Livros e Histórias de Xiao Mao Mao
A Luta Pela Filha
A luz fria do hospital zumbia, as palavras do médico eram abafadas: "Sua filha, Sofia, está em coma devido a um traumatismo craniano grave." Minha pequena Sofia, de apenas sete anos, vítima de um atropelamento e fuga. Meu mundo desabou, mas então, minha esposa Alice, a advogada fria e calculista, chegou e, em vez de consolo, vieram as perguntas: "Onde você estava? Por que a deixou sozinha?" Um interrogatório brutal, não de uma mãe, mas de uma promotora. Eu era o pai culpado, afogando-me em desespero quando, por acaso, um celular esquecido gravou mais do que minhas notas: a voz venenosa de Lucas Costa, meu maior rival, e a risada gélida de Alice. Eles falavam de "um plano perfeito", de me destruir, roubar minha empresa e reputação. E o mais cruel: "Seria... mais limpo se ela não acordasse. O sofrimento dele seria eterno." Meu DNA seria plantado na minha própria filha para me incriminar. A mulher com quem vivi por uma década, a mãe da minha filha, desejava a morte dela? Como ela, uma advogada brilhante, pôde acreditar na mentira de que eu a droguei anos atrás, plantada por Lucas? Mas a dúvida nela, uma pequena semente de fúria e clareza, havia brotado. Era a hora de lutar, não pela minha liberdade, mas pela vida da minha única filha e pelo renascimento da verdade.
Traída e Renascida: Vingança Fatal
A sensação pegajosa de suor nas minhas costas e o cheiro de couro barato do carro. Minha mãe, Dona Ana, soava suave ao meu lado, e meu pai, Dr. Carlos, fechava o porta-malas com um baque surdo, exibindo um sorriso cruel. Na minha vida anterior, essas palavras foram o prelúdio do nosso fim. Ele não só me traiu, traiu minha mãe com sua amante, Sofia. Ele também sabotou os freios do carro, e o acidente nos mandou para o hospital, onde ele assinou os papéis para desligar nossos aparelhos e doar nossos órgãos. Tudo por causa de Pedro, um filho bastardo que ele teve com Sofia, que sofria de insuficiência renal. Por uma cruel coincidência, eu e minha mãe tínhamos rins compatíveis. Ele nos via como obstáculos, pedaços de carne inúteis porque eu nasci mulher. O ódio em seus olhos no hospital, quando percebeu que eu ainda respirava, era palpável. Minha mãe, boa e cega por amor, sacrificou sua vida por ele, cortando laços até com seu irmão, meu tio João, a rocha dela. A lembrança da minha vida passada era um filme de terror: o acidente, a dor aguda, a escuridão, e a decisão fria do meu pai nos sentenciando à morte. Um nó de gelo se formou no meu estômago de ódio. Eu não iria deixar acontecer de novo. Desta vez, eu protegeria minha mãe. Eu faria aquele homem e sua amante pagarem por tudo em dobro. "Pai", eu disse, minha voz mais firme do que esperava. "Acho que esqueci meu livro em casa. Podemos voltar rapidinho para pegar?" Ele franziu a testa, impaciente. "Maria, já estamos atrasados. Você pega o livro outra hora." "É importante", insisti, olhando-o intensamente. Eu precisava de tempo. Precisava de um plano. O primeiro passo era não entrar naquele carro sabotado. "Tudo bem, tudo bem", ele cedeu. Enquanto ele saía do carro para abrir o portão. Eu me virei para minha mãe. "Mãe, não vamos com este carro." "Por que, filha? O que deu em você hoje?" "Apenas confie em mim", eu disse, segurando sua mão com força. "Por favor." Eu jurei a mim mesma que, desta vez, a história teria um final diferente. A caça não seria mais a presa. Eu era a caçadora agora, e minha vingança estava apenas começando.
