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Não Mais Uma Mulher Negligenciada

Não Mais Uma Mulher Negligenciada

5.0
11 Capítulo
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O cheiro de desinfetante no hospital era forte, e eu, grávida de nove meses, sentia o vazio daquelas cadeiras duras. Minha irmã acabara de sair de uma cirurgia de apendicite. O meu marido, Pedro, não estava lá. Ele atendia a um chamado mais urgente: a sua ex-namorada, Sofia, torcera o tornozelo. Ele a levava para casa. A minha irmã, operada, e eu, quase a dar à luz, não importávamos. Ouvi a voz chorosa de Sofia no fundo e o Pedro a tranquilizando-a, suavemente. Ali, agarrada ao telemóvel, só consegui dizer: "Vamos nos divorciar." Ele explodiu, chamou-me de louca, egoísta, insensível. Disse que o nosso filho não merecia uma mãe como eu. Então, ele desligou. E bloqueou o meu número. Uma lágrima quente escorreu. Ele tinha razão numa coisa: eu amava demais o nosso bebé. Por ele, eu tinha aguentado tudo: as "amizades" com a Sofia, as ausências, a indiferença. Mas agora, o que ele fez foi a gota d'água. Eu não seria menos importante que um tornozelo torcido. No dia seguinte, fui a um advogado. Ele me alertou que Pedro lutaria sujo. Mas eu tinha a prova: uma foto dele e da Sofia, sorrindo, com a legenda "Ele nunca te amou" – caligrafia delicada. Eu sorri. A guerra não tinha acabado, mas eu tinha uma arma. Era hora de lutar pela minha paz, pela minha dignidade e, acima de tudo, pelo meu filho.

Índice

Não Mais Uma Mulher Negligenciada Introdução

O cheiro de desinfetante no hospital era forte, e eu, grávida de nove meses, sentia o vazio daquelas cadeiras duras.

Minha irmã acabara de sair de uma cirurgia de apendicite.

O meu marido, Pedro, não estava lá.

Ele atendia a um chamado mais urgente: a sua ex-namorada, Sofia, torcera o tornozelo. Ele a levava para casa.

A minha irmã, operada, e eu, quase a dar à luz, não importávamos.

Ouvi a voz chorosa de Sofia no fundo e o Pedro a tranquilizando-a, suavemente.

Ali, agarrada ao telemóvel, só consegui dizer: "Vamos nos divorciar."

Ele explodiu, chamou-me de louca, egoísta, insensível.

Disse que o nosso filho não merecia uma mãe como eu.

Então, ele desligou. E bloqueou o meu número.

Uma lágrima quente escorreu. Ele tinha razão numa coisa: eu amava demais o nosso bebé.

Por ele, eu tinha aguentado tudo: as "amizades" com a Sofia, as ausências, a indiferença.

Mas agora, o que ele fez foi a gota d'água.

Eu não seria menos importante que um tornozelo torcido.

No dia seguinte, fui a um advogado.

Ele me alertou que Pedro lutaria sujo.

Mas eu tinha a prova: uma foto dele e da Sofia, sorrindo, com a legenda "Ele nunca te amou" – caligrafia delicada.

Eu sorri. A guerra não tinha acabado, mas eu tinha uma arma.

Era hora de lutar pela minha paz, pela minha dignidade e, acima de tudo, pelo meu filho.

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