Ser sobrenatural não é fácil, ainda mais vivendo em uma sociedade onde a maioria é de humanos. Chega a ser tedioso, porque não posso me divertir com alguns humanos, quem eu sou? Meu nome é Ravina, sim, um nome bem diferente, mas fazer o quê! Minha mãe escolheu esse nome, não tenho o que reclamar, e eu até gosto porque é um nome diferente e único, eu sou uma vampira e isso é tudo o que você precisa saber sobre mim. Temos regras no nosso mundinho escondido. Meu bando e eu vivemos em uma comunidade no interior do Canadá onde existem lobos, vampiros, bruxas e algumas outras raças sobrenaturais.
Não perderei meu tempo falando sobre as espécies aqui existentes, até porque isso tudo é sobre mim e não sobre eles, mas voltando ao foco da história, nós não podemos matar os humanos de Kings Landin's, por quê?
Meu líder, também conhecido como alfa do bando, não permite, ele diz que isso chamaria bastante atenção e ele não quer ver o seu bando ser caçado uma segunda vez e bem... Sigo essa regra, do meu jeito, mas eu sigo. Não sou conhecida por minha obediência e sim por não seguir certas regras, o quê? Vai me dizer que você é uma pessoa que segue todas as regras que lhe são impostas, creio que não. Todo mundo já quebrou algumas regras na vida, até porque ninguém é perfeito, nem mesmo as fadas e olha que elas quase chegam lá. Além de sermos proibidos de caçar humanos, minha mãe me disse uma vez que há uma lei que nos proíbe de fazer tal coisa. Quem inventou e decretou essa regra me é desconhecido.
Já contei metade da minha história para vocês, agora proponho começarmos naquela maldita noite em que perdi a minha liberdade.
Tudo começou comigo... quebrando outras regras do meu bando ou clã, pode ser ambos, mas bem, lá estava eu em uma noite linda de chuva. Amo a chuva, é um dos fenômenos da natureza que mais me agrada, claro até porque, se eu sair no sol, ele me frita.
Não que não possa sair já que em um acordo com as bruxas, o que foi bem difícil devido há anos de rixa entre as espécies, elas nos presentearam com lindos cordões, pulseiras e até anéis que tinham um feitiço que nos mantinha protegidos do sol, graças a deusa mãe, porque senão eu estava ferrada sem poder sair a luz do dia o que seria bem tedioso e chato.
Viveríamos como homens das cavernas, só que com uma diferença, nós só sairíamos à noite. Então era uma linda noite de chuva, com trovões e relâmpagos e, cara, como amo isso, eu estava andando na rua, quer dizer, meio que correndo na rua procurando um humano para sugar o sangue. Viu, estou quebrando uma regra.
Os humanos com certeza estão nas suas casas reclamando da maravilhosa chuva eu não entendo os humanos eles reclamam de tudo, se está com chuva eles reclamam, se está com sol eles reclamam e se está no nublado eles reclamam, sinceramente os humanos são um bando de mal-agradecidos, mas fazer o que eu não posso matar eles devido à regra do meu clã, mas essa noite eu só queria pegar um ou dois humanos e me saciar com o sangue deles, faz tanto tempo desde a última vez em que tomei sangue diretamente da fonte, eu já até esqueci o gosto faz, exatamente três dias que eu não mordo um humano, pensou que eu estava falando de dois meses ou três não é! Mas não, eu não sou tão obediente assim. Vocês já leram isto, não é preciso eu repetir, não é?
Mas voltando, eu estava andando em baixo do fenômeno da natureza o qual eu mais gosto a rua estava meio deserta e escura, não tão escura assim, mas tinha pouca luz e lá estava eu andando sorrindo na rua esperando alguém aparecer para eu poder morder, estava com uma senhora ansiedade, precisava desesperadamente de sangue, eu corria e de repente paro ao ver a uns cem metros de mim um humano e ele não estava sozinho, um sorriso travesso nasce nos meus lábios e passo a língua nos dentes sentindo as minhas presas crescendo eu sabia que iria encontrar alguém.