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O Renascer de Hana: Adeus, Inferno

O Renascer de Hana: Adeus, Inferno

5.0
22 Capítulo
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No sétimo ano de um casamento infernal, o ar frio de Lisboa congelava-me a alma. Caída no chão de um estúdio de Fado, o sangue escorria da minha testa. Ferida por uma rival, liguei desesperadamente ao meu marido, Hugo Contreras. A sua voz, como sempre, era fria e distante. "Hana, o que queres agora? Estou ocupado." Quando consegui sussurrar que estava ferida, ele soltou uma gargalhada cruel. "Tu morreres seria um alívio para todos, Hana. Especialmente para mim." O som, cortante como uma lâmina, aniquilou o meu espírito antes que a escuridão me envolvesse. Acordei, sem ferimentos, mas com uma dor dilacerante no coração. Olhei para o calendário: sete anos antes, logo após o nosso casamento forçado. Eu tinha renascido. Ele anunciou-me que o advogado estava lá em baixo para o divórcio. Foi então que ouvi a voz da Vanessa Perez, a sua amante e minha meia-irmã. Ela, cuja mãe destruíra a minha família e levara a minha mãe à morte. Vinte anos de amor não correspondido, sete anos de inferno. Ele sempre soubera dos meus sacrifícios, das minhas tentativas desesperadas de fazê-lo olhar para mim. Mas preferiu ver-me como uma "filha malcriada e ciumenta". Até ele, que se dizia meu marido, me via como um "jogo". Chamei um advogado, pedindo metade de tudo. "Eu quero o divórcio. Eu estou a pedir o divórcio." Hugo, chocado, viu nos meus olhos algo que nunca vira: o fim. Hoje, o meu amor por ti morreu. E pela primeira vez, senti alívio.

Índice

O Renascer de Hana: Adeus, Inferno Introdução

No sétimo ano de um casamento infernal, o ar frio de Lisboa congelava-me a alma.

Caída no chão de um estúdio de Fado, o sangue escorria da minha testa.

Ferida por uma rival, liguei desesperadamente ao meu marido, Hugo Contreras.

A sua voz, como sempre, era fria e distante.

"Hana, o que queres agora? Estou ocupado."

Quando consegui sussurrar que estava ferida, ele soltou uma gargalhada cruel.

"Tu morreres seria um alívio para todos, Hana. Especialmente para mim."

O som, cortante como uma lâmina, aniquilou o meu espírito antes que a escuridão me envolvesse.

Acordei, sem ferimentos, mas com uma dor dilacerante no coração.

Olhei para o calendário: sete anos antes, logo após o nosso casamento forçado.

Eu tinha renascido.

Ele anunciou-me que o advogado estava lá em baixo para o divórcio.

Foi então que ouvi a voz da Vanessa Perez, a sua amante e minha meia-irmã.

Ela, cuja mãe destruíra a minha família e levara a minha mãe à morte.

Vinte anos de amor não correspondido, sete anos de inferno.

Ele sempre soubera dos meus sacrifícios, das minhas tentativas desesperadas de fazê-lo olhar para mim.

Mas preferiu ver-me como uma "filha malcriada e ciumenta".

Até ele, que se dizia meu marido, me via como um "jogo".

Chamei um advogado, pedindo metade de tudo.

"Eu quero o divórcio. Eu estou a pedir o divórcio."

Hugo, chocado, viu nos meus olhos algo que nunca vira: o fim.

Hoje, o meu amor por ti morreu.

E pela primeira vez, senti alívio.

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