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Histórico

Capítulo 2 Ane Moretti

Palavras: 1471    |    Lançado em: 02/02/2026

Três cadernos, um jaleco, dois livros de neuroanat

impaciente, mas eu o ignorei. Me

u

s nem para levantar a cabeça. As mãos tremiam no colo. Os o

mil pedaços. Eu não sabia se queria abraçá-lo

Pa

u vi tudo. A dor. O arrependimento. A culpa que já

Eu falhei com você. Com sua mã

. Não na frente de Sebastian. Não na frente daqueles h

r que não me contou? Por que me jog

ngoli

você... e, no fim, só te vendi. - Ele

e segurei sua mão.

- Mesmo depois de tudo. E eu ainda te amo. Mas

os com força. - E eu vou carr

mesmo que me dava segurança quando eu era criança. E desejei, por um instante des

mbro dele. - Que vai fazer esse tratamento. Qu

m fio de voz. - Mas você

com o rosto

O

ue eles apagu

tudo o que eu podia prometer. E

lutância. E quando virei para a porta, Sebastian já

- como se até o mundo, cúmplice silencioso, soubesse que algo havia sido

condiam segredos. Os motores ligados vibravam com paciência predatória. Homens de terno e olhares duros se manti

transformando a calçada num espelho opaco. Mas nenhuma água do mundo

ta permanecia aberta. Um convite? Não. Uma ordem disfarçada de genti

garganta como se o próprio unive

ado no sofá. O mesmo sofá onde eu cresci deitando com os pés no colo dele. Agora, ele

s pés não se moveram. Porque eu sabia a verdade cruel e simples:

pé diante do outro, arrastando minha al

o caro e um silêncio que pesava como concreto. A porta se fechou com

a a janela, os dedos batendo no apoio de braço com uma calma irritante. Como se est

iram com precisão coreografada. Um comboio. Um

as lojas... tudo seguia como se eu não estivesse ali. Como se eu tivesse deixado de existir. Eu já não fazia pa

ançava, mais o pânico se

. Ter que conviver com criminosos bem vestidos, sorrir em jantares cheios de sangue oculto, ouvir ord

omem que me tirou à

. Meus dedos se fecharam no tecido da cal

tentas

atariam? Me caçariam como u

tátua de mármore, insensível e impecável, com olhos que sabiam demais e

para descansar. Mas

mim morria. E outra, desconhecida, nascia. Uma

era Ane

u teria que s

para sobreviver ao mun

uma única palavra durante todo o trajeto, como se eu fosse uma carga que precisava ser t

avras, eu poderia reagir. Com o silêncio dele, eu ficava sem alvo para a minha raiva, sem onde col

crescer, as pessoas que passavam sem saber que uma vida estava sendo dissolvida dentro daquele carro preto - t

nha vida adulta a me tornar algo. Alguém. A mulher que meu pai havia criado com tanto orgulho, apesar das cir

sendo levada co

eles podiam me levar, podiam me obrigar a entrar naquela mansão, a usar o sobrenome deles, a aparecer nas fotos certas nos event

para a janela do outro lado, aquele perfil anguloso e impassível q

iria como

mano por baixo daquele controle absoluto. Que eu não estava sendo entregue a uma m

têm rac

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