rdei c
onfusas, em que o corpo apaga e a mente continua em guerra. Sonhei com olhos escuros, com passos no
quarto me pareceu normal demais para
ara mim mesma que aquele homem não mudava nada. Lorenzo Ferraz era uma complicação irrit
vida tinha e
blusa azul de mangas longas, uma calça preta e prendi o cabelo em um rabo de cavalo mais alinhado do que o meu humor merecia. Passei café forte, tome
cassei antes da
nha mesa quando o celular
desco
arecer indiferente, embora ninguém ali estivesse prestando atenção em mim além de Clara, que
a men
que tenha dormido melh
ndo inteiro, sentindo uma mistura de i
Clara sussurrou do o
i o c
ente precisa
o até a minha mesa, se apoiando
oi
assinada em cartório. Ela sorriu daquele jeito insuport
está completa
a palavra tão
orte demais ou porque
olhar afia
tizando um comportamento
ntizando. Estou obs
quanto ela parecia simples e eficaz ao mesmo tempo. Nada de ordens. Nada de arrogância escancarada. Só aquela fra
ér
isso que me dei
lar na gaveta
ulados. Tentei convencer meu cérebro de que eu era uma mulher adulta, plenamente funcional, que nã
inú
depois meu celula
mensagem fo
uem pensa em você an
s olhos
fingiu d
eus, ele ma
sa trabalhar
claramente não
s que meu bom senso pude
nvade a paz a
veio quas
do vale
ômago a
i aquel
ciso e perigosamente bom em soar co
celular c
, com a solenidade de quem tes
i um
o co
Cl
sozinha com a tela apagada e um
renta minutos. Depois disso, comecei a checar se havia novas mensagens com a mesma frequênci
via ma
a forma, me inco
principalmente, longe do olhar analítico de Clara. Escolhi um café pequeno a duas quadras dali, um lugar simples com
perto da janela, tentando aprove
os primeiros
rto, e
i pri
nt
observada por alguém cuja presença mexia com o ar an
estav
ulhento da cidade tivesse sido desenhado para recebê-lo. O terno cinza escuro parecia feito sob medida para irritar a m
ção bate
o fo
mesmo instante
estivesse m
espaço. Quando entrou no café, o ambiente inteiro pareceu encolher um pouco. Não porque ele fizesse algum es
nte da mi
lmoço -
ndo para el
stá me s
inha frente e se sentou com
Nã
posta falsa com
a reunião a d
sobrenatural decidiu almoç
hei mais inteligente vir até
ou desprevenida pelo
ubiu e desc
elação muito pec
uliar com a ideia de que pode me i
olhos levemente arregalados ao reconhecer quem estava sentado ali. Lorenzo p
não é
e diss
continua me
ervou com aquela atenção firme demais, co
reagindo como se e
rei f
nca tenha conhecido a
sist
nva
orou u
era um
ca dele se cu
ndo a me irritar por razões que eu
á fazendo iss
to com uma calma que me deixou consciente demais da minha própria pele
isse, por fim. - E eu não cost
o são contra
u s
be m
o que estou aqui e não mand
surpres
orço torto, talvez. Como se Lorenzo realmente estivesse se movendo fora do terreno
café. Lorenzo agradeceu s
constante dev
te, su
ecia alguma c
untei, antes de beber um gole do suco par
se se
do não c
ou a cabeç
tender se vale a
ômago a
eu v
antes que eu pudess
receram de um jeit
do que
tre nós ficou
onversas dispersas das outras mesas - tudo isso pareceu se afastar por um i
tamente vi o olhar dele descer para minha boca.
so de propósi
O
jeito d
jeito te
a respo
vi
a da voz dele me puxava para um
ria - repeti, usan
u olhar por um seg
cisasse colocar um pouco de distância
m clareza: o controle dele não era nat
comigo de um
de mim? - ele pe
pequeno, quase uma
certa é se eu tenho me
ficaram aind
esc
perig
me agrada mais
meu corpo reagindo daquela forma no meio de um almoço comum, em um café simples, cercada
o parecia pert
tipo de erro que muda o
esse jeito de novo - fal
cê está pen
a que isso é
aso, é uma tentativa
rosto ime
seu cas
ficar em silêncio
pondeu ele, devagar
pegou de
esde que o conheci, vi alguma coisa que não era só domínio ou confiança. Era estrutura. Mu
o aperto
empatia naq
se estivesse em g
ez eu
om
de café, bebeu um gol
e? Co
ação tr
s tarde demais. O ef
tudo em uma tens
ho desne
ro qu
de volta no pires com
intimidadas demais para serem reais comigo. Você não faz nada disso. Então, sim, eu vou até você. Eu insisto. Eu apareço. Porq
s palavras me a
scuro, sentindo meu corpo inteiro re
vel - falei, mas m
lvez
assim você
Si
les
desc
re
m joguinhos. Sabia lidar com homens que fingiam desinteresse, com arrogância vazi
a cadeira, ten
rcebe com
o obs
ito ap
palavra com nat
omo se não vi
rticularmente inclinado a
percorreu m
era um desast
bia disso
atejar dentro de mim não e
ria ficar longe me
uco para a frente, a voz
e comi
o ar pe
onvites em ordens c
tando ser m
você send
do que no p
nte, eu q
as
o po
uer ou
s d
ntir
uma sobr
o com a
lho no seu olhar quand
o bateu fo
enlouq
enho t
comigo
ore
uro
olhos por
emente seguro de que mais cedo ou mais tarde eu cederia algu
ele talvez es
antes que a prudên
le se fixar
O
ta me buscando, sem aparecer no meu prédio depois
segundo tão longo que comecei a me arre
to h
te e
boca dele
te e
escolho
Nã
i a t
u de co
dei com
é imp
eitando jantar c
na cara dele só para resgatar
da posso
Po
vez eu
alv
e aquilo deixava claro que não acreditav
aletó com aquele gesto simples que, por algum
o endereç
ara alguém que acabou d
te para bagunçar a minha respiração, longe o bastante para que
segui tudo o qu
o inteir
ixou dinheiro demais sobre a mesa para pagar o próprio café e o meu almoço inteiro, e saiu
a a porta depois q
çonete passou perto e me lan
prato quase intocado
e aceitar jantar c
rário, o medo que senti naquele instan
uerer co

GOOGLE PLAY