A Farsa do Casamento Perfeito
Olhava para o salão de festas luxuoso, os lustres brilhando, mas meu coração estava vazio. Naquele dia, eu deveria ser o homem mais feliz do mundo: Lucas, o empresário que, do nada, construiu um império e se casou com Clara, a mulher mais linda da cidade. Minha mãe adotiva, Sofia, sorria ao meu lado, o retrato da mãe orgulhosa. Tudo parecia perfeito, uma mentira perfeita em minha vida de órfão que finalmente encontrara amor e apoio. Até que, no dia da assinatura de um contrato crucial, Clara, minha esposa, sumiu. Ela alegou um engarrafamento, mas as ruas estavam livres. Perdi a oportunidade de uma vida. Naquela noite, um e-mail anônimo piscou na tela: "A verdade sobre sua família". Havia um vídeo em anexo. Assisti, chocado, enquanto Sofia, Pedro (o filho "ilegítimo" de Sofia) e Clara brindavam e zombavam de mim. Pedro debochava: "Ele realmente achou que a Clara estava presa no trânsito? Ele perdeu o maior contrato da vida dele e nem sabe que fomos nós que armamos tudo!" Clara riu, um som que fez meu sangue gelar: "Ele é tão ingênuo. Acredita em tudo que eu digo. Tão fácil de manipular." Mas foi a voz de Sofia, minha mãe adotiva, que quebrou meu mundo em pedaços: "Pedro, meu filho, tudo que é do Lucas será seu. Ele não passa de uma ferramenta que usamos para construir o seu império. Ele nunca fez parte desta família. Ele não tem nosso sangue." Meu copo d'água caiu, estilhaçando-se. Minha esposa, minha mãe, meu "irmão"... tudo era uma farsa. Eu era apenas um peão em um jogo cruel. Tremendo incontrolavelmente, recebi uma mensagem, as letras borradas pelas lágrimas: "Eu sei de tudo. Se quiser vingança e recuperar o que é seu, eu posso ajudar. Pense nisso. - I." Vingança. A palavra ecoou em minha mente vazia. Naquela mesma noite, eu as ouvi: Sofia e Clara, tramando. Sofia disse, sua voz suave e venenosa: "O plano está funcionando perfeitamente. Assim que o Pedro estiver no comando, você pode se divorciar dele e ficar com metade de tudo que ele \'pensa\' que tem." Eu não era apenas uma ferramenta, era uma ferramenta descartável. A dor se transformou em uma raiva fria e cortante. Eles não apenas me traíram, eles me subestimaram. E isso seria o maior erro deles. Me chamaram de tolo... Mas o tolo vai ser o último a rir. Agora, tenho um convite para lutar, e para queimar o mundo que eles construíram sobre as minhas costas.
Quando a Febre Arde, e o Amor Esfria
No nosso terceiro aniversário de casamento, a Lia, a nossa filha de dois anos, estava com febre alta e o meu marido, Pedro, desapareceu. Tentei ligar-lhe dezenas de vezes, mas o telemóvel estava sempre desligado. Passei a noite no hospital, desamparada, enquanto a minha filha ardia em febre, chamando pelo pai. Quando finalmente consegui falar com a minha sogra, ela não se preocupou com a neta. Em vez disso, zombou: "Ele é um homem adulto, não uma criança. Provavelmente só está farto de ti e foi espairecer. Além disso, a Sofia não está a sentir-se bem, está no hospital. Ele provavelmente está a cuidar dela." Sofia. A ex-namorada do Pedro. O meu coração afundou-se. A minha sogra, com uma frieza atroz, confirmou: "A Sofia tem cancro do pulmão, em estado avançado. Ele quer passar os últimos momentos dela ao seu lado." E avisou-me para não ser egoísta e deixá-lo ir. Egoísta? Eu seria egoísta por querer o meu marido, o pai da minha filha doente, ao meu lado? Enquanto a Lia lutava pela vida, Pedro estava ao lado da sua ex-namorada, descascando maçãs, ignorando as minhas chamadas e a nossa filha. Ele mentiu, gastou o dinheiro da nossa família nas despesas dela e a minha sogra ameaçou tirar-me a custódia da criança se eu não aceitasse este triângulo doentio. Pode uma mulher ignorar tudo isto e "partilhar" o marido? Ou lutar contra uma "doente terminal" e ser vista como a vilã? Eu sabia que a sociedade me julgaria, mas quando a minha filha se magoou e ele, novamente, desligou o telemóvel... Eu cheguei ao meu limite. Chega de mentiras, de traições e daquele amor moribundo. Desta vez, não serei eu a implorar. Eu serei eu a lutar pela minha filha, pela minha sanidade e pela minha liberdade.
Memórias Roubadas, Vida Recomeçada
Eu, Helena, vivia a vida que todos invejavam no Rio. Oito anos de casamento perfeito, um apartamento luxuoso, um amor que parecia de novela. Mas, por trás do sorriso, eu carregava a dor silenciosa de não poder dar um filho a Tiago. Até ao dia em que fui surpreendê-lo no escritório e a porta entreaberta revelou o impensável. Ele tinha um filho. Léo, de cinco anos, com a sua assistente, Sofia. O meu mundo desabou em mentiras, traições e no cheiro do perfume dela na camisa dele. A fúria de Tiago, a sua possessividade doentia, transformaram o nosso lar num inferno. Ele não só negou tudo, como me forçou a ser a mãe do nosso filho. Fui violentada, acorrentada, humilhada. Quando Sofia, cúmplice na mentira e na vingança, mandou homens me atacarem no nosso apartamento, a loucura instalou-se. Tiago me "salvou", mas a consequência foi mais um golpe cruel do destino: eu estava grávida. Como eu poderia carregar um filho nascido de tamanha violência e engano? Como se livrar de um pesadelo que se recusava a acabar? Decidi apagar tudo. Hipnose. A cura para a dor era o esquecimento. Mas o passado, sob a forma de Tiago, surge de novo, um fantasma que eu já não reconheço. Ele tudo perdeu, inclusive a razão. Agora, ele procura a mulher que já não existe, a Helena que se libertou dele ao deixá-lo para trás.
