ira fria, sentindo o coração galopar contra as costelas, um ritmo frenético que ela não conseguia controlar. A revelaçã
s desertas de Valverde do Sul. O encontro reabrira feridas que ela acreditava terem cicatriza
ez em anos, mergulhar na memória que sempre tentava
e. O som da chuva nas telhas de barro era a trilha sonora para a bagunça de telas e molduras antigas. Ísis estava tentando pintar o reflex
e já parou, Gió? - ela perguntou, com um p
egunda chance de funcionar, Ísis - ele resp
inha uma mancha de tinta no nariz e o cabelo preso em um coque desleixado. Giorgio soltou as
polegar do rosto dela. Mas ele não limpou a tinta. E
tade. Foi o momento em que Ísis percebeu que nunca mais conseguiria pintar uma tela sem procurar o cinza dos olhos
ante de couro com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. O perfume de Ísis ainda estava em suas
pondeu ao beijo, as mãos pequenas dela sujando a camisa dele de tinta. Naquela tarde, ele não queria ser o herdeiro do
dissera ter "extraviado". Ele escrevera sobre o frio da Suíça, sobre como a arquitetura moder
orgio, o peito ardendo, "ela passou
ilêncio era um veneno que começava a circular em suas veias. O reencontro não fora apenas um choque; fora uma ressurreição. O G
ade voltou. Ele tinha um acordo com Soraya. Tinha um legado a proteger.
apenas o lugar onde ele trabalhava; era o campo de batalha onde ele teria que decidir se continuar
dade. Ela pintou uma mancha azul cobalto no centro de uma tela branca

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