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Em Nossas Mãos

Em Nossas Mãos

5.0
26 Capítulo
41 Leituras
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TRISAL - DARK ROMANCE - MÁFIA - AGE GAP - HOTS INTENSOS +18 Marco e Matteo Bellini são Dons da máfia italiana que estão no Brasil em busca de vingança, sua irmã foi morta de uma maneira cruel e eles estão a procura do assassino. Quando estão em um momento de distração são atropelados por uma bicicleta, exatamente isso – uma BICICLETA. Juliete uma mulher que não sai muito, não por não gostar, mas por não poder devido a sua condição, quando resolve passear com sua melhor amiga, acaba perdendo o controle e atropelando dois homens com sua bicicleta, e quase é morta por isso.

Índice

Capítulo 1 Bicicleta

JULIETE CASTRO

- Julie, vamos andar de bicicleta um pouco, estou muito preguiçosa preciso me exercitar.

Ariane era minha melhor amiga e estava me chamando para fazer a coisa que eu mais odiava no mundo, eu andava de bicicleta muito mal, nunca aprendi direito e por isso não gosto.

- Sério, Arie? - cruzei os braços olhando para ela com cara de ironia. - Andar de bicicleta, tudo que mais amo no mundo? - sou irônica e Ariane riu alto, e a olhei com mais ironia ainda.

- Pare com esse medo de andar de bicicleta, precisa praticar ou nunca vai aprender!

Ela riu sem parar, olhei para minha melhor amiga: ela é uma bela mulher negra, de cabelos ondulados. Com um sorriso largo e cativante, somos amigas desde o primeiro ano da pré-escola, ela é mais que uma irmã.

- Eu não vou! Podemos caminhar!

- Vamos de bicicleta, eu comprei uma caríssima, parcelei em vinte e não uso - Ariane resmungou.

É verdade ela comprou uma bicicleta caríssima, disse que usaria parar ir até a faculdade e me fez comprar uma igual.

- E me fez comprar uma também, deveria ter feito você pagar, nunca usei essa porcaria!

- Vai usar agora, vai colocar uma roupa leve e vamos!

Ariane me arrastou escada acima até meu quarto, acabei cedendo, me troquei, coloquei um top e um shorts para me exercitar, prendi meus cabelos num rabo de cavalo e descemos. Ariane e eu fomos até a rua para irmos até a ciclovia, então começamos a pedalar.

- Seu pai e sua mãe, vão fazer a festa de aniversário de casamento deles na Itália mesmo?

Eu não conseguia me concentrar direito, é constrangedor não saber andar de bicicleta, puta merda eu pareço uma criança.

- Relaxa, Juliete!

Ariane ri do meu desespero quando chegamos em uma descida, ela não era longa, mas bem inclinada.

- Meu Deus por que eu aceitei isso?!

Ariane só ria, e eu devia socá-la, saí de cima da bicicleta.

- Vem logoooo!

Ariane passou por mim descendo a rua em velocidade.

- Vou te matar, desgraça! - falei voltando para bicicleta e a seguindo.

MARCO BELLINI

- Onde ele está? -olhei para o homem à minha frente, o maldito tinha resistência não posso negar isso.

Peguei minha faca e calmamente me aproximei, a passei lentamente de sua testa até seu queixo e estava tão afiada que sem fazer força, o sangue escorreu do maldito, cortando sua pele como se fosse um pedaço de carne bem amaciado.

- Eu não sei, não tenho mais contato com ele.

Matteo meu irmão passou por mim como um raio, furioso, e tomou a faca da minha mão, a enfiando dentro do olho do homem, que urrou desesperado se debatendo na cadeira, como se estivesse com o corpo em chamas.

Ele arrancou o olho do homem que saiu grudado na faca, como um espeto de doce de halloween, cheio de sangue. O homem gritou e se debateu desesperado, enquanto o sangue saía de seu olho o sujando ainda mais.

- Se não falar agora, você vai comer seu próprio olho, enquanto arranco o outro!

Eu ri, Matteo é meu irmão mais novo, e sua paciência é algo admirável, pois é algo tão impossível de se ver que quando via, tinha que admirar.

- Eu amo o quanto é paciente, fratello!

- Esse merda está demorando demais, não temos o dia todo, dannare! - Matteo falou, segurando o pescoço do homem.

- Você tem cinco segundos para dizer onde o Demitri está - Matteo aproximou a faca – com o olho espetado, da boca dele.

- Ele não usa mais o nome Demitri, porra! Seus italianos malditos, vou matar todos vocês!

Ele foi calado com o soco que dei em sua boca, alguns dentes dele caíram em seu colo.

- Seja rápido! - falei ouvindo os urros de dor do maldito, enquanto seu sangue escorria por todos os lugares.

- Eu não sei onde ele está, só sei que o nome que ele usa agora é Rodrigo Alencar.

- Já é um começo, obrigado por sua colaboração, nos vemos no inferno! - Matteo falou e enterrou a faca direto no coração do maldito, que gritou e se debateu que nem um frango sendo abatido e logo seu corpo nojento estava sem vida na cadeira.

- Limpem tudo!

Ordenei aos meus soldados tirando minhas luvas e conferindo se ainda estava limpo, meu irmão fez o mesmo.

- Vou começar a investigação Don Marco! - disse Lucas o nosso sottocapi e melhor amigo de infância.

- Faça isso, Capi. - falei sério. - Vamos almoçar fratello?

- Sim, o bom de estar no Brasil é a boa comida, e esse maldito me esgotou, preciso repor as energias, andiamo fratello!

Eu e Matteo saímos do galpão e seguimos até o carro que alugamos enquanto estivermos aqui. Viemos para o Brasil em busca de vingança, o filho da puta que acabou com a nossa irmã mais velha, vai sofrer em nossas mãos, e isso eu garanto.

Entramos no carro e seguimos até um restaurante perto do hotel que estamos hospedados, Assim que saímos do carro ouvimos gritos desesperados de uma mulher:

- Saiam da frente!

Olhei na direção dos gritos e vi uma mulher descendo a rua em uma bicicleta totalmente descontrolada, a moça colocou as mãos no rosto e antes que pudéssemos fazer algo, fomos atingidos pela maluca.

- Sborra, maledetta!

Matteo gritou furioso, a mulher tirou as mãos do rosto e o que vi me deixou totalmente hipnotizado: é o rosto mais lindo que vi na vida, olhos grandes e arregalados, de um azul tão cristalino que me perdi por alguns instantes. O nariz fino e empinado levou a uma boca rosada e carnuda.

Muito tentadora. Senti minha boca seca e sedenta de vontade de experimentar aqueles lábios perfeitos.

- De...desculpem.

Ela murmurou num fio de voz, tomada pelo susto. Matteo se levantou do chão e praticamente a jogou para cima de mim, ela é tão pequena e frágil, uma perfeição, acabei segurando sua cintura para ela não cair no chão.

- Va tutto bene, angelo biondo? -falei tocando seu rosto e tirando o cabelo de sua face.

- O que disse? - ela perguntou com uma voz doce e tão bela que me pareceu uma doce melodia.

- Se você está bem, anja loira - falei sorrindo e vi as bochechas dela corarem a deixando mais linda ainda.

Então ela foi arrancada de cima de mim, por Matteo que a segurou pelo braço furioso.

- Esta maluca? Trabalha para quem, para se jogar em cima de nós assim?!

Matteo sacudiu a garota em fúria e ela o olhou com os olhos arregalados de medo. Essa paciência admirável do meu irmão... pensei ao me levantar.

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