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Desejos em Quartos Fechados

Desejos em Quartos Fechados

Autor: Gil Silva
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Capítulo 1 Lívia Oliveira

Palavras: 1399    |    Lançado em: 10/04/2025

a o hall monumental do Palazzo Galleria Milano, misturand

o e o eco sutil de passos sobre o mármore criavam a

mantendo o padrão impecável do lugar, até que o eco de pa

r, e o ar na entrada pri

anos renomados. Os cabelos pretos, penteados com precisão, refletiam a luz quente do teto trabalhado em afrescos, contrastando d

ecepcionista ao meu lado em u

Eduardo

. Havia uma força intensa naquele homem, mas o

mens ricos e acostumados a mandar passavam por ali

hos castanhos-claros dele cruzaram os meus. Um segundo. Dois. Três.

ros que estavam presos em um coque sobre o uniforme ajustado, o contorno do meu corpo esc

una e mantendo o queixo erguido. Percebi o canto dos lábios dele se curvar em um esboço de

A suíte presidencial - o apartamento 507, na ala mais nobre do palácio

Eduardo

gui pelo corredor reservado do último andar, o

nquanto eu repetia a mim mesma que se tratava apenas

ionante das cúpulas históricas de Milão através das janelas em arco. Móveis de carvalho,

recipientes de porcelana, conferindo o polimento dos m

atenção aos detalhes - disse uma vo

-me a demonstrar qualquer s

alça social e os primeiros botões da camisa de algodão abertos. Os cabelos pretos desalin

nte fascinado pela curva da minha cintura, a po

íte ainda estava desocupada durante o meu turno - resp

estabelecimento - ele deu dois passos lentos em minha direção. A presença física

senhor Monteiro - respondi, encarando-o diret

registraria uma mulher como você. Esse cabelo, esses

lculada, o tipo de abordagem assertiva que ele cos

dele ficasse perceptível no ar. O calor da proximidade dele era real e fazia meu pul

tou ele, baixando a voz par

disse, s

lculado de quem busca tocar meu queixo para erguer meu rosto. U

asse, dei um passo firme para trás e ergui

Não me toque - declarei em t

cobriu suas feições. Ele claramente não esperava uma recusa, muito menos

nho, avaliando a situação como q

entando a postura sem recuar. - Sou responsável pela higienização da sua suíte e por garantir seu conforto técni

ória. O silêncio que se seguiu foi pesado, car

com um misto de contrariedade e um fascínio absolutamente incontrolável por aquela loi

z dele saiu ainda mais baixa, áspera e perigosa, tentand

achá no peito. - E eu sou a profissional encarregada de deixar seu quarto pronto. Se o senhor necessi

emonstrando o impacto que aquela reação causara. Contudo, manteve as mãos para t

a - murmurou ele com o maxilar tenso, mantendo a atenção completam

ecisam ser respeitados - respondi sem piscar, sentindo o peito ac

saída principal da suíte, sentindo os olhos dele queimarem nas minhas costas, acompanhando o mo

l de tarde, senhor Montei

e madeira nobre com um

nstantes, puxando o ar com força. Minhas mãos mantinham um leve tremor pe

a, cabelos escuros e olhos dominadores, mas diante de mim ele acabara

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