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Prometida oo Capo

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Capítulo 1 Ane Moretti

Palavras: 1735    |    Lançado em: 02/02/2026

inha passado a tarde inteira revisando neuroanatomia, rabiscando mapas mentais sobre o sistema límbico e ouvindo música clássica ao fundo, como sempre fazia nas vésperas de provas

e papel, a única combinação que me

até ouvir aq

ai nunca batia a port

livros ainda pressionados contra o peito como

tenas de vidas com as próprias mãos, o pai que nunca havia erguido a voz em toda a minha existência, estava curvado, abatido, com os olhos vermelhos e a gravata pendendo torta no pescoço. Pare

recisamos

u estômago se apertar antes que qualquer palavra específica chegasse. Abaixei os livros no braço do sofá e fui até ele. Meu pai afundou na poltrona

infância, que me haviam ensinado a andar de bicicleta, que haviam assinado minha matrícula na faculdade de medicina c

eceu? Você tá

uele tipo de respiração que antecede revelações -,

ho um tumor no cérebro. Inoperável, segundo os médicos. - Ele soltou uma risada amarga, desprovida

o idioma português houvesse subitamente se tornado estrangeiro para mim. Tumor. Falido. Inoperável. Cada su

rei, a voz saindo num fio tão fi

sorte que já havia abandonado, sobre as fichas que se multiplicavam nas mesas erradas, sobre o desespero crescente de um homem que descobrira ter um tumor no cérebro e decidira, na sua loucura particular, que a fortuna poderia pagar a cont

ue só ele conseguia ver. - Mas eu já tinha perdido tudo. A dignidade... o futuro. E ele sabia disso

nça, a casa, os investimentos, os instrumentos cirúrgicos que guardava como se fossem extensões do pró

ê...

eceram uma saída. Disseram que, em troca, você se casaria com o filho do Don, Sebastian Mancini. As dívidas ser

ortantes como navalha passada devagar. - Como se eu foss

a fora. A imagem do meu pai destruído era algo que eu nunca havia imaginado ver. Aquele homem sempr

e trocado por f

ertencia a esse universo sombrio. - Ele hesitou, e naquela hesitação eu aprendi que o pior ainda estava por vir. - Foi aí que o Don acenou para um dos capangas, que jog

fotografias e histórias narradas com carinho e tristeza, havia sido filha de um mafioso? Minha identidade inteira estava

realidade, minha própria identidade estava desm

ça. Passos ecoaram pela casa, pesados, seguros, impossíveis de ignorar, e em segundo

curo que custava mais do que qualquer coisa que eu jamais possuíra. O olhar de aço, fixo em mim co

bastian Mancini. Estou aqui para l

tinha escolha ou opinião ou voz. Apenas levar, como se eu fo

eça. Silêncio. Culpa. Derrota. A pior

que consegui reunir, sentindo cada centímetro do meu corpo se enrijecer contra a situ

amente - mas não o suficiente. Em dois passos, estava próximo demais. Os dedos dele envolv

oz baixa e perigosa como o som que antecede uma tempes

ei me soltar, mas ele segurou fi

as bateram no chão frio do hall de entrada, e a dor mal doeu comparada à humilhação de

ou a arma do coldre e a apontou para a cabeça do meu pai com um movime

levantando de um sal

isse Sebastian, olhando para mim com a calma de um

ian, por

ois

or amargo da rendição preenchendo

ertificando-se de que minha rendição era real e não um prólogo para outra resistência. Depois ace

ar o que

a mochila. Havia coisas que não podiam esperar nem três segundos: eu precisava saber que ainda era capaz de me mover, de escolher, de agir, mesmo que a ação fosse apenas d

tempo que me res

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