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Uma noite inesquecível: o dilema de Camila

Uma noite inesquecível: o dilema de Camila

5.0
2 Cap. / dia
612 Capítulo
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Sinopse

Índice

Foi um grande dia para Camila. Ela estava ansiosa para se casar com seu belo marido. Infelizmente, ele não compareceu à cerimônia. Assim, ela se tornou motivo de chacota aos olhos dos convidados. Num acesso de raiva, ela saiu com um estranho naquela noite. Ela pensava que era só um caso de uma noite. Mas para sua surpresa, o homem se recusou a deixá-la ir. Ele tentou conquistar seu coração, como se a amasse profundamente. Camila não sabia o que fazer. Ela deveria dar uma chance a ele? Ou apenas ignorá-lo?

Capítulo 1 Aventura de uma noite

Camila Haynes havia acabado de se casar. No entanto, não havia sinais de seu noivo em lugar nenhum. Enquanto olhava para o quarto vazio, seu rosto ficou pálido como papel. Era difícil para ela não se sentir humilhada. A mulher sabia que não merecia isso. Infelizmente, não havia nada que ela pudesse fazer.

Desde o momento em que ela nasceu, todos os aspectos de sua vida foram controlados por terceiros. Logo, um casamento arranjado também fazia parte do pacote.

Camila foi obrigada a se casar por causa de seu pai, um homem governado pela ganância. Seu avô havia trabalhado como motorista de Robin Johnston, o patriarca da poderosa família Johnston. Há algum tempo atrás, eles sofreram um terrível acidente, onde o avô de Camila morreu para salvar Robin.

Nos últimos meses, a pequena empresa que a família de Camila dirigia contraíra enormes dívidas. Em outras palavras: eles estavam à beira da falência. Mesmo assim, o astuto pai de Camila se recusou a pedir ajuda à família Johnston, pois sabia que isso cancelaria a dívida que eles tinham com a família Haynes. Sendo assim, ele elaborou um plano para que o neto de Robin, Isaac Johnston, se casasse com sua filha.

Dada a riqueza da família Johnston, eles certamente iriam desembolsar uma boa quantia em dinheiro em troca da mão de Camila. Além disso, como bônus adicional, eles finalmente estabeleceriam uma conexão mais sólida com a família Johnston, vinculada por lei. Claro, a família Johnston não podia recusar a proposta, ou correria o risco de arruinar sua reputação.

Isaac optou por expressar sua insatisfação com todo o arranjo não aparecendo na festa, embora ninguém além das famílias dos noivos estivesse presente. Ele também não autorizou que Camila usasse o sobrenome Johnston em público, e a proibiu de contar para os outros que ela era sua esposa. Considerando tudo isso, ninguém se preocupou em pedir a opinião de Camila.

Mesmo vendo-se à beira de um colapso, a mulher não perdeu a compostura. Mesmo que seus cílios estivessem tremendo ligeiramente, havia um traço de determinação que não deixava seus olhos. Ela se recusava a ceder à humilhação. Entretanto, ela ainda não sabia como proceder.

Ela ainda se perguntava como seria sua noite de núpcias quando recebeu uma mensagem de uma colega, que estava pedindo que Camila a substituísse no turno da noite.

Camila não hesitou, ela saiu do quarto e chamou um táxi para levá-la até o hospital. Momentos depois, ela estava na sala dos funcionários do hospital verificando os registros dos pacientes. Seu vestido de festa havia sido substituído por um jaleco branco.

Com um estrondo alto, a porta foi repentinamente aberta pelo lado de fora, fazendo-a bater com força contra a parede. Antes que Camila pudesse assimilar o que estava acontecendo, a porta foi fechada novamente. Ouviu-se o clique do interruptor e, em seguida, a sala ficou escura.

Um arrepio percorreu a espinha da mulher. "Quem..." Camila não conseguiu terminar a frase, pois foi empurrada para cima da mesa. Os papéis que ali estavam se espalharam pelo chão, e ela sentiu a ponta fria e afiada de uma faca pressionada contra seu pescoço. "Quieta!", seu agressor sussurrou com uma voz fria.

Camila mal conseguia enxergar o rosto do homem, embora seus olhos se destacassem. O olhar misterioso do mesmo brilhava sob a penumbra. Um cheiro inconfundível de sangue invadiu as narinas da médica, fazendo-a perceber que o homem estava ferido.

Graças aos anos de treinamento e experiência de Camila como médica, ela conseguiu se manter calma. Silenciosamente, ela ergueu uma das pernas, prestes a chutar as partes sensíveis do homem. No entanto, ele era esperto o suficiente para prever o que estava por vir. Assim que ele sentiu seu movimento, ele apertou as pernas dela com força e a prendeu contra a mesa usando o peso do próprio corpo.

De repente, ouviu-se uma enxurrada de passos vindos do corredor. Considerando o som que parecia estar cada vez mais perto, as pessoas estavam indo para a sala dos funcionários.

"Rápido, eu o vi andando por aqui!"

Bastaria um único grito de socorro e as pessoas invadiriam a sala. Desesperado, o homem se inclinou para frente e beijou Camila. A mulher não hesitou em lutar e, para sua surpresa, ela conseguiu afastá-lo com bastante facilidade. O homem já não estava mais a ameaçando com a faca. Um turbilhão de pensamentos ecoava na mente de Camila.

Nesse momento, alguém que estava do outro lado da porta agarrou a maçaneta. Após decidir o que fazer, Camila puxou o homem para mais perto de si e passou os braços em volta do pescoço dele. Desta vez, foi ela quem o beijou.

