico dia, enraivecida com o marido que lhe bloqueou os cartões, provocou-o viajando para a mansão da família no interior, levando um grupo de amigos de suas farras noturnas.

Quase chegando à mansão, a tempestade começou e o motorista não conseguiu controlar o carro nas ruas mal pavimentadas daquela região do Brasil e rodou na pista, batendo em uma árvore.

O carro que vinha atrás, os socorreu e por sorte, ninguém ficou gravemente ferido, mas a Sra. Stefano entrou em trabalho de parto prematuro.

Chegaram à mansão e só haviam dois empregados de plantão e não sabendo o que fazer, ligaram para o patrão.

Rômulo contactou todos os que conhecia na região e o máximo que conseguiu foi uma parteira que morava nas vizinhanças. Fez tudo pelo celular e depois pegou um helicóptero para tentar chegar a tempo na mansão.

A mulher já estava sem forças, quando a criança nasceu e por ter perdido muito sangue, não resistiu e morreu.

A criança, por ser prematura, era muito mirrada e a parteira pensou que, assim como a mãe, não resistiria. Mas a pequena tinha um pulmão forte e chorava com vontade, até que foi enrolada em um cobertor e entregue nos braços do homem carrancudo.

- Parabéns, Sr. Stefano é uma menina.

*

Na cidade de Andaluzia, neste mesmo dia, Melissa Jones participava de um concurso de moda como estilista amadora. Amava criar roupas, fosse qualquer estilo, esmerou-se para chegar à perfeição e quando suas ideias tomavam forma, eram um espetáculo de criação e beleza.

Assim, estava sempre representando a faculdade em que estudava, nos concursos e todos a queriam em suas equipes. Não foi diferente dessa vez, ela levou o troféu de primeiro lugar para honrar sua faculdade, no que o diretor foi muito grato. Conseguiu com isso, formar-se com honras, recebeu indicações dos professores e portas abertas nas empresas de moda.

Seus pais eram professores e ela levava uma vida simples, por isso escolheu entre todas as portas que se abriram, ir se aperfeiçoar na Itália, no Raffles Milan - International design institute.

Três anos depois.

- Belinha, venha aqui menina! Como pode uma criança tão pequena ser tão arteira? - reclamou Diná, a governanta da casa.

- Eu estou com ela, Diná. Estava dentro do meu guarda roupas. - disse Rômulo, trazendo a criança no colo.

- Eu não tenho mais saúde para correr atrás de criança, senhor, arrume logo uma babá ou terei que me internar em uma clínica.

- Não seja dramática, Diná. Ela vai comigo hoje, passarei a manhã entrevistando as candidatas.

A menininha parecia um anjinho no colo do pai, mas a governanta, o motorista, o jardineiro, ou seja, todos os funcionários da casa, sabiam o trabalho que a pequena dava.

Talvez a culpa fosse das babás que a tratavam com displicência, interessadas só no pai e a criança cresceu fazendo o que queria. Agora, ela se escondia de todos, nos lugares mais estranhos, assustava as pessoas e quando antipatizava com alguém, era uma gritaria de estourar os tímpanos.

Desse jeito, Diná já havia perdido as contas de quantas babás foram demitidas.

- Tome café antes de sair, está na mesa. E você também precisa comer, princesa peralta. - disse Diná, que pelo tempo que trabalhava na casa, tinha intimidade o suficiente para falar com o patrão.

A menina olhou para ela com um largo sorriso, gostando de ser chamada de princesa.

- Quero beico, tem beico? (bacon)

- Você ainda não pode comer bacon de manhã, que tal iogurte com frutas e aveia, ovos mexidos e um pão de queijo. - disse Rômulo, colocando a menina na cadeira elevada com mesa acoplada.

- Num sô bebe, papai. Sô menina gande.

- Só quando falar direito, mesmo assim, ainda tem que obedecer o papai e se não comer logo, ficará em casa.

A menina ficou quieta e começou a comer o que o pai lhe serviu. Diná se afastou para rir à vontade, pensando no trabalho que a garota daria conforme crescesse.

Rômulo examinava seu tablet para ver as notícias de moda do dia e se assustou com os trends de notícia:

" Paradiso Designs lança sua coleção antecipadamente, com um show de originalidade. "

Era a principal manchete. Os modelos eram muito parecidos com os que estavam sendo confeccionados em sua fábrica para a próxima estação e o desfile estava programado para dali a 15 dias.

Pegou o celular e viu que já haviam mensagens de seu assistente, Charles. Ligou para ele:

- Bom dia, senhor. Já viu as notícias? - atendeu Charles com uma pergunta.

- Sim, roubaram nossos croquis. Eu acompanhei passo a passo a criação e sei que são nossos. Eles foram vazados antes dos dois últimos acertos, os nossos são muito melhores.

- Exatamente e já estou olhando as filmagens das câmeras de vigilância, para ver quem teve acesso.

- Já estou indo, mas terei a manhã toda ocupada com as entrevistas e Isabela vai comigo.

- Sim, senhor, já tem candidata esperando. - respondeu Charles com uma careta, imaginando a confusão que seria causada pela menina que, a seu ver, era uma peste.

- Mas que mulherio apressado. - resmungou Rômulo.

Levantou-se para ir ao banheiro escovar os dentes e Belinha pediu a Diná para a tirar da cadeira. Ela reclamava muito de ainda ter que sentar naquela cadeira, mas nas outras ela ficava muito baixa.

- Vamos logo lavar essas mãos e a boca, seu pai já vai descer.

Para facilitar seu serviço, Diná mantinha escova de dentes para a menina, no banheiro do primeiro andar e acompanhou-a para que não se molhasse toda e quando seu pai desceu, já estava pronta, esperando.

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