da tarde fingin
acasso hu
brar exatamente o conteúdo um minuto depois. Em algum momento, Clara jogou uma bolinha de papel na minha testa só para confirmar
ncio - ela murmurou, encosta
tou tra
onal enquanto pensa em qual roupa vai usar
os olho
o estou
com uma cal
pondeu ráp
r para a tela
só um
entram em tragédias româ
ada pel
emp
ez tivesse sido no portão da mansão. Talvez no corredor do meu prédio. Talvez no café, quando
tido juízo suficiente pa
pela expectativa. Pela consciência latejante de que eu queria vê-lo de novo. Queria ouvir a voz baixa dem
odava mais do
respostas. Não ia usar o vestido que ele tinha mandado. Nem morta. Eu não daria esse gostinho a
ndo, eu sabia que impress
ia me p
r bonita sem parecer que eu tinha me esforçado para isso. Deixei o cabelo solto, passei
encarei meu refle
eci
rsão mais
não inacessível, perto o suficiente da minha realidade para me dar a ilusão de que e
inua sendo uma qu
lhos antes d
a sendo um defei
veio segu
amos equi
ômago a
vinte minu
ervada e me convencer de que aquilo era só um jantar. Só duas pessoas sentando
dem
e bagunçar a
para mim mesma quando senti a m
os o
nha acabad
ecia certo demais. O terno escuro moldava os ombros largos com perfeição, a barba por fazer deixava seu rosto perigosamente mais atraent
hesi
dú
esse exatamente
e cada passo dele só piorou o
e me olhou por um
está
a de floreio. Nada de teatro. Só aquela voz baixa, firme,
tei, porque precisava reagir com algu
adeira à minha fr
sabem que estou
biu pelo m
nven
serv
roga
assim vo
ue causava em mim. E, ainda assim, em vez de parecer satisfeito, Lorenzo parecia contido. Tenso de um
formalidade do menu, dos pedidos e da necessidade de parec
demais para o meu vocabulário cotidiano. Quando o g
um silên
pi
silênci
ndo uma perna sobre a
ntariamente para o movimento
per
beu que e
u minimament
stamos -
braços sob
lmente funci
O
ma tempestade cara e insistente até
boca dele
estou de
ima re
one
pir
perturbadora com hone
iosa com fugir de qualquer c
io por um instan
cha muito b
m em ler
E
entou meu ol
il do que a maioria
ago apert
ogância i
ta quando
ender a respiraç
ele tinha razão em pontos
de deixar qualquer c
você
pida, firme, sem e
à minha frente. Precisava de uma pausa. De ar. De qualquer coisa que
? - perguntei, mais cal
stou na
dele mudou. Não o bastante para ser vulnerabilidade
nasci
conteceu
alguns segundos, como se estiv
ue perder o cont
o simples,
vei com ma
a ver com s
ele voltar
er com qu
pção quebrou a tensão, mas não apagou o que tinha sido dito. Fiquei
sido construída. Lapidada. Escolhida ou imposta, eu ainda não s
prestando at
de um tempo. - Sempre foi tão dete
ei os
a análise ou
duas
e so
as
tive muit
xpl
edos pelo c
registrar cada palavra como se fosse importante. Ainda assim, havia algo no olh
sível, mas o possível quase nunca era suficiente. Então eu aprendi
uviu em silê
nterr
ar de s
s você tinha?
não voltaria. Jovem o bastante para
dele es
foi um
a resposta me pe
ma risad
análise s
precisa ser
, isso quase so
u de verdade. Pequen
demais. Lorenzo sorrindo parecia ainda mais homem. Mais quente
lo e mais como descoberta. Falamos do meu trabalho, do jeito como eu odiava café ruim, do fato de Clara ser incapaz d
essoas competent
muito generos
dministração raram
af
caiu por
her no prato ant
mais coragem d
ação tr
a. Parecia experiência. Alguma coisa
uém que evita as dua
evito l
deu o que eu
hando por alguns se
nte
. Porque não houve brincadeira. Nem defesa. Só uma
veria. Esse era o verdadeiro perigo. Não a arrogância dele. Nem a insistên
sso, existir uma versão de Lorenzo
mperdoavel
ela. Apenas resolveu tudo com a naturalidade de alguém
gar a minha p
u s
assim pa
Si
tomar decisõe
e lev
o a decisã
hos, mas me l
o agradável. A rua estava movimentada o bastante para eu me sentir segura, mas
etros. Não tentou tocar em mim. Não tentou me conduzir. E,
á quieto -
se te levo para casa ou s
ação ac
importante demais para est
entado o método da hon
per
ho suave sobre o rosto dele. Lorenzo me encarou em silêncio por
- ele dis
o me
um pedido?
o disso que você
io quase escapou dos
passo à
u
ficiente par
estreito, denso demais. Eu podia sentir o cheiro dele, a respiração controlad
erigoso -
mo assi
mpre resp
ontinua se
de cada centímetro de distância entre nós. A mão dele sub
ão r
elicadeza que não combinava nada com o resto del
ar - ele falou, a
ção bate
sso,
li
sco
nce de recup
ele, à tensão do silêncio, ao jeito como ele estava me dando espaço mesmo querend
o que você pa
le foi míni
eu
curecer
ração qu
dura da
tivessem acertado algum
renzo me
m beijo h
ão foi a
pi
prec
eria se resolvesse parar de se segurar. Meu corpo inteiro reagiu no mesmo instante. O calor subiu rápido demais, forte demais. Levei uma
ível, e aprofundou o beijo só o suficiente p
delicadeza
inte
o
à beira d
u corpo parecia entender pe
afastou, foi p
e para me de
ficamos ali, presos no mesmo ar, na mesma pulsaçã
a ideia - murmurei, s
deu, olhando diret
devia d
firo ser
baixa, ainda sem r
straga qualquer ch
inda não f
meu coração bater
sto, só o suficiente
se aco
biram da minha b
de de
ômago a
insuportável de fazer isso sem parecer barato. Sem parecer jogo. Era sempre como se es
se impossíve
s irresponsável. Lorenzo deixou. Claro que deixou. O controle estava de volta ao ro
egar um ca
asse
pero co
o pr
u s
novo. A maldi
i o carro. O silêncio entre nós, dessa vez, era diferente. Menos agress
uina, senti um aperto estranho no pei
para L
tensidade de sempre, mas havia algo nov
e, Aurora
meu corpo se arrepiar inteiro
oite, L
sem olhar para t
es que ele su
inda es
na ca
bora como se isso n
sse apenas
banco e fechei os o
ca ainda
ainda batia
entrado na minha vida, eu soube com uma clareza as
mbém

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