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Sou o apocalipse da matilha

Sou o apocalipse da matilha

5.0
1 Cap. / dia
8 Capítulo
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Amy cresceu como a filha do Beta, leal à matilha a ponto de se esquecer de si mesma, convencida de que o destino um dia recompensaria sua devoção. Quando o vínculo sagrado finalmente a marcou como a companheira do futuro Alfa, ela acreditou que havia encontrado seu verdadeiro amor. Mas o êxtase de uma noite se transformou na aurora da condenação: diante de toda a matilha, ela foi despojada de seu status, de seu companheiro e de seu futuro - tudo graças à sua própria irmã, que esperava um filho do futuro Alfa. Finalmente, Amy aprendeu que o destino podia ser negado, negociado e pisoteado. Enquanto lhe tiravam tudo e a humilhavam, ela curvou a cabeça e preparou pessoalmente os convites de casamento para o homem que a escolhera... e depois a abandonara. Pouco a pouco, algo dentro dela congelou, fraturou-se e transformou-se. Rejeitar um vínculo sagrado escolhido pela Deusa da Lua sempre trazia consequências, e um dia, a matilha arcaria com as consequências de desafiar a vontade da Deusa.

Índice

Sou o apocalipse da matilha Capítulo 1

Amy bateu de leve antes de entrar e fechou a porta com cuidado atrás de si. Cada passo era leve, denunciando uma expectativa que não conseguia esconder e um sorriso que lhe iluminava o rosto. Seu coração martelava contra as costelas, tão cheio de alegria que parecia prestes a explodir. O sentimento era tão radiante, tão avassalador, que a deixava tonta. Ela brilhava, como se uma luz interior afastasse cada sombra ao seu redor.

A sala reunia os membros mais influentes da Matilha Goldblade.

No centro de tudo, o Alfa Oswald dominava o espaço apenas com sua presença. Ele não precisava levantar a voz para impor respeito, bastava um único olhar para lembrar a todos de sua autoridade.

Ao seu lado, a Luna Beatrice exibia uma elegância silenciosa e discreta, de gentileza apenas superficial, já que sob os gestos contidos e os sorrisos graciosos pulsava uma força inabalável.

O olhar de Amy vagou até seus pais.

Seu pai, o Beta Richard, mantinha-se ereto e firme, tão orgulhoso e sólido quanto uma pedra.

Sua mãe, Lucille, irradiava um calor reconfortante que parecia preencher a sala.

Um pouco mais afastada, sua irmã Kathy observava a cena, seus olhos brilhando de uma curiosidade inquieta e ávida.

Então ela o viu.

Peter.

Seu companheiro destinado.

Aquele cujo único olhar virara toda a sua vida de cabeça para baixo.

Aquele que em breve carregaria o peso do comando como o Alfa da matilha.

Só de lembrar disso, sua respiração falhou.

Apenas na noite passada, na comemoração de seu retorno, o vínculo deles se selara.

Após dois anos na Academia de Alfas, onde aprimorara sua força e aprendera a liderar, Peter voltara transformado, mais imponente, mais seguro.

Mas quando seus olhos se haviam encontrado do outro lado da sala lotada, o resto do mundo deixara de existir.

Ela se lembrava do momento com uma clareza quase dolorosa: o mundo desaparecera, engolido por um silêncio sagrado, restando apenas os dois, atraídos por uma força antiga e inegável, enquanto um calor escaldante lhe percorria as veias e uma certeza absoluta se instalava em sua alma - ela era dele, e ele era dela.

Esse sentimento sem nome ia além da alegria e até do amor - a sensação de encontrar a peça que faltava de um quebra-cabeça que ela nem sabia que estava montando.

Sua loba exultara dentro dela, arranhando-lhe o peito como se a empurrasse na direção dele, despertando nela o desejo de tocá-lo, marcá-lo, perder-se no cheiro dele.

E, quando Peter sustentou o olhar de Bethany, ela soube que ele sentia a mesma onda ardente.

Ele, o futuro Alfa, era seu companheiro.

Agora, de pé na mesma sala, cercada por sua família e pelos líderes da matilha, Amy ainda sentia o vínculo zumbir entre eles - um fio invisível e inquebrável que pulsava com a certeza do destino. Não era só felicidade, mas amor à primeira vista, possessividade instintiva, uma necessidade feroz de proteger, tudo explodindo em pura alegria.

Sua loba uivou dentro dela, não de dor - de triunfo, pois havia encontrado aquele a quem estava destinada.

Peter caminhou na direção dela, e o cheiro dele a envolveu, inebriante, despertando um desejo que ela nunca conhecera. A cada passo, seu coração batia mais rápido.

Sua loba estremeceu, inquieta.

Por puro instinto, Amy se lançou nos braços dele e seus lábios encontraram os dele com uma urgência que ela não se importou em esconder.

Um choque lhe percorreu o corpo, deixando-a trêmula.

"Meu companheiro...", ela murmurou, com a voz falha. "Meu."

Os olhar de Peter escureceu, ficando mais intenso.

"Minha companheira", ele respondeu, seu tom profundo. "Precisamos conversar... em um lugar privado."

Amy não precisava de explicações, pois já o teria seguido a qualquer lugar.

Desde a infância, ela imaginava esse momento, prometendo a si mesma que daria tudo o que era ao companheiro que o destino escolhesse para ela.

Ele ser o herdeiro Alfa apenas fortalecia sua determinação: ela se tornaria a Luna de que ele precisava.

Quando chegaram ao quarto de Peter, o ar parecia denso, carregado de eletricidade.

Antes que ele pudesse falar, Amy tomou os lábios dele novamente, mais ousada desta vez.

Ela não sentia vergonha, pois ele era dela.

Os beijos se aprofundaram, lentos e exploratórios no início, depois famintos. Suas mãos se moviam por puro instinto, mais rápido que o pensamento.

Peter puxou Amy contra si, os lábios deslizando pelo pescoço dela e deixando um rastro de fogo na pele.

Ela ofegou e agarrou o tecido da camisa dele. Diziam que os lobos machos, especialmente os futuros Alfas, eram ferozmente possessivos e reivindicavam suas companheiras sem reservas.

Amy queria que ele soubesse, sem sombra de dúvida, que ele era o único com quem ela havia estado.

As carícias dele se tornaram mais confiantes, mais decididas. Guiou-a até a cama e a deitou no colchão com uma determinação gentil, e suas bocas se encontraram de novo, mais profundas e exigentes.

Ele tirou o vestido dela, deixando-o cair em um monte no chão.

Os lábios de Peter exploraram a pele dela, descendo pelo peito, enquanto suas mãos vagavam e despertavam sensações novas.

Ela estava descobrindo o próprio corpo pelo toque dele. Os dedos dela traçaram os músculos rígidos do peito dele, saboreando o poder que zumbia logo abaixo de sua pele.

Quando Peter a tocou intimamente, uma onda de puro calor a invadiu. Ela nunca havia sido tocada assim, mas parecia natural, inevitável. Como se seu corpo estivesse sempre esperando por ele.

"Você estava esperando por mim?", ele perguntou, a voz rouca de desejo.

Amy sustentou o olhar dele, a tempestade dentro dela enfurecida, sua voz saindo num sussurro. "Sim. Só por você. Eu sou sua."

Um rosnado baixo retumbou no peito de Peter. "Você é minha. Sempre."

A palavra rompeu o último fio de seu autocontrole.

Ele a beijou com uma ferocidade crua, como se selasse a promessa dela, e seus lábios desceram, demorando-se sobre cada centímetro de pele.

Amy arqueou as costas na cama, arrebatada, enquanto os dedos dele a guiavam com uma habilidade deliberada, conduzindo-a a um ápice insuportável.

"Deixe-se levar", ele sussurrou contra a pele dela. "Me dê tudo."

E ela deu.

O prazer a atingiu com uma força que ela nunca poderia ter imaginado, seu grito quebrando o ar.

Peter mal lhe deu tempo para se recuperar. Em um movimento fluido, já estava sobre ela, unindo seus corpos.

A plenitude repentina a fez ofegar. Logo, porém, veio a certeza de que era ali que ela pertencia - e o vazio dentro dela finalmente se preencheu.

"Me perdoe", Peter murmurou, sua respiração quente contra a orelha dela. "Não consigo esperar mais."

"Eu sou sua", Amy respondeu, a voz trêmula, mas segura. "Somos só nós."

Seus olhos permaneciam fixos um no outro, e ela retribuiu o olhar dele com absoluta confiança - uma entrega nascida não da fraqueza, mas da força inegável do vínculo entre eles.

O vínculo pulsava entre eles, prendendo-lhe o coração com correntes forjadas pelo destino, enquanto ela sentia despertar a fome feroz que ele tanto continha - um espelho perfeito da sua.

Peter havia sonhado com esse momento, mas senti-la tão aberta e disposta, despertou uma fome quase feroz nele.

Seus corpos encontraram um ritmo instintivo, e cada movimento os tornava mais reais um para o outro.

Ele se entregou sem reservas, e ela correspondeu na mesma intensidade.

Os sons que preenchiam o quarto não eram só luxúria: eram a linguagem crua de duas almas finalmente reunidas - os gritos dela, os rosnados dele, a batida frenética de seus corações.

Amy agarrou-se a Peter, presa entre uma emoção avassaladora e um prazer arrebatador, cada estocada enviando faíscas correndo por suas veias.

Ela sentia como se pudesse se despedaçar por dentro, pela pura certeza de tudo aquilo.

"Peter...", ela sussurrou, lágrimas de alegria brilhando nos olhos. "Você é tudo para mim. Meu companheiro. Meu Alfa."

As palavras dela pareceram desfazê-lo. Ele a beijou de novo, segurando-a com força, como se temesse que ela lhe fosse arrancada. Ela sabia que ele nunca deixaria ninguém separá-los.

Eles se entregaram um ao outro, selando o que o destino já decidira.

Mas, em algum lugar adiante, uma sombra já se formava.

E quando alguém ligado a Amy por um laço profundo se colocar entre eles, ela entenderá: essa noite perfeita, por mais intensa que fosse, trazia em si o começo de um erro devastador.

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