"Eu posso te ajudar", ela murmurou baixinho, esperando que o medo não transparecesse em sua voz.

O homem engoliu em seco. Alguns segundos se passaram enquanto ele parecia estar pensando e, em meio ao caos, Camila sentia seu hálito fresco pairando contra o ouvido dela. "Eu vou assumir a responsabilidade por isso", seu tom de voz era baixo, mas não deixava de ser magnético.

Na verdade, ele parecia ter entendido tudo errado. Camila pretendia atuar para que a interação entre eles parecesse consensual. Logo, ele não teria que assumir a responsabilidade por nada.

No segundo seguinte, a porta foi aberta com brutalidade. Camila e o homem misterioso imediatamente colidiram em outro beijo. Ela até soltou um gemido longo e sensual, tornando o momento íntimo mais realista. Apesar de sua situação delicada, o homem não pôde deixar de reagir ao som. Se não fosse pelas pessoas na porta, ele poderia ter perdido a cabeça.

"Porra! É só um casal se beijando. Cara, não tinha um lugar mais apropriado para fazer isso?! Quanta falta de vergonha na cara!"

A luz do corredor infiltrou-se na sala, expondo o casal emaranhado. O homem estava de costas para a porta enquanto beijava Camila, efetivamente escondendo seu rosto dos olhos curiosos dos intrusos.

"Bem, definitivamente esse não é o Isaac. Aquele filho da puta está gravemente ferido. Mesmo que fosse a mulher mais gostosa do mundo ali, duvido que ele teria forças para fazer qualquer coisa com ela."

"Mas mano, essa mulher está fazendo uns sons bem legais, não acha?!"

"Cale essa boca e mexa-se! Precisamos encontrar o Isaac o mais rápido possível, ou perderemos nossas cabeças!"

Houve um farfalhar e um bater de pés enquanto os homens se afastavam correndo, deixando a porta fechada novamente. O homem sabia que seus inimigos haviam partido, mas ao se dar conta de que agora ele estava sozinho com aquela mulher, perdeu o controle. Uma onda de luxúria o invadiu, fazendo-o perder a racionalidade.

A corrente de desejo também não poupou Camila. Talvez fosse a proximidade deles, ou a maneira íntima como eles estavam posicionados, ou talvez fosse a súbita onda de adrenalina; não havia como saber ao certo, mas a onda de rebeldia que ela nem sabia que possuía veio à tona.

Até então, a jovem havia vivido uma vida de monotonia, sempre cedendo às vontades de seus familiares. Desta vez, pela primeira vez, ela iria se entregar aos seus próprios desejos.

Camila deixou de lado suas inibições e deu ao homem abertura para fazer o que quisesse com ela. E foi assim que ela entregou sua virgindade em uma rodada de sexo selvagem e doloroso.

Após satisfazer seus desejos, o homem beijou-a carinhosamente na bochecha. "Irei te achar depois", ele murmurou, sua voz ainda estava um pouco ofegante. Em seguida ele saiu, tão abruptamente quanto havia chegado.

Longos minutos se passaram, até que Camila finalmente conseguiu se pôr de pé. Sua cintura e costas estavam doloridas, assim como sua virilha.

Alguns segundos depois, o silêncio da sala foi quebrado pelo toque de seu celular. O aparelho vibrava na borda da mesa, prestes a cair.

Camila o agarrou antes que caísse, então deslizou a tela para atender à chamada. "Doutora!", uma voz frenética soou do outro lado da linha. "Um paciente acaba de ser levado para a emergência. Ele sofreu um acidente de carro e teve ferimentos graves. Precisamos que você vá vê-lo imediatamente!"

Camila limpou a garganta antes de responder: "Entendi, chego aí em um minuto."

Assim que encerrou ligação, ela caminhou em direção à porta, mas parou no meio do caminho. A mulher abaixou a cabeça, dando uma olhada em si mesma.

Suas roupas estavam bagunçadas e amassadas, e havia algo pegajoso entre suas pernas. Os joelhos de Camila fraquejaram quando ela se deu conta do que havia acontecido. Ela realmente fez sexo com um estranho em sua noite de núpcias. De longe, aquela havia sido a coisa mais indecente que ela fizera.

Entretanto, aquele não era o momento ou local apropriado para comemorar suas ações ou ponderar suas consequências. Camila se recompôs e seguiu seu caminho até a emergência. O resto de sua noite seria ocupado com muito trabalho.

Quando finalmente teve um tempo livre, já era quase madrugada. Ao voltar para a sala dos funcionários, ela descobriu que a sala ainda estava tão bagunçada quanto ela havia deixado.

Quando as memórias de algumas horas atrás invadiram a mente de Camila, suas mãos se fecharam em punhos.

"Obrigada por assumir o meu turno, doutora Haynes", a colega de Camila, Debora Griffith, agradeceu enquanto sorria com sinceridade.

Camila forçou um sorriso tenso. "Imagina."

"Deixa que eu continuo daqui. Você deveria ir para casa descansar um pouco." Reparando os papéis espalhados pelo chão, Debora arqueou as sobrancelhas. "O que aconteceu aqui? Por que esses documentos estão no chão?"

Apavorada, Camila desviou o olhar e tentou se explicar: "Ah, deixei cair sem querer. Por favor, arrume isso para mim. Estou exausta, então é melhor eu ir."

Mesmo diante da clara reação estranha de Camila, Debora assentiu. Depois de se despediram, ela começou a recolher as coisas espalhadas pelo chão.

A mulher mal havia terminado quando o diretor do hospital apareceu na porta, acompanhado pelo assistente de Isaac.

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