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Três Alfas querem um casamento aberto

Três Alfas querem um casamento aberto

5.0
3 Cap. / dia
123 Capítulo
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Riley deu tudo de si ao seu casamento, até que flagrou a traição do marido, Ethan, com a meia-irmã dele. A traição a destruiu... mas apenas por um momento, e ela aceitou a única coisa que ele sempre queria: um casamento aberto. Ethan achou que ela iria desmoronar, mas ela escolheu a vingança. E nada doía mais do que o fato de ela ter escolhido os três melhores amigos dele! Três motociclistas implacáveis, três homens que não compartilhavam, a menos que valesse a pena o risco. Três Alfas que fizeram de Riley sua no momento em que ela disse sim a eles. Agora, todas as noites, ela lhes dava o que seu marido considerava garantido: gemidos, rendição e algo perigosamente próximo do amor. Arrependido, Ethan observa de longe, ardendo em ciúmes, mas já era tarde demais. Ela não estava apenas recuperando seu poder, mas também garantindo que ele sentisse o que é ser substituído. E a pior parte? Ethan nunca esperou que ela se apaixonasse por eles, e que eles se apaixonassem por ela! Ele quebrou seus votos, e eles estavam quebrando todas as regras. E Riley? Ela estava apenas começando.

Índice

Três Alfas querem um casamento aberto Capítulo 1

"Sinto muito, senhora Riley... mas seu filho não resistiu."

As palavras do médico ecoavam na minha cabeça enquanto eu segurava o volante com mais força, e dirigia cada vez mais rápido, fazendo o couro pressionar minhas palmas. Ainda conseguia ver o rosto dele, a tristeza que havia nos seus olhos e a forma calma como ele falou, como se nem ele conseguisse encontrar as palavras certas para amenizar o impacto do que ele havia acabado de dizer.

Mas não existe uma forma amena de dizer a uma mãe que seu bebê se foi.

Ele tinha oito meses.

Oito meses de luta.

Oito meses de esperança.

Meu bebê...

Meu pequeno guerreiro que veio ao mundo com pulmões debilitados e mãozinhas pequeninas, mas com um batimento cardíaco que roubou o meu coração na primeira vez que o segurei. Ele estava doente desde o primeiro dia. Uma infecção atrás da outra. Visitas ao hospital. Remédios. Noites sem dormir. Eu vivia entre a empresa e a UTIN.

A noite passada foi a pior. Ele teve dificuldade para respirar novamente, e seus níveis de oxigênio caíram perigosamente. Levei ele às pressas para o hospital de pijama, segurando seu corpinho febril contra o meu, enquanto sussurrava para ele que tudo ficaria bem.

Mas não ficou.

Os médicos disseram que ele precisava de uma cirurgia de emergência. Passei a noite inteira sozinha no corredor do hospital, rezando e implorando para que tudo desse certo, me agarrando à esperança como se fosse a única coisa que me mantinha de pé.

Liguei para Ethan, meu marido, e contei para ele o que estava acontecendo. Disse que a situação era grave e que, dessa vez, parecia diferente, confessando que estava com medo.

Eu precisava dele. Nosso filho precisava dele.

Mas ele não veio.

Na segunda vez que liguei, ele não atendeu, e nem na terceira.

Horas depois, ele atendeu a ligação... mas qual foi a resposta dele?

"Estou ocupado. Só resolva isso e garanta que nada aconteça com ele." Mas agora algo realmente aconteceu com ele.

E agora... aqui estou eu. Vestida de preto. Não só porque enterrei meu filho esta manhã, mas também porque algo dentro de mim morreu com ele.

Eu deveria ter ficado em casa, na cama, ou encolhida em algum canto segurando o último macacão que ele usou, chorando até não conseguir mais respirar. Mas não tive direito a esse tipo de paz. Não nesta vida. Não quando eu tinha uma empresa para administrar e uma reputação a manter.

Então, eu apareci.

Porque hoje não era apenas o dia em que enterrei meu filho, mas também o dia em que alguns investidores "importantes", segundo Ethan, deveriam se reunir conosco. Eles eram amigos dele, homens com quem ele vinha conversando há anos para tentar convencê-los a investir na empresa. Ele disse que era crucial que eu estivesse lá, que não podíamos nos dar ao luxo de estragar tudo.

E nem mesmo o luto era uma desculpa boa o suficiente.

Nossa empresa fica na periferia de Vale Crescente, uma cidade onde humanos vivem ao lado de alcateias, na maioria das vezes numa trégua instável. É um lugar onde a dominância pode ser sentida no ar, e a hierarquia importa mais do que as leis. Você pode sentir isso na maneira como as pessoas se movem, nos acenos sutis trocados entre as pessoas, nas regras silenciosas que separam humanos de lobos.

O carro parou lentamente em frente ao prédio da nossa empresa, que construímos juntos, embora apenas um de nós a mantivesse de pé. Eu a administrava todos os dias, enquanto ele... fazia o que bem entendia.

Respirando fundo, limpei os cantos dos meus olhos e saí. A cidade não parou por causa da minha dor. O sol continuava a brilhar, e a rua estava barulhenta, cheia de humanos e metamorfos cuidando dos seus afazeres. Um par de lobos em forma humana passou de moto, deixando seus cheiros para trás: fortes, selvagens e inconfundíveis.

E eu? Estava fingindo viver.

Quando entrei pela porta principal, senti os olhares sobre mim. Imediatamente, as conversas cessaram no meio da frase quando as pessoas me notaram. A mão da recepcionista congelou sobre o teclado, seus olhos marejados e os lábios entreabertos, como se ela quisesse dar os pêsames, mas não soubesse se tinha permissão para isso. Ninguém falou nada, talvez por medo, talvez por respeito, ou talvez porque ninguém sabia o que dizer a uma mulher que acabara de enterrar seu filho, mas mesmo assim foi trabalhar.

Todos já sabiam. Em Vale Crescente, as notícias se espalhavam mais rápido que fogo em palha seca. Provavelmente, já havia se espalhado que Riley Grayson, CEO, humana e companheira de um lobo de alto escalão, havia perdido seu bebê e mesmo assim apareceu para trabalhar horas depois do funeral.

Mas eu não me importava.

Meus saltos ecoavam no chão de azulejo enquanto eu caminhava em direção aos elevadores, cada passo mais pesado que o anterior, com a tristeza pesando no meu peito e pressionando minhas costelas, mas mantive o queixo erguido e as costas retas. Ninguém me veria desmoronar.

Nunca! Pelo menos, não ainda.

Eu deveria ir direto para a sala de reuniões agora, já que sabia que eles estariam esperando. Eu sabia que todos provavelmente estavam cochichando a portas fechadas, se perguntando qual versão de Riley apareceria hoje.

Mas, ao invés disso, me virei para o setor executivo porque precisava ver Ethan, mesmo que por um momento.

Eu nem sabia o motivo. Talvez eu estivesse procurando algo no rosto dele, algum sinal de que ele se importava, um lampejo de culpa. Ou talvez eu só quisesse ouvi-lo dizer algo, qualquer coisa que provasse que eu não era a única afundando nisso e que talvez me desse coragem para enfrentar o conselho, apesar da tristeza que me consumia.

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Mais Novo: Capítulo 123   Hoje16:12